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Billy Graham, evangelista americano, morre aos 99 anos

Faleceu nesta quarta-feira (21) o evangelista mundialmente conhecido Billy Graham. Ele tinha 99 anos, e morreu em sua casa em Montreat, na Carolina do Norte (EUA). A notícia foi dada por Jeremy Blume, porta-voz da Associação Evangelística Billy Graham.

Nos últimos anos ele vinham lutando contra o mal de Parkinson e desde 2005 não realizava mais as cruzadas públicas que o tornaram famoso. Em 2013 transmitiu os últimos programas televisivos, na campanha “Minha Esperança”, criada pelo seu ministério.

William Franklin “Billy” Graham nasceu em 7 de novembro de 1918. Era de família evangélica, tendo se batizado aos 16 anos. Após graduar-se em teologia na Faculdade de Wheaton, foi ordenado pastor batista em 1939. Foi co-fundador da Youth for Christ [Mocidade para Cristo] junto com Charles Templeton.

Começou a viajar como evangelista por todo os Estados Unidos até que em 1949 realizou a primeira grande cruzada. Anos depois, iniciou seu ministério internacional, com missões em Londres que duraram 12 semanas, em 1954. Seus eventos sempre foram em locais públicos, como parques e estádios.

Sempre desfrutou de uma reputação privilegiada, focando-se exclusivamente na mensagem de salvação pela fé em Jesus Cristo. Esteve em lugares que para outros evangelistas parecia impossível. Durante as décadas da Guerra Fria, Graham conseguiu pregar para multidões em países da Europa Oriental e da antiga União Soviética.

Esteve no Brasil com cruzadas no Rio de Janeiro em 1960, 1974. Retornou em 2000 para uma em Recife e a última foi em São Paulo, em 2008.

Ele escreveu dezenas de livros e promoveu a evangelização através de programas de rádio, TV e pela internet.

O reverendo se tornou capelão não oficial da Casa Branca para todos os presidentes desde Harry Truman (1945-1953), além de ter se encontrado com diversos líderes mundiais.

Segundo a associação billy-grahamque leva seu nome, Graham pregou em 185 dos 195 países do mundo e converteu ao Cristianismo mais de 3 milhões de pessoas.

“Ele foi provavelmente o líder religioso mais importante de sua era”, disse William Martin, autor de um livro sobre ele.

“Não havia ninguém como ele”, afirmou o presidente Donald Trump em seu Twitter depois que a morte dele foi noticiada. “Ele fará falta aos cristãos e a todas as religiões. Um homem muito especial”, escreveu.

 fonte: www.g1.globo.com

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