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PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS

apologética existencia-de-deusPROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS


Edson Falcão
Coletânea de textos e artigos debatendo a existência de Deus

DEUS EXISTE?

Introdução

Convenhamos que a pergunta “Deus existe?” está mal formulada. Equivale a
perguntar: “a existência existe?” o que se constitui um disparato contrassenso.
Mas este desafio nos surge quando decidimos enfrentar quando procuramos
responder às seguintes perguntas básicas:

Por que algumas pessoas não creem
em Deus? Que diz a bíblia sobre a existência de Deus? Quais as cinco evidências
racionais da existência de Deus? Deus é uma força cósmica, ou um ser pessoal?
Quais são os seus atributos? Qual é a maneira correta de O adorarmos? Por que
é importante conhecê-lo?

Início

Conta-se que uma noite, a bordo do navio, os soldados de Napoleão discutiam
sobre a origem do nosso mundo, mas passavam por alto o criador. Eram ruidosos
e arrogantes em sua incredulidade. Passando por ali e ouvindo por acaso a
conversação, Napoleão apontou para as estrelas, que resplandeciam contra o
negro firmamento, e fez-lhes uma pergunta simples: “cavalheiros, podem me dizer quem as fez?” Eles emudeceram. A perplexidade que lhes acometeu bem ilustra o que disse Abraham Lincoln: Posso compreender como seria possível um homem olhar com ares de superioridade para a terra e ser um ateu, mas não posso conceber como poderia levantar os olhos para o céu e dizer que não há Deus”.

A EXISTÊNCIA DE DEUS

No entanto, muitas pessoas honestas não conhecem a Deus. Acreditam que ele
seja produto das superstições e crenças antigas de um povo primitivo; um Deus
de ira e poder, capaz de destruir povos inteiros através de dilúvios e pestilências,
um mito. Outras procuram ignorar a existência de Deus devido a má
representação de Deus que receberam por parte de religiões pagãs e mesmo
pseudocristãs. Decepcionaram-se com a incoerência entre profissão de fé em
Deus e a prática dos seguidores desse Deus. Afinal de contas, o mínimo que se
espera de um produto é que corresponda à propaganda que dele se fez. Outras
pessoas acham que simplesmente podem riscar Deus de suas vidas. “Quem é o
Senhor, para que eu ouça a sua voz…? Não conheço o Senhor,,” dizia o insolente
faraó do Egito. E desse brado desafiador tem encontrado eco ao longo dos
séculos, nos corações de muitos seres humanos, de sorte que é considerável o
número dos que abertamente adotam o ateísmo, hoje em dia.(salmos 14:1; Isaías
45:9-12; II Pedro 3:5).A existência de Deus nas escrituras, entretanto é algo implícito, uma verdade primária assumida, óbvia, fundamental. Tanto é verdade que elas não apresentam argumentos para afirmá-la ou comprová-la. Para os escritores bíblicos a existência de Deus era realidade inquestionável, acima de toda contestação. Este é o ponto de partida, tanto lógico como escriturístico, de nosso estudo. Lógico porque o fato de Deus existir está implícito em todos os outros ensinamentos da bíblia; escriturístico porque disso nos persuade o 1º verso da bíblia: “No princípio Deus..” Gênesis 1:1.

CINCO EVIDÊNCIAS DE QUE DEUS EXISTE

Podemos encontrar pelo menos cinco evidências racionais da existência de Deus:
1. A CRIAÇÃO INANIMADA ATESTA A EXISTÊNCIA DE DEUS.(Salmos 19:1-2)
Crer que o universo surgiu por acaso faz tanto sentido quanto crer que os livros se
formam sozinhos pelas leis da soletração e da gramática. Quando se vê uma bela
casa logo se pensa em quem construiu. Se alguém lhe dissesse que ela não foi
construída por ninguém, mas que simplesmente apareceu ali, acreditaria nisso? É
claro que não. Como disse certo escritor: “porque toda casa é construída por
alguém.” É uma afirmação óbvia. Todos concordam, então por que não aceitar a
conclusão lógica a que chegou o mesmo escritor bíblico: “Mas que edificou todas
as coisas é Deus”. Hebreus 3:4. Qualquer um que tenha bom senso terá de, mais
cedo ou mais tarde, admitir a necessidade da existência de um criador. O princípio
da causalidade mesmo certifica que todo fenômeno tem uma causa. Esta é uma
verdade incontestável, a existência de uma causa primária! Albert Einstein, o
maior físico do século XX, admitiu: ” Para mim basta…meditar na maravilhosa
estrutura do universo a nós vagamente perceptível, e tentar compreender
humildemente nem que seja uma infinitésima parte da inteligência manifesta na
natureza.”

