Arquivo da categoria: Arqueologia Bíblica

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Escavações em Israel descobrem moedas de 2 mil anos que reforçam narrativas bíblicas e históricas

moedas-grande-revolta-israelEscavações em Israel descobrem moedas de 2 mil anos que reforçam narrativas bíblicas e históricas

Uma obra numa rodovia que liga Jerusalém a Tel Aviv, em Israel, levou a uma descoberta arqueológica que corroborou alguns relatos bíblicos e históricos.

A escavação descobriu uma caixa de cerâmica com 114 moedas de bronze, datadas do 4º ano da Grande Revolta dos judeus contra o Império Romano, aproximadamente 70 anos depois de Cristo (d. C.), quando o Segundo Templo foi destruído sob o comando do imperador Tito, apenas cinco anos após a conclusão de uma obra de restauração.

De acordo com as informações da Christian Broadcasting Network (CBN), a escavação foi conduzida sob responsabilidade da Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI), uma espécie de instituição que preserva a história do país e já encontrou outros artefatos ligados a períodos narrados pela Bíblia.

Pablo Betzer e Eyal Marco, diretores da AAI nesta empreitada, afirmaram que o local onde as moedas foram encontradas demonstra que alguém já previa a queda de Jerusalém ao final da Grande Revolta contra os romanos.

“Obviamente alguém aqui temia que o fim estivesse chegando e as escondeu de sua propriedade, talvez esperando recolhê-las mais tarde, quando a calma fosse restaurada na região”, disseram os diretores Pablo Betzer e Eyal Marco num comunicado.

De acordo com os estudiosos, um dos lados da moeda estampa a figura de um cálice com uma inscrição na língua hebraica, que diz “Para a Redenção de Sião”. No outro lado, há a inscrição “quatro anos”, em referência ao quarto ano da Grande Revolta.

Junto às moedas e a caixa de cerâmica, foram encontrados itens ritualísticos usados pelos judeus na Festa dos Tabernáculos.

Agora, a AAI e a empresa de infra-estrutura de transportes Netivei Israel, que fiscaliza a expansão da rodovia, estudam a possibilidade de preservar a antiga vila onde as moedas foram encontradas, como parte da política de preservação histórica e promoção do turismo na região.

Fonte: Gospel+

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MAIS UMA PROFECIA BÍBLICA SE CUMPRE – PRODUÇÃO DE PEIXE NO DESERTO: SÓ EM ISRAEL!

peixe no deserto2MAIS UMA PROFECIA BÍBLICA SE CUMPRE:

PRODUÇÃO DE PEIXE NO DESERTO

SÓ EM ISRAEL!

O deserto de Arava, no sul de Israel, só recebe 30 mm de chuva por ano, mas produz 60% de todas as exportações de vegetais frescos de Israel, 10% de todas as exportações de flores frescas e agora tem também uma florescente indústria de produção de peixes ornamentais!
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“O deserto é seco e toda a água que temos aqui é em primeiro lugar água que conseguimos captar aqui mesmo, no deserto de Arava. Não estamos conectados ao sistema nacional de abastecimento de água” – explica Alon Gadiel, diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Arava. 
Mesmo assim, Israel está entre os primeiros seis países na exportação de peixes de aquário, existindo agora 18 produções de peixe de aquário no deserto de Arava. Três delas reproduzem o peixe-palhaço, melhor conhecido por “Nemos”, por causa do filme “À procura de Nemo”.
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“Um negócio como o da aquicultura é um excelente negócio, porque não é necessária muita terra, e também não é necessária muita água. É preciso é ter muito conhecimento” – diz Gadiel, acrescentando: “Nós reproduzimos peixe que originalmente cresce no mar e vendemo-lo desde o cativeiro, conservando dessa forma o ecossistema.” 

