fe_ciencia_religiosos

Fé e Ciência, Religiosos e Cientistas

apologéticafe_ciencia_religiososFé e Ciência, Religiosos e Cientistas

Autor: Robson T. Fernandes

O Iluminismo ocorreu por volta do século XVIII, sendo identificado como a Era da Razão, todavia a Era da razão verdadeiramente abrange os séculos XVII e XVIII juntos.

            Em 1784 (período entre as revoluções francesa e norte-americana), Immanuel Kant escreve um artigo sobre “O que é iluminismo”, afirmando que era a chegada do homem à maioridade. “A era do Iluminismo caracterizou-se pelo desejo de um conceito superior e mais racional de tudo. Era um desejo que continha dentro de si as sementes da sua própria destruição”. (Walter A. Elwell)

            É preciso entender que a ideia do Iluminismo, apresentado pelo filósofo escocês David Hume, termina cometendo um ataque a si mesmo com suas próprias armas, pois Hume se fazia utilizar das armas da filosofia cética e empírica para questionar os poderes da mente humana. Hume não criticava apenas a religião, mas era cético a respeito do conhecimento que o homem tinha do mundo fora de si mesmo e ao poder da mente humana de saber alguma coisa com certeza.

            Kant se apresenta como se possuísse a resposta para o problema de Hume, todavia ele apenas devolveu o problema como se fosse uma resposta.

            “Muitas das ideias que são tomadas por certas na sociedade ocidental têm sua origem na Era do Iluminismo”. (C. Brown.)

            Muitos têm afirmado que a história da ciência só ganhou fama após o Iluminismo, porém isso é uma afirmação incorreta. A história da ciência começa a desenvolver o seu papel de forma mais notória na Era da Razão, que tem início no século XVII, e não apenas no Iluminismo (século XVIII).

            Muitas discussões teológicas e científicas foram travadas nesse período de tempo, a exemplo das discussões sobre geocentrismo e heliocentrismo.

            A ideia do geocentrismo era ensinada e imposta pelo Catolicismo Romano e não pela Bíblia, como comumente os evolucionistas afirmam. A ideia do heliocentrismo e de uma Terra redonda são expostas na Bíblia. Por causa da defesa do heliocentrismo muitas pessoas foram perseguidas e mortas, porque chegaram a essa conclusão através do empirismo e outros através da leitura da Bíblia, a exemplo do texto de Isaías 40:22.

            Diga-se de forma clara e bastante inteligível: o catolicismo foi o responsável pelo absurdo derramamento de sangue ocorrido naquele período de tempo. E mais, o Catolicismo não tenta “levar a Bíblia como verdade absoluta”, como erroneamente alguns afirmam.

            Se estudarmos sobre o Catolicismo Romano veremos que ele está alicerçado sobre três fontes de autoridade, por ordem de importância:

                                   1. Autoridade eclesiástica;

                                   2. Tradição

                                   3. Bíblia

            Por ordem de importância, no Catolicismo – assim como em todas as seitas – o que predomina é a autoridade de seu líder, nesse caso o Papa.

            Em segundo lugar, está a autoridade da Igreja baseada na tradição. A grande maioria das pessoas que nasceram em países de tradição católica sofrem a influência de tais ensinos eclesiásticos, mesmo que não percebam, pois afirmam, geralmente, que todas as religiões são enraizadas do catolicismo, que o catolicismo foi a primeira religião etc.

            A autoridade da tradição, no catolicismo, se baseia na afirmação de que tal religião é a mais antiga e instituída diretamente por Deus através de Jesus Cristo, ao nomear Pedro como primeiro Papa, o que vem a ser um grosseiro erro de interpretação do texto bíblico, caracterizado como uma verdadeira distorção do texto, já que o mesmo afirma que Pedro é uma pedrinha (significado de Pedro no grego) e Jesus é a Rocha sobre a qual Pedro iria edificar a Igreja. Sabemos que Pedro estava liderando os apóstolos em Atos 2, o Pentecostes (inauguração da Igreja entre os gentios), cumprindo assim a profecia de Jesus, mas não encontramos respaldo bíblico nem histórico verdadeiro para posicionar Pedro como papa.

            Nessa discussão entre fé e ciência, precisamos entender o real significado de fé.

Segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa:

1.Crença religiosa. 2.Conjunto de dogmas e doutrinas que constituem um culto. 3. A primeira virtude teologal: adesão e anuência pessoal a Deus, seus desígnios e manifestações. 4.Firmeza na execução de uma promessa ou de um compromisso. 5.Crença, confiança. 6.Asseveração de algum fato. 7.Testemunho autêntico que determinados funcionários dão por escrito acerca de certos atos, e que tem força em juízo.

Muitas pessoas têm o hábito errôneo de pensar que fé é um tiro no escuro e por essa razão nada tem haver com fatos.

            Na Sagrada Escritura está a definição de fé, no texto de Hebreus 11:1:

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”.

            Fé não é um tiro no escuro. A fé não é cega, ao contrário, ele enxerga muito bem. Quem não entende o que é fé é que é o verdadeiro cego.

            Hebreus 11:1 nos diz que a fé é a PROVA das coisas que se não vêem! Ou seja, a fé é o fato que pode ser provado, mas não pode ser visto, pelo menos por enquanto. Eu tenho fé na gravidade, pois posso provar sua existência, todavia, não posso vê-la. Eu tenho fé no cúmulo globular ngc 1850, todavia, não posso vê-lo com meu olho natural. Eu tenho fé no calor, apesar de não vê-lo, porém poder sentir os seus efeitos. Eu tenho fé que um remédio cura a doença, apesar de não ter visto o químico fazê-lo. Eu tenho fé no piloto que conduz o avião no qual viajo, apesar de não vê-lo…

            Isso, de forma simplificada, é o conceito verdadeiro de fé.

            Eu acredito no Pai celestial, em Jesus Cristo, no Espírito Santo e na Bíblia, porque posso prová-los como verdadeiros e confiáveis.

            É bem verdade que existem muitas discussões entre religião e ciência e muitas contradições entre as duas, porém, precisamos entender que religião e Bíblia são duas coisas distintas assim como ciência e cientistas e religiosos e Bíblia.

            A expressão RELIGIÃO deriva do termo latim “Re-Ligare”, que significa “religação” com o divino. Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo grupos, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo metafísico, ou seja, de além do mundo físico.

            Dessa maneira é preciso entender que Religião é um sistema que visa aproximar o homem de Deus. Esse conceito está biblicamente errado, pois o único meio de nos achegarmos à Deus é através de uma pessoa – Jesus Cristo – e não através de técnicas, metodologias, preceitos, rituais ou ações, isto é, religião. A Religião é um sistema que foi criado na tentativa de substituir uma pessoa, por isso ela é falha. Por isso existe um conflito entre religião e ciência.

            Eu não defendo uma religião. Eu defendo uma Pessoa e Seu Manual de instrução para o homem, a Bíblia Sagrada.

            É preciso não confundir religião e ciência, fé e cegueira.

            É preciso não praticar a intolerância religiosa, através de semânticas e pressupostos filosóficos errôneos.

            Agora, apesar de todos os fatos científicos apresentados nas últimas décadas e mais ainda com o exagerado aumento da tecnologia atual, podemos afirmar que o evolucionismo nada mais é que uma religião disfarçada de ciência, como bem disse H. S. Lipson: “De fato, a evolução se tornou uma religião científica; quase todos os cientistas a aceitaram e muitos estão preparados para ‘torcer’ suas observações de modo que a ela se ajustem” (H. S. Lipson – A Physicist look at Evolution)

            Prezado leitor, a tão empenhada e desenfreada luta para defender o evolucionismo se dá por uma única razão: Ela tornou-se uma religião científica, que representa uma fuga do homem que busca se afastar de Deus e posicionar-se inerte quanto a realidade de que um dia estará frente a frente com o Criador que negou durante toda a sua passageira existência.

            Em contrapartida a firmação que evolucionistas fazem, ao afirmar que a Bíblia é uma grande fábula, o professor Louis Bounoure em The Advocate disse: “O evolucionismo é um conto de fadas para adultos. Essa teoria não tem ajudado em nada o progresso da ciência. É completamente inútil.”