2. A CRIAÇÃO ANIMADA ATESTA A EXISTÊNCIA DE DEUS.(Romanos 1:20)

Embora exista uma enorme diversificação de seres vivos, o padrão biológico é
essencialmente o mesmo, apresentando apenas diversos graus de simplicidade
ou complexidade orgânica. Esta é uma forte evidência de que todos os seres vivos
procedem de um mesmo projeto. Está hoje demonstrado cientificamente que a
vida só procede de uma vida preexistente. Todos os avanços da nova ciência
médica e cirúrgica no tratamento e prevenção de doenças infecciosas baseiam-se
nesta grande e inegável lei da biogênese. Ao consultarem o que poderia ser
chamado de livro da criação divina, os cientistas são forçados a reconhecer que
uma vida maior deu origem a todos os seres viventes. “Não há a mais leve
evidência de que a matéria possa surgir de matéria inanimada.” (Prof. Conn).
Deus criou a vida, Ele é a fonte de vida. “Nele nos movemos, vivemos e
existimos.” Atos 17:28. Cada respiração, cada pulsar do coração é uma prova do
cuidado de Deus. É também dele que depende tudo, desde as mais rudimentares
formas de vida até as mais complexas. Não existe outra maneira de explicar a
presença de vida sobre a terra. A realidade inevitável do poder e complexidade da
criação macroscópica e microscópica aponta, sem dúvida para Deus.

3. A CONSCIÊNCIA HUMANA ATESTA A EXISTÊNCIA DE DEUS.

Entre os povos mais avançados até os mais primitivos e degradados da terra
podemos encontrar neles consciência, isto é, a faculdade de aprovar ou condenar
ações numa base moral. Diz Paulo: “Os gentios, que não tem lei, fazem por
natureza as coisas da lei, eles embora não tendo lei, para si mesmos são lei. Pois
mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua
consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os.”
Romanos 2:14,15. Naturalmente a consciência das pessoas que se encontram
longe de Deus, acha-se contaminada, obliterada, cauterizada (I Timóteo 4:2; Tito
1:15), sendo-lhe necessário ser purificada pelo sangue de Cristo (hebreus 9:14;
10:2-10,22). Por mais insensibilizadas que sejam suas consciências, porém, todos
os homens possuem um senso comum do direito e do errado, não apenas causa
de ensinos morais que tenham recebido, mas porque, como declarou Immanuel
Kante, grande filósofo alemão, “há dentro de nosso interior a lei moral”. “Há entre
os gentios, almas que servem a Deus ignorantemente, a quem a luz nunca foi
levada por instrumentos humanos… Conquanto da lei escrita de Deus, ouviram
sua voz a falar-lhes por meio da natureza, e fizeram aquilo que a lei requeria.” A
existência de uma lei implica a existência de um legislador. Foi Deus quem
idealizou uma norma de conduta para o homem e a escreveu na mente humana.

4. O PLANO E A ORDEM DO UNIVERSO ATESTAM A EXISTÊNCIA DE DEUS.

Apenas de um criador inteligente poderia derivar-se o universo. Não por acidente
que os planetas, os sistemas solares e galáxias, giram cada qual em sua órbita,
harmonicamente e guardando entre si relação perfeita; não é por acidente que 107 elementos químicos, diferentes, se combinam, se ligam uns aos outros, nas mais variadas formas, dando origem a todo tipo de matéria encontrada na natureza, não é por acidente que na fotossíntese, as plantas clorofiladas utilizam a luz solar, o dióxido de carbono, a água e os minerais para liberar oxigênio e produzir alimentos, e poderíamos ir mais além, demonstrando por meio sólidos e
irrefutáveis argumentos que a ordem natural não foi inventada pela mente
humana… A existência da ordem pressupõe a existência de uma inteligência
organizadora. E essa inteligência não pode ter sido outra senão Deus.

5. A CRENÇA UNIVERSAL NA EXISTÊNCIA DE DEUS ATESTA SUA
EXISTÊNCIA.

A crença de que Deus existe é praticamente tão difundida quanto a própria raça
humana, embora muitas vezes se manifeste de forma pervertida ou revestida de
ideias supersticiosas. A maior parte dos ateus parece imaginar que um grupo de
teólogos se tenha reunido em sessão secreta e inventado a ideia de Deus,
apresentando-a depois ao povo. Mas os teólogos não inventaram a Deus como
também os astrônomos não inventaram as estrelas, nem os botânicos as flores. È
certo que os antigos mantinham ideias erradas acerca dos corpos celestes, mas
esse fato não nega a existência dos corpos celestes. E visto que a humanidade já
teve ideias defeituosas acerca de Deus, isso implica que existe um Deus acerca
do qual podiam ter noções erradas.

Eis em sucintas palavras os argumentos que podemos aduzir. Não fique porém,
a impressão de que a existência de Deus depende de uma demonstração racional.
Nem para provar todas as coisas podemos usar o método científico. Há uma
ciência muito mais profunda que precisamos aprender: a ciência da fé.

ATRIBUTOS DE DEUS

Se há uma fonte autorizada e gabaritada para dizer-nos que tipo de pessoa é
Deus, esta fonte é, sem dúvida a bíblia. Em suas páginas encontramo-lo descrito
como criador, mantenedor, legislador, rei, pai, juiz, senhor, etc. Todos estes
termos nos ensinam determinadas verdades sobre ele. São termos que não se
demoram em descrições filosóficas sobre sua natureza, mas que singelamente
nos mostram quem ele é, revelando-nos o que ele faz. Um ser capaz de criar,
comunicar-se e amar. Em toda a escritura encontramos muitas declarações
concernentes a Deus e seus atributos:

1-ATRIBUTOS ABSOLUTOS – Dizem respeito a natureza íntima de Deus,
independente de qualquer outra coisa.