Esta notícia é mais uma prova de como a Palavra profética do Eterno Deus se cumpre! Há mais de 2.500 anos, o profeta Isaías escrevia acerca do que aconteceria ao deserto de Israel nestes “últimos dias”: 

“E a terra seca se transformará em tanques, e a terra sedenta, em mananciais de águas…” (Isaías 35:1,2,7). 

Shalom, Israel!

Fonte: http://shalom-israel-shalom.blogspot.com.br/

Casa do profeta eliseu

Descoberta casa do profeta Eliseu

arqueologia-biblicaCasa do profeta eliseuDescoberta casa do profeta Eliseu

Arqueólogos afirmam ter encontrado casa do profeta Eliseu

 Casa com estrutura diferenciada e nome em cerâmica são forte evidências


Durante 16 anos de escavação no sítio arqueológico de Tel Rehov, no Vale do Jordão, um grupo de arqueólogos descobriram uma cidade de 3000 anos de idade. Nela, encontraram um edifício diferente dos demais, que acreditam ter sido a casa do profeta Eliseu.

“A casa estava cheia de objetos diferenciados … dois altares de cerâmica usados ​​para queimar incenso”, explicou o arqueólogo Ami Mazar à CBN News.


“Encontramos pequenas esculturas de barro e grandes vasos, que provavelmente eram usados ​​para servir comida. Não apenas para uma família típica, mas provavelmente  para uma comunidade maior”, disse ele.


Mazar também destacou que a casa tinha uma estrutura distinta das demais. “Normalmente, as casas tinham uma entrada que conduzia a um grande espaço com salas. Porém esta casa foi dividida em duas alas. Elas estavam ligadas uma à outra por corredores e cada uma tinha uma saída para a rua.”


Os altares de incenso possivelmente eram usados ​​para se fazer uma oferta a Deus antes de entrar na casa, o que era típico nos tempos dos profetas bíblicos.


Durante as escavações, os arqueólogos descobriram uma sala especial dentro da casa. Ela tinha uma mesa e um banco. Também descobriram um fragmento de cerâmica com o nome de Eliseu sobre ele, datada do século 9 antes de Cristo. Esse seria o indício mais forte que se trata da residência do profeta Eliseu.


“Descobrimos uma inscrição escrita com tinta vermelha na cerâmica, mas infelizmente está quebrada”, disse Mazar. ”Mesmo assim é possível ler o nome Eliseu.”


Segundo a tradição, o profeta Eliseu nasceu cerca de sete quilômetros do local da escavação, em Avel Mehola e viajou por todo o reino de Israel.


Para o arqueólogo Stephen Pfann, as evidências são convincentes. “Existiam apenas seis outras pessoas com o nome Eliseu conhecidas na época. Durante séculos isso permaneceu quase inalterada, podemos acreditar que esse local diferenciado tratava-se da casa de um homem santo cujo nome era Eliseu, provavelmente o conhecido profeta”, asseverou.



fonte: gospel prime

Arqueologia e história de Corinto

arqueologia-biblica1_baArqueologia e história de Corinto

Escavações em Corinto – Grécia

Esta é a visão do centro da cidade antiga na direção da Acrópole de Corinto. À esquerda são visíveis as colunas do Templo de Apolo. No lado direito da rua Lechaion pode ser visto. Entre os dois podemos ver (um pouco para baixo) a antiga Àgora.

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Acrocorinto

 O Acrocorinto (em grego antigo Ακροκόρινθος) situa-se uma elevação rochosa situada junto à antiga cuidada de Corinto (Grécia). A acrópole foi o principal espaço de encontro na antiguidade e também na Idade Média. Era de fácil defessa graças à geomorfologia, foi fortificada durante o Império Bizantino  e converteu-se na sede do estratega da Hellas.

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As escavações e o templo de Apolo em Corinto.