            A inutilidade histórica, científica, cultural e social do evolucionismo e tal que fez com que muitos órgãos do corpo humano fossem catalogados como vestigiais, e portanto aptos a serem retirados sem nenhum problema. Para os que defendem o evolucionismo todos os órgãos endócrinos e linfáticos já foram considerados vestigiais, no século XIX (~180 órgãos vestigiais). Agora imagine um cirurgião retirando, no século XIX, aproximadamente 180 órgao do corpo humano. Com certeza tal paciente viria a óbito, e foi o que aconteceu com muitos, graças ao evolucionismo. Em 1971 a Encyclopaedia Britannica reivindicou mais de 100 órgãos vestigiais humanos, por causa da influência do Evolucionismo, por não se saber a funcionalidade de tais órgãos e por isso foram catalogados como sendo vestigiais. Em alguns casos os médicos, impulsionados pelo evolucionismo, realizavam procedimentos cirúrgicos para retirarem alguns desses órgãos, acarretando em problemas futuros para os pacientes, a exemplo das amídalas, que se supunham ser órgão vestigiais, todavia hoje se sabe que não pois têm função definida e conhecida.

            Citarei apenas dois exemplos defendidos pelo evolucionismo como mostra de órgão vestigiais no corpo humano:

               1. O CÓCCIX

                        Para o evolucionista o cóccix é um vestígio da cauda de nossos antepassados.

                        O cóccix tem funções importantes:

                              – Anexar vários músculos pélvicos, formando o diafragma pélvico;

                              – Fixar muitos órgãos, na cavidade abdominal;

- Alguns músculos do diafragma pélvico são importantes para o controle de eliminação de dejetos de nosso organismo pelo intestino reto.

               2. Apêndice HUMANO

Para o evolucionista é o vestígio de ceco (‘bolsa’ próxima ao intestino grosso, que produz bactérias que ajudam na digestão da celulose).

O apêndice humano:

- É um órgão linfático (parte do sistema imunológico do organismo), assim como as amídalas e tecidos adenoides.

A sua remoção aumenta a suscetibilidade à leucemia, a doença de Hodgkin, câncer do cólon e câncer dos ovários.

A literatura médica, após abandonar mais um erro do evolucionismo, já apresenta a funcionalidade destes órgãos. Uma obra, por exemplo, é o livro “Bogliolo – Tratado de Patologia”.

            Um exemplo a ser observado, curiosamente, é o das glândulas mamárias masculinas que possuem função não muito clara, no entanto não é apontada como órgão vestigial.

 

            A grande verdade, em todo o decorrer da história, é que não existem conflitos entre a Ciência e a Bíblia. Os verdadeiros conflitos ocorrem entre cientistas e religiosos. Cientistas evolucionistas que insistem em não aceitar a veracidade da Bíblia, e religiosos que insistem em não aceitar os benefícios da ciência.

            Como bem disse Robert Jastrow:

“Neste momento parece que a ciência nunca poderá levantar a cortina que cobre o mistério da criação. Para o cientista que teria vivido por sua fé no poder da razão, a história termina como um pesadelo. Ele escalou as montanhas da ignorância; está a ponto de conquistar o pico mais alto; ao alcançar finalmente a última rocha, é saudado por um grupo de teólogos que aí se assentavam havia séculos”

Robert Jastrow (Livro: God and the Astronomers)

robsontfernandesRobson Tavares Fernandes é bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional). Tem se dedicado desde 1998 ao ensino e pesquisa bíblica na área de Apologética, sendo autor de vários artigos já publicados. Atuação como professor: Curso de Teologia da Igreja Batista da Palmeira, CBA (Curso Básico de Apologética) e ITESMI (Instituto Teológico Superior de Missões). Atuação como pesquisador: VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã). Atuação como palestrante: Encontro para a Consciência Cristã, Simpósio Criacionista da Paraíba, Seminário Criacionista da Alagoas. Tem ministrado, ainda, palestras em igrejas, escolas e universidades.

Contato:  cristovira@bol.com.br  rtf75@bol.com.br

Atenção:
O conteúdo desta página tem objetivo formativo e educacional.OS ARTIGOS AQUI PUBLICADOS SÃO DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES, CITADOS NO FINAL DE CADA ARTIGO. NÃO NECESSARIAMENTE ESTA PRODUÇÃO CONCORDA INTEIRAMENTE COM O ENTENDIMENTO TEOLÓGICO DE CADA AUTOR. TODAVIA, OS PUBLICAMOS COMO FONTE DE CONHECIMENTO E COMO FORMA DE CONTRIBUIR PARA O ALARGAMENTO DO ENTENDIMENTO E A POSSIBILIDADE DE CONHECERMOS VÁRIAS FORMAS DE PENSAR. CABE A CADA LEITOR REFLETIR, À LUZ DA BÍBLIA, SE CONCORDA OU NÃO COM OS POSICIONAMENTOS AQUI EXPRESSADOS. 

Deixe uma resposta