DEUS É REAL – Ele existe, disse Jesus: “Fui enviado por aquele que de fato
existe.” João 7:28. Todos nós dependemos de pelo menos de duas pessoas para
existir, nossos pais. Deus não, sua existência é autocausada, ele existe por si
mesmo. Eis porque ele pode, com autossuficiência, dizer de si próprio: “Eu sou o
que sou”. Êxodo 3:14. Apesar de ser uma realidade espiritual, Deus pode assumir
qualquer forma visível, entretanto homem algum jamais viu sua face.(Êxodo 33:20;
Mateus 1:23; 11:27; João 1:18). Porque existe por si mesmo, é-nos dito que ele é
o autor e conservador da vida.(números 16:22). A vida que possuímos não nos
pertence, mas é derivada daquele que é a fonte de vida, tanto física quanto a
eterna. Em Deus acha-se a vida original, não emprestada nem derivada. Se
quisermos, poderemos obtê-la, não em troca de coisa alguma nem por compra,
mas nos é dada como dom gratuito pela fé em Cristo, como nosso salvador
pessoal.

DEUS É IMUTÁVEL – (Malaquias 3:6) Positivamente ele não muda, tanto na
duração, como em natureza, caráter ou vontade. “Pois eu o Senhor não mudo”
(Neemias 23:19; I Samuel 15:29; Jó 23:13; salmos 33:11; provérbios 19:21; Isaías 46:10; hebreus 6:17; Tiago 1:17).

DEUS É SANTO – Ele é perfeita excelência moral e espiritual, Ser perfeitamente
puro, imaculado e justo em si mesmo (Josué 24:19; Salmos 22:3 ;99:9; Isaías
5:16; João 17:11; I Tessalonicenses 5:23).

DEUS É INFINITO – Ele está além da plena compreensão da mente humana. A
criatura jamais poderá tornar-se igual ao criador ou entender-lhe a mente.
(romanos 11:33-36). Mas ele é acessível (Atos 17:26; Salmos 145:16), podemos
experimentar o poder de seu amor e estar certos de que ele nos responde e cuida
de nós.

2- ATRIBUTOS RELATIVOS – Dizem respeito aos predicados divinos, referentes
ao tempo e a criação.

DEUS É ETERNO – Deus é descrito na bíblia como existindo de eternidade em
eternidade, para sempre (Neemias 9:5; Salmos 90:2; Apocalipse 10:6) e como
sendo o rei dos séculos, imortal, invisível e único Deus (I Timóteo 1:17). Ninguém
o criou, ele não tem princípio nem fim (Colossenses 1:17). Deus não está
condicionado pelo tempo, pelo contrário, o tempo está em Deus. Para ele o
passado, o presente e o futuro são uma e a mesma coisa. Parece não haver
lógica nisso, não é? E não há mesmo. Deus acha-se acima de toda lógica
humana. Como poderia a mente finita compreender um ser infinito?!

DEUS É ONIPRESENTE – Ele está presente em todos os lugares
simultaneamente, pelo seu espírito, e permanentemente observa suas criaturas e
age sobre elas. Diz-se que habita no céu, por ser ali o lugar onde se faz maior
manifestação de sua presença (Salmos 139:7-10; Eclesiastes 5:2; Isaías 57:15;
29:15; Jeremias 23:23,24). Não obstante, não podemos nunca encontrar uma
solidão em que Deus não se ache.

DEUS É ONISCIENTE – Ele sabe tudo, conhece todas as coisas (I João 3:20)

DEUS É ONIPOTENTE – Ele tudo pode (Gênesis 18:4), em sua mão há toda força
e poder para realizar o que lhe apraz. Por isso recebe muitas vezes, nas
escrituras, o título de todo-poderoso. (Salmos 62:11, Efésios 3:20-21; Apocalipse
1:8).

DEUS É VERAZ – Deus sempre fala a verdade, aliás ele próprio é a verdade. Sua
palavra não é passível de contestação. Os homens costumam ser mentirosos,
mas Deus não. Ele é digno de fé. Apraz-lhe que nele confiemos (Romanos 3:4).

DEUS É ÚNICO E EXCLUSIVO – Existe um só Deus (Isaías 45:5).
Como criador do universo somente ele pode dizer com autoridade que o Senhor é
Deus, e não há outro. (I Reis 8:60). Nas religiões animistas de algumas tribos,
bem como no budismo, hinduísmo e xintoísmo, há milhões de deuses, que de fato
não são deuses, mas caricaturas pagãs surdas, mudas, cegas e mortas. É muito
fácil criar um deus, quando uma pessoa rejeita o verdadeiro Deus, ela cria o seu
próprio. E esse deus é exatamente como essa pessoa gostaria de ser, no seu
íntimo. Seu deus é a corporificação de seus desejos e paixões sob forma de
imagens, estátuas, credos e religiões. Deuses irascíveis, vingativos, sanguinários,
invejosos, imorais, mesquinhos, feitos a imagem e semelhança do homem. Nada
que se compare a descrição dos desejáveis característicos do Deus verdadeiro,
fornecido pela bíblia “Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e
grande em beneficência e verdade, que usa de beneficência com milhares, que
perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado.Êxodo 34:6,7. Unicamente o
Senhor é Deus, portanto só ele deve ser adorado, nada e ninguém a não ser Deus
merece nossa adoração e reverência, nem mesmo os santos homens e mulheres
da bíblia, nem mesmo os anjos. (Apocalipse 22:9).