A parte da cidade baixa foi o local do Templo de Apolo, enquanto a Acrópole de Corinto era dominado pelo Templo de Afrodite. Escritores gregos no 5º e 4º século aC caracterizaram como uma cidade do comercio e do amor falava-se  “da jovem coríntia” com o significado de prostituta. A igreja de Corinto dos dias de Paulo lutou com o mundanismo e o pecado sexual, sendo que ambos eram típicas desta cidade cosmopolita. O templo originalmente tinha 38 colunas da ordem dórica; 7 estão de pé ainda hoje.

A Acrópole de Corinto

Paulo passou 18 meses na cidade antes dos judeus da cidade o acusaram de violar a lei e trouxeram-no diante de Gálio em lugar para ali ser julgado.  A menção de Gálio fornece uma segura cronologia para Novo o Testamento, como sabemos a partir de fontes romanas que Gálio foi pro-cônsul da Acaia a partir de Junho de 51 a Maio de 52. Estando com este estatuto, o pro-cônsul rejeitou as acusações contra Paulo salientando que se tratava de uma disputa da lei judaica e não de natureza criminal.1_ba (1)

Àgora de Corinto e as lojas do lado ocidental do Fórum

Em Corinto Paulo encontrou Áquila e Priscila, judeus recentemente expulsos pelo imperador Cláudio de Roma. Os três eram fabricantes de tendas (ou trabalhadores de couro) e pode ter tido o seu local de negócios no mercado comercial da cidade (àgora). Isso teria proporcionado a Paulo numerosas ocasiões para falar com os clientes e transeuntes da ressurreição de Cristo. O livro de Atos salienta que Paulo passava os sábados tentando convencer gregos e judeus (Atos 18:4).1_ba (2)

A estrada norte de Lechion a Corinto.

Esta estrada principal da cidade correu para a porta norte da Lechaion, daí o seu nome. A estrada era de cerca de 40 metros de largura e incluia calçadas e canais de drenagem. Passos ao longo da estrada indicam que a passagem não foi projetado para veículos de rodas.

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A Inscrição em Corinto

Em 1929, foi encontrada uma inscrição a mencionar Erasto como aquele que pagou pela pavimentação da rua em troca da sua nomeação como oficial da cidade. É provável que este é o mesmo Erasto mencionado por Paulo a enviar saudações à igreja de Roma (Rom 16:23). Se assim for, a influência de Paul aparentemente estendido para ricos e influentes cidadãos romanos de Corinto.

Em 1929, foi encontrada uma inscrição a mencionar Erasto como aquele que pagou pela pavimentação da rua em troca da sua nomeação como oficial da cidade. É provável que este é o mesmo Erasto mencionado por Paulo a enviar saudações à igreja de Roma (Rom 16:23). Se assim for, a influência de Paul aparentemente estendido para ricos e influentes cidadãos romanos de Corinto.3_ba

O Templo de Afrodite na Acrópole de Corinto

A acrópole de Corinto é conhecida como Acrópole de Corinto, e ela está cerca de 1800 metros acima da planície circundante. No cume mais alto era o Templo de Afrodite. Têm sido feitas interpretações que este era o local das prostitutas do templo que eram também consideradas sacerdotisas, estas eram 1000.

Fonte: http://galeriabiblica.blogspot.com.br/2014/06/arqueologia-e-historia-de-corinto.html#more

 

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Ilha de Patmos – a Terra da Visão

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0_patmos_1Ilha de Patmos – a Terra da Visão

Geografia

A pequena ilha de Patmos tem cerca de (12 km) de comprimento de norte a sul e sua parte mais larga é de (10 km) de leste a oeste. É a ilha mais setentrional do Dodecaneso. Com uma área de (35 quilómetros quadrados) e um perímetro de (37 km), a ilha é vulcânica e apresenta uma paisagem rochosa, grande parte sem árvores.