A EXISTÊNCIA DE DEUS

“Ninguém afirma: ‘Deus não existe’ sem antes ter desejado que Ele não exista”.
Esta frase, de um filósofo muito suspeito, por ser esotérico – Joseph de Maistre –
tem muito de verdade.


Com efeito, o devedor insolvente gostaria que seu credor não existisse. O pecador
que não quer deixar o pecado, passa a negar a existência de Deus.
Por isso, quando se dá as provas da existência de Deus para alguém, não se deve
esquecer que a maior força a vencer não é a dos argumentos dos ateus, e sim o
desejo deles de que Deus não exista. Não adiantará dar provas a quem não quer
aceitar sua conclusão. Em todo caso, as provas de Aristóteles e de São Tomás a
respeito da existência de Deus têm tal brilho e tal força que convencem a qualquer
um que tenha um mínimo de boa vontade e de retidão intelectual.
É para essas pessoas que fazemos este pequeno resumo dos argumentos de São
Tomás sobre a existência de Deus, tendo por base o que ele diz na Suma
Teológica I, q.2, a.a 1, 2, 3 e 4.

Inicialmente, pergunta São Tomás se a existência de Deus é verdade de evidência
imediata. Ele explica que uma proposição pode ser evidente de dois modos:
em si mesma, mas não em relação a nós;
em si mesma e para nós.

Uma proposição é evidente quando o predicado está incluído no sujeito. Por
exemplo, a proposição o homem é animal é evidente, já que o predicado animal
está incluso no conceito de homem.
Quando alguns não conhecem a natureza do sujeito e do predicado, a proposição
– embora evidente em si mesma – não será evidente para eles. Ela será evidente
apenas para os que conhecem o que significam o sujeito e o predicado. Por
exemplo, a frase: “O que é incorpóreo não ocupa lugar no espaço”, é evidente em
si mesma e é evidente somente aqueles que sabem o que é incorpóreo.

Tendo em vista tudo isso, São Tomás diz que:
A proposição “Deus existe” é evidente em si mesma porque nela o predicado se
identifica com o sujeito, já que Deus é o próprio ente.
Mas, com relação a nós, que desconhecemos a natureza divina, ela não é
evidente, mas precisa ser demonstrada. E o que se demonstra não é evidente. O
que é evidente para nós não cabe ser demonstrado.
Portanto, a existência de Deus pode ser demonstrada. Contra isso, São Tomás dá
uma objeção, dizendo que a existência de Deus é um artigo de fé. Ora, o que é de
fé não pode ser demonstrado. Logo, concluir-se-ia que não se pode demonstrar
que Deus existe. São Tomás ensina que há dois tipos de demonstração:

1) Demonstração propter quid (devido a que)
É a que se baseia na causa. Ela parte do que é anterior (a causa) discorrendo
para o que é posterior ( o efeito).

2) Demonstração quia (porque)
É a que parte do efeito para conhecer a causa.
Quando vemos um efeito mais claramente que sua causa, pelo efeito acabamos
por conhecer a causa. Pois o efeito depende da causa, e é, de algum modo,
sempre semelhante a ela. Então, embora a existência de Deus não seja evidente
apenas para nós, ela é demonstrável pelos efeitos que dela conhecemos.
A existência de Deus e outras verdades semelhantes a respeito dele que podem
ser conhecidos pela razão, como diz São Paulo Rom. I, 19), não são artigos de fé.
Deste modo, a fé pressupõe o conhecimento natural, assim como a graça
pressupõe a natureza e a perfeição pressupõe o que é perfectível.
Entretanto, alguém que não conheça ou não entenda a demonstração filosófica da
existência de Deus, pode aceitar a existência dele por fé.

É no artigo 3 dessa questão 2 da 1ª parte da Suma Teológica que São Tomás
expõe as provas da existência de Deus. São as famosas 5 vias tomistas.

Iª Via – Prova do movimento
É a prova mais clara.
É inegável que há coisas que mudam. Nossos sentidos nos mostram que a planta
cresce, que o céu fica nublado, que a folha passa a ser escrita, que nós
envelhecemos, que mudamos de lugar, etc.
Há mudanças substanciais. Ex.: madeira que vira carvão. Há mudanças
acidentais. Ex: parede branca que é pintada de verde. Há mudanças quantitativas.
Ex: a água de um pires diminuindo por evaporação. Há mudanças locais. Ex:
Pedro vai ao Rio.
Nas coisas que mudam, podemos distinguir:
As qualidades ou perfeições já existentes nelas.
as qualidades ou perfeições que podem vir a existir, que podem ser recebidas por
um sujeito.
As perfeições existentes são ditas existentes em Ato.
As perfeições que podem vir a existir num sujeito são existentes em Potência
passiva. Assim, uma parede branca tem brancura em Ato, mas tem cor vermelha
em Potência.
Mudança ou movimento é pois a passagem de potência de uma perfeição
qualquer (x) para a posse daquela perfeição em Ato.
M = PX —->> AX

Nada pode passar, sozinho, de potência para uma perfeição, para o Ato daquela
mesma perfeição. Para mudar, ele precisa da ajuda de outro ser que tenha aquela qualidade em Ato.

Assim, a panela pode ser aquecida. Mas não se aquece sozinha. Para aquecer-se,
ela precisa receber o calor de outro ser – o fogo – que tenha calor em Ato.
Outro exemplo: A parede branca em Ato, vermelha em potência, só ficará
vermelha em Ato caso receba o vermelho de outro ser – a tinta – que seja vermelho em Ato.

Noutras palavras, tudo o que muda é movido por outro. É movido aquilo que
estava em potência para uma perfeição. Em troca, para mover, para ser motor, é
preciso ter a qualidade em ato. O fogo (quente em ato) move, muda a panela
(quente em potência) para quente em ato.

Ora, é impossível que uma coisa esteja, ao mesmo tempo, em potência e em ato
para a mesma qualidade.
Ex.: Se a panela está fria em ato, ela tem potência para ser aquecida. Se a panela está quente em ato ela não tem potência para ser aquecida.
É portanto impossível que uma coisa seja motor e móvel, ao mesmo tempo, para a mesma perfeição. É impossível, pois, que uma coisa mude a si mesma.
Tudo o que muda é mudado por outro.
Tudo o que se move é movido por outro.

Se o ente 1 passou de Potência de x para Ato x, é porque o ente 1 recebeu a
perfeição x de outro ente 2 que tinha a qualidade x em Ato.
Entretanto, o ente 2 só pode ter a qualidade x em Ato se antes possuía a
capacidade – a potência de ter a perfeição x.

Logo, o ente 2 passou, ele também, de potência de x para Ato x. Se o ente 2 só
passou de PX para AX, é porque ele também foi movido por um outro ente,
anterior a ele, que possuía a perfeição x em Ato.

Por sua vez, também o ente 3 só pode ter a qualidade x em Ato, porque antes
teve Potência de x e só passou de PX para AX pela ajuda de outro ente 4 que
tinha a qualidade x em Ato. E assim por diante.

PX —> AX PX (5) —> AX PX (4) —> AX PX (3) —> AX PX (2) —> AX (1)
Esta seqüência de mudanças ou é definida ou indefinida. Se a seqüência fosse
indefinida, não teria havido um primeiro ser que deu início às mudanças.
Noutras palavras, em qualquer seqüência de movimentos, em cada ser, a potência
precede o ato. Mas, para que se produza o movimento nesse ser, é preciso que
haja outro com qualidade em ato.

Se a seqüência de movimentos fosse infinita, sempre a potência precederia o ato,
e jamais haveria um ato anterior à potência. É necessário que o movimento parta
de um ser em ato. Se este ser tivesse potência, não se daria movimento algum. O
movimento tem que partir de um ser que seja apenas ato.
Portanto, a seqüência não pode ser infinita.
Ademais, está se falando de uma série de movimentos nas coisas que existem no
universo.

Ora, esses movimentos se dão no espaço e no tempo. Tempo-espaço são
mensuráveis. Portanto, não são movimentos que se dão no infinito.
A seqüência de movimentos em tempo e espaço finitos tem que ser finita.
E que o universo seja finito se compreende, por ser ele material. Sendo a matéria
mensurável, o universo tem que ser finito.
Que o universo é finito no tempo se comprova pela teoria do Big Bang e pela lei da
entropia. O universo principiou e terá fim. Ele não é infinito no tempo.
Logo, a seqüência de movimentos não pode ser infinita, pois se dá num universo finito.

Ao estudarmos as cinco provas de S. Tomás sobre a existência de Deus,
devemos ter sempre em mente que ele examina o que se dá nas “coisas criadas”,
para, através delas, compreender que existe um Deus que as criou e que lhes deu
as qualidades visíveis, reflexos de suas qualidades invisíveis e em grau infinito.
Este primeiro motor não pode ser movido, porque não há nada antes do primeiro.
Portanto, esse 1º ente não podia ter potência passiva nenhuma, porque se tivesse
alguma ele seria movido por um anterior. Logo, o 1º motor só tem ATO. Ele é
apenas ATO, isto é, tem todas as perfeições.
Este ser é Deus.

Deus então é ATO puro, isto é, ATO sem nenhuma potência passiva. Este ser que
é ato puro não pode usar o verbo ser no futuro ou no passado. Deus não pode
dizer “eu serei bondoso”, porque isto implicaria que não seria atualmente bom,
que Ele teria potência de vir a ser bondoso.

Deus também não pode dizer “eu fui”, porque isto implicaria que Ele teria mudado, isto é, passado de potência para Ato. Deus só pode usar o verbo ser no presente.
Por isso, quando Moisés perguntou a Deus qual era o seu nome, Deus lhe
respondeu “Eu sou aquele que é” (aquele que não muda, que é ato puro).
Também Jesus Cristo ao discutir com os fariseus lhes disse: “Antes que Abraão
fosse, eu sou” (Jo. VIII, 58). E os judeus pegaram pedras para matá-lo porque
dizendo eu sou Ele se dizia Deus.