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Exílio de João

O livro do Apocalipse afirma explicitamente que foi escrito enquanto João estava na ilha de Patmos. Este é o único livro do Novo Testamento, onde o lugar da escrita é dado. Segundo uma tradição preservada por Ireneu, Eusébio e Jerónimo, João estava exilado em 95 dC, durante o reinado do imperador Domiciano. O seu exílio terminou com a adesão de Nerva em 96 dC.

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Caverna Santo do Apocalipse

Apoc. 1:9 “Eu, João, vosso irmão e companheiro na tribulação e no reino e a paciência que estão em Jesus, estava na ilha chamada Patmos, por conta da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. “

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Presos romanos

De acordo com Plínio e Tácito, os romanos frequentemente enviavam os prisioneiros para as ilhas. Tácito menciona três ilhas por nome: Donusa, Gyarus, e Amorgus. Patmos que não foi listada indica que esta não era um lugar primordial para a prisão naquela altura. Não está claro se João estava preso em Patmos ou banido para viver aqui.

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Mosteiro de São João

O edifício mais imponente da ilha é o Mosteiro de São João, o Teólogo. Construído por Christodoulos em 1088, o mosteiro está localizado na cidade de Chora com vista para o porto. Com paredes de (15 m) de altura, foi construído como uma fortaleza por causa da ameaça dos piratas. O mosteiro foi construído em cima das ruínas de uma igreja do século 4 dC, e um anterior templo de Artemis. Uma inscrição que menciona o templo de Artemis está em exposição no museu do mosteiro.

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Tradições

A tradição diz que João recebeu a visão do Apocalipse do céu na íntegra e ditou ao seu assistente Procorus, que a escreveu. Procorus é mencionado em Atos 6:5 como um dos sete diáconos originais. Muitas outras tradições da ilha estão associados com obras miraculosas de João e são encontrados nos Atos de João por Prócoro, um trabalho pseudipigraphal que foi escrito no século 5 e atribuído ao escrivão João (cf. Atos 6:5).

Fonte: http://galeriabiblica.blogspot.com.br/2013/02/ilha-de-patmos-terra-da-visao.html

 

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Descoberta arqueológica na cidade de Siló

arqueologia-biblicaSilo-206x155Descoberta arqueológica na cidade de Siló

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Sitio arqueológico perto da antiga cidade de Siló traz revelações.

Descoberta arqueológica pode solucionar “enigma” bíblico.
Achados arqueológicos recentes podem comprovar que a cidade de Siló, antiga capital de Israel, foi destruída por um grande incêndio. Essas descobertas na região central de Israel desvendariam o mistério envolvendo a ruína dessa cidade mencionada no Antigo Testamento.

Fragmentos de um jarro de barro foram descobertos em meio a uma camada de cinzas avermelhadas. Esse é um forte indício para resolver definitivamente o enigma milenar sobre como a cidade foi destruída. Em Siló, o Tabernáculo foi colocado durante o período conhecido como “dos juízes”. O local serviu como capital de Israel e centro espiritual por 369 anos, até a sua destruição.

Após ser saqueada pelos filisteus deixou de ser a capital. A área continuou sendo habitada até 722 a.C., quando a Assíria invadiu o Reino de Israel. Atualmente, na região fica a cidade de Rosh Ha’ayin.

As Escrituras não relatam como foi o fim de Siló, mas essas descobertas comprovam que um incêndio arrasou o local. A datação do jarro aponta para o ano 1.050 A.C., que coincide com a data dos eventos descritos no livro de Samuel.

Avital Selah, diretor do sitio arqueológico de Tel Siló, disse à Agência de Notícias Tazpit que as teorias levantadas durante a escavação são semelhantes ao que se cogitou 30 anos atrás, quando restos de comida descobertos no local também apontavam para o ano 1.050 aC.

O livro bíblico de 1 Samuel narra a batalha entre filisteus e israelitas, quando a Arca da Aliança foi capturada. O livro de Jeremias e alguns Salmos confirmam que Siló foi destruída pouco depois pelos filisteus. Os estudos dos arqueólogos devem ser publicados em breve comprovando como aconteceu e pondo fim ao mistério milenar. Com informações Huffington Post e Israel National News.