Na ocasião em que foi preso, Cristo perguntou: “a quem buscais ?”, e, ao dizerem
“a Jesus de Nazaré”, ele lhes respondeu:
“Eu sou”. E a essas palavras os esbirros caíram no chão, porque era Deus se
definindo.

Do mesmo modo, quando Caifás esconjurou que Cristo dissesse se era o Filho de
Deus, Ele lhe respondeu: “Eu sou”. E Caifás entendeu bem que Ele se disse
Deus, porque imediatamente rasgou as vestes dizendo que Cristo blasfemara
afirmando-se Deus.

Deus é, portanto, ATO puro. É o ser que não muda. Ele é aquele que é. Por isso,
a verdade não muda. O dogma não muda. A moral não evolui. O bem é sempre o
mesmo.A beleza não muda.

Quando os modernistas afirmam que a verdade, o dogma, a moral, a beleza
evoluem, eles estão dizendo que Deus evolui, que Ele não é ATO puro. Eles
afirmam que Deus é fluxo, é ação, é processo e não um ente substancial e
imutável.

É o que afirma hereticamente a Teologia da Libertação. Diz Frei Boff:
” Assim, o Deus cristão é um processo de efusão, de encontro, de comunhão entre distintos enlaçados pela vida, pelo amor.” (Frei Boff, A Trindade e a Sociedade, p.
169)

Ou então:
“Assim, Mary Daly sugere compreendermos Deus menos como substância e mais
como processo, Deus como verbo ativo (ação) e menos como um substantivo.
Deus significaria o viver, o eterno tornar-se, incluindo o viver da criação inteira,
criação que, ao invés de estar submetida ao ser supremo, participaria do viver
divino.” (Frei Boff, A Trindade e a Sociedade, pp. 154-155)
É natural pois que Boff tenha declarado em uma conferência em Teófilo Otoni (MG):
Como teólogo digo: sou dez vezes mais ateu que você desse deus velho, barbudo
lá em cima. Até que seria bom a gente se livrar dele.” (Frei Boff, Pelos pobres,
contra a pobreza, p. 54)

IIª Via – Prova da causalidade eficiente

Toda causa é anterior a seu efeito. Para uma coisa ser causa de si mesma teria
de ser anterior a si mesma. Por isso neste mundo sensível, não há coisa alguma
que seja causa de si mesma. Além disso, vemos que há no mundo uma ordem
determinada de causas eficientes.

Assim, numa série definida de causas e efeitos, o resfriado é causado pela chuva,
que é causada pela evaporação, que é causada pelo calor, que é causado pelo
Sol. No mundo sensível, as causas eficientes se concatenam às outras, formando
uma série em que umas se subordinam às outras: A primeira, causa as
intermediárias e estas causam a última. Desse modo, se for supressa uma causa,
fica supresso o seu efeito. Supressa a primeira, não haverá as intermediárias e
tampouco haverá então a última.

Se a série de causas concatenadas fosse indefinida, não existiria causa eficiente
primeira, nem causas intermediárias, efeitos dela, e nada existiria. ora, isto é
evidentemente falso, pois as coisas existem. Por conseguinte, a série de causas
eficientes tem que ser definida. Existe então uma causa primeira que tudo causou
e que não foi causada.

Deus é a causa das causas não causada. Esta prova foi descoberta por Sócrates
que morreu dizendo: “Causa das causas, tem pena de mim”. A negação da Causa
primeira leva à ciência materialista a contradizer a si mesma, pois ela concede que tudo tem causa, mas nega que haja uma causa do universo.

O famoso físico inglês Stephen Hawkins em sua obra “Breve História do Tempo”
reconheceu que a teoria do Big Bang (grande explosão que deu origem ao
universo, ordenando-o e não causando desordem, como toda explosão faz devido
a Lei da entropia) exige um ser criador. Hawkins admitiu ainda que o universo é
feito como uma mensagem enviada para o homem. Ora, isto supõe um remetente
da mensagem. Ele, porém, confessa que a ciência não pode admitir um criador e
parte então para uma teoria gnóstica para explicar o mundo.
O mesmo faz o materialismo marxista. Negando que haja Deus criador do
universo, o marxismo se vê obrigado a transferir para a matéria as qualidades da
Causa primeira e afirmar, contra toda a razão e experiência, que a matéria é
eterna, infinita e onipotente. Para Marx, a matéria é a Causa das causas não
causada.

IIIª Via – Prova da contingência

Na natureza, há coisas que podem existir ou não existir. Há seres que se
produzem e seres que se destroem. Estes seres, portanto, começam a existir ou
deixam de existir. Os entes que têm possibilidade de existir ou de não existir são
chamados de entes contingentes. Neles, a existência é distinta da sua existência,
assim o ato é distinto da potência. Ora, entes que têm a possibilidade de não
existir, de não ser, houve tempo em que não existiam, pois é impossível que
tenham sempre existido.

Se todos os entes que vemos na natureza têm a possibilidade de não ser, houve
tempo em que nenhum desses entes existia. Porém, se nada existia, nada existiria
hoje, porque aquilo que não existe não pode passar a existir por si mesmo. O que
existe só pode começar a existir em virtude de um outro ente já existente. Se nada existia, nada existiria também agora. O que é evidentemente falso, visto que as coisas contingentes agora existem.

Por conseguinte, é falso que nada existia. Alguma coisa devia necessariamente
existir para dar, depois, existência aos entes contingentes. Este ser necessário ou
tem em si mesmo a razão de sua existência ou a tem de outro.
Se sua necessidade dependesse de outro, formar-se-ia uma série indefinida de
necessidades, o que, como já vimos é impossível. Logo, este ser tem a razão de
sua necessidade em si mesmo. Ele é o causador da existência dos demais entes.
Esse único ser absolutamente necessário – que tem a existência necessariamente
– tem que ter existido sempre. Nele, a existência se identifica com a essência. Ele
é o ser necessário em virtude do qual os seres contingentes tem existência. Este
ser necessário é Deus.

IVª Via – Dos graus de perfeição dos entes
Vemos que nos entes, uns são melhores, mais nobres, mais verdadeiros ou mais
belos que outros. Constatamos que os entes possuem qualidades em graus
diversos. Assim, dizemos que o Rio de Janeiro é mais belo que Carapicuíba.
Nessa proposição, há três termos: Rio de Janeiro, Carapicuíba e Beleza da qual o
Rio de Janeiro participa mais ou está mais próximo. Porque só se pode dizer que
alguma coisa é mais que outra, com relação a certa perfeição, conforme sua maior proximidade, participação ou semelhança com o máximo dessa perfeição.
Portanto, tem que existir a Verdade absoluta, a Beleza absoluta, o Bem absoluto,
a Nobreza absoluta, etc. Todas essas perfeições em grau máximo e absoluto
coincidem em um único ser, porque, conforme diz Aristóteles, a Verdade máxima
é a máxima entidade. O Bem máximo é também o ente máximo.

Ora, aquilo que é máximo em qualquer gênero é causa de tudo o que existe nesse
gênero. Por exemplo, o fogo que tem o máximo calor, é causa de toda quentura,
conforme diz Aristóteles. Há, portanto, algo que é para todas as coisas a causa de
seu ser, de sua bondade, de sua verdade e de todas as suas perfeições. E a isto
chamamos Deus.

Por esta prova se vê bem que a ordem hierárquica do universo é reveladora de
Deus, permitindo conhecer sua existência, assim como conhecer suas perfeições.
É o que diz São Paulo na Epístola aos Romanos (I, 19). E também é por isso que
Deus, ao criar cada coisa dizia que ela era boa, como se lê no Gêneses ( I ).

Mas quando a Escritura termina o relato da criação, diz que Deus, ao contemplar tudo quanto havia feito, viu que o conjunto da criação era “valde bona”, isto é, ótimo.
Pois bem, se cada parcela foi dita apenas boa por Deus como se pode dizer que o
total é ótimo? O total deve ter a mesma natureza das parcelas, e portanto o total
de parcelas boas devia ser dito simplesmente bom e não ótimo. São Tomás
explica essa questão na Suma contra Gentiles. Diz ele que o total foi declarado
ótimo porque, além da bondade das partes havia a sua ordenação hierárquica. É
essa ordem do universo que o torna ótimo, pois a ordem revela a Sabedoria do
Ordenador. Por aí se vê que o comunismo, ao defender a igualdade como um bem
em si, odeia a ordem, imagem da Sabedoria de Deus. Odiando a imagem de
Deus, o comunismo odeia o próprio Deus, porque quem odeia a imagem odeia o
ser por ela representado. Nesse ódio está a raiz do ateísmo marxista e de sua
tendência gnóstica.

Vª Via – Prova da existência de Deus pelo governo do mundo
Verificamos que os entes irracionais obram sempre com um fim. Comprova-se isto observando que sempre, ou quase sempre, agem da mesma maneira para
conseguir o que mais lhes convém.
Daí se compreende que eles não buscam o seu fim agindo por acaso, mas sim
intencionalmente. Aquilo que não possui conhecimento só tende a um fim se é
dirigido por alguém que entende e conhece. Por exemplo, uma flecha não pode
por si buscar o alvo. Ela tem que ser dirigida para o alvo pelo arqueiro. De si, a
flecha é cega. Se vemos flechas se dirigirem para um alvo, compreendemos que
há um ser inteligente dirigindo-as para lá. Assim se dá com o mundo. Logo, existe
um ser inteligente que dirige todas as coisas naturais a seu fim próprio. A este ser
chamamos Deus.

Uma variante dessa prova tomista aparece na obra “A Gnose de Princeton”.
Apesar de gnóstica esta obra apresenta um argumento válido da existência de
Deus.

Filmando-se em câmara lenta um jogador de bilhar dando uma tacada numa bola,
para que ela bata noutra a fim de que esta corra e bata na borda, em certo ângulo, para ser encaçapada, e se depois o filme for projetado de trás para diante, ver-se-á a bola sair da caçapa e fazer o caminho inverso até bater no taco e lançar para trás o braço do jogador.

Qualquer um compreende, mesmo que não conheça
bilhar, que a segunda seqüência não é a verdadeira, que é absurda. Isto porque à
segunda seqüência faltou a intenção, que transparece e explica a primeira
seqüência de movimentos. Daí concluir com razão, a obra citada, que o mundo
cego caminha – como a flecha ou como a bola de bilhar – em direção a um alvo, a
um fim. Isto supõe então que há uma inteligência que o dirige para o seu fim. Há
pois uma inteligência que governa o mundo.
Este ser sapientíssimo é Deus.

AFIRMAÇÃO : DEUS EXISTE

“A fé é o fundamento da esperança, a certeza daquilo que não se vê.” Hb 11,1
Todos nós procuramos a certeza absoluta da existência de um ser superior,
criador de tudo. Creio que não há um ser humano que nunca se perguntou: Quem
criou o mundo em que vivo?
Muitos desistem dessa procura, pois se acham incapacitados de encontrar a
Verdade que está diante de nós, só que as riquezas mundanas não permitem que
vejamos a Sua existência com os olhos da fé, mas sim com os olhos da razão.
A fé, como já foi dito logo acima na epístola de Paulo, é a certeza daquilo que não
vemos, podendo ser encarada de modo irracional (com os olhos da fé) ou racional
(com os olhos da razão). Vejamos:
A fé é irracional, pois como cremos no invisível, não temos razões físicas para
provar sua existência, mas graças ao poder de Deus, podemos sentir sua
presença através de prodígios que só Ele pode realizar em nossas vidas.
A fé é racional, pois mesmo que não possamos vê-lo, temos a certeza por razões
lógicas da sua existência.

 Exemplo:
Muitos “ateus” acreditam em outras idéias que explicam a criação do universo,
como por exemplo a idéia do “Big-Bang”, que consiste em uma grande explosão
fazendo com que as partículas de um todo se espalhassem por todo o planeta.
Mesmo com esta idéia científica, seria necessário que Alguém agisse para
ocasionar a grande explosão. Esse Alguém que menciono é Deus.
Só um Ser muito poderoso poderia fazer coisas tão bonitas e perfeitas (como por
exemplo: o corpo humano, os animais, os astros, etc.); obras tão perfeitas como o próprio Construtor.

A Bíblia nos explica de uma maneira simbólica a criação do mundo feita por Deus,
onde nos ensina que Deus é o único e verdadeiro criador, que usa de nós como
instrumento para o aperfeiçoamento de suas obras.
Através dos fatos mencionados, podemos chegar a uma magnífica conclusão:

DEUS EXISTE!

Basta que abramos os nossos corações para que esse Deus que tudo criou por
Amor Eterno aos seus filhos, faça de nós obras divinas cheias de fé e felizes em
saber que Deus está no meio de nós.

DEUS EXISTE?

A existência de Deus é um fato admitido não somente pela revelação, como pela
evidência material dos fatos. Nem sempre é necessário ter visto uma coisa para
saber que ela existe.

Todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente. A Natureza pela harmonia
de suas obras, verificamos que não pode ser controlada pelo homem e muito
menos produzida. Há os que contestam dizendo que são produzidas por forças
materiais, que agem mecanicamente em consequência das leis de atração e
repulsão.

As plantas nascem, brotam, crescem e multiplicam-se sempre do mesmo modo,
cada uma dentro de sua espécie, em virtude dessas mesmas leis. Os astros se
formam pela atração molecular e movem-se em suas órbitas por efeito da
gravitação. Tudo isso é exato, porém essas forças são efeito que devem ter uma
causa. Citemos como exemplo o relógio, a engenhosidade do mecanismo,
demonstra a inteligência e o saber do relojoeiro, e afirma que nunca ninguém
lembrou de dizer: aí está um pêndulo muito inteligente!

Dá-se o mesmo com o mecanismo do Universo:

Deus não se mostra, mas afirma-se mediante suas obras.
No livro “Que é Deus” seu autor Eliseu F. da Mota Júnior, iniciou o capítulo 3º com
uma frase do bacteriologista francês, criador da pasteurização, além de inúmeras
vacinas, Louis Pasteur (1822-1895). “Um pouco de ciência nos afasta de Deus.
Muito, nos aproxima. “Essa colocação induz a idéia de que um conhecimento
científico superficial serve apenas para distanciar o homem de Deus e, em sentido
oposto leva à conclusão de que todos os profundos conhecedores da Ciência
estão próximos de Deus. O professor Eliseu discorre no seu livro com muito
brilhantismo os mais variados pensamentos de grandes cientistas
contemporâneos. Cita trechos do livro de Stephen W. Hawking, coloca também
vários trechos do livro “A Mente de Deus” do conceituado cientista inglês,
doutorado em física Paul Davies:

- “Não posso acreditar que nossa existência
neste Universo seja uma mera peculiaridade do destino, a espécie física Homo
não pode importar para nada, mas a existência da mente em algum organismo em
algum planeta do Universo é certamente um fato fundamentalmente significativo”.
E terminamos este estudo ainda com Paul Davies: – “Sem Deus a Ciência não
poderá completar os seus estudos acerca da origem do Universo, da matéria, da
vida e do próprio homem”.


Você não vê o Oxigênio mas por certo ele existe.
Você não vê o Vento, mas por certo que o sente.


http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/estudo/provas-da-existencia-dedeus.html

 

 

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