SILÓ A PRIMEIRA CAPITAL DE ERETZ ISRAEL

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Siló foi a primeira capital do Israel regressado à Terra prometida. Foi em Siló que Josué configura pelos limites a “mishkan” (os limites da terra) e é aqui que o representante e grande servo de Deus dá a ordem (ordem no sentido real) de separar a terra santa da terra dos “sh’fatim” (Js 18:1,8)

Este lugar Siló, vai tornar-se o centro do culto de todo o povo. “De ano em ano o povo “ da sua cidade para adorar e sacrificar ao Senhor dos exércitos em Siló.” Foi aqui que Ana orou ao Senhor para que lhe concedesse um filho, foi aqui que ela o prometeu e entregou ao senhor. Foi aqui que Samuel ouviu a voz do senhor durante a noite. Foi neste lugar enfim que Samuel se tornou o “timoneiro” do povo de Deus. 1ª Samuel 1:30_siló_1

Siló continuou a ser a capital de Eretz Yisrael durante 369 anos, até que a morte do grande Cohain Godol, Eli. (Zevachim 118). Até que por desrespeito ao lugar santo o Senhor permitiu que esta cidade fosse arrasada pelos filisteus (Jer. 26:6,9).

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A partir de evidências arqueológicas e ao fato de que o nome da cidade raramente aparece na Medresh, nos é dado a impressão de que a cidade não foi reconstruída e habitada depois da sua destruição. O nome moderno da área é Khirbet Seilun. Há uma colina em Khirbet Seilun com uma plataforma de pedra no cume. Muitas pessoas acreditam que este é o lugar onde o Tabernáculo foi construído na Siló antiga.

Fonte: http://iadrn.blogspot.com.br/2013/01/descoberta-arqueologica-na-cidade-de.html

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Sardes “Canção de Alegria”

arqueologia-biblica 0_sardes_1Sardes “Canção de Alegria”

Nome de uma cidade que pertenceu aos meónios e que veio a ser capital da Lídia. Estava situada ao pé do monte Tmolo, e nas margens do rio Pactolo, afluente do Hermo. A maior parte da cidade ocupava uma planície pantanosa, mas a cidadela ficava sobre um outeiro flanqueado por grande precipício. Era a capital de uma região muito fértil. Um dos seus reis chamava-se Creso, famoso pelas suas imensas riquezas. No ano 546 A.C., foi tomada por Ciro, o Grande, que fez dela a sede de uma satrapia. O incêndio de Sardes pelos atenienses em 499 A.C., provocou a invasão da Grécia pelos persas, nos reinados de Dario e Xerxes. No ano 334 A.C., entregou-se a Alexandre, o Grande, depois da vitória de Granico. …no ano 129 A.C., organizada que foi a província da Ásias, a cidade de Sardes ficou dentro dos seus limites. Havia nela uma colónia de judeus, Antig. 14.10,24. O Apocalipse menciona a existência de uma igreja cristã nesta cidade, Ap. 1:11; 3:1,4.

Dicionário da Bíblia, p. 450, John D. Davis

 A Acrópole

Conhecida biblicamente como a casa da igreja, que recebeu a quinta das cartas para as sete igrejas do Apocalipse, Sardes era a capital do império lídio e uma das maiores cidades do mundo antigo.

Localizado às margens do Rio Pactolo, Sardes estava a 60 milhas para o interior de Éfeso e Esmirna. A cidade foi a casa do bispo Melito famoso no século 2.

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Templo de Artemis

Artemis era a deusa principal da cidade e do templo a ela dedicado em Sardes foi um dos sete maiores templos gregos (mais que o dobro do tamanho do Partenon).

Artemis, conhecida como Diana pelos romanos, era filha de Zeus e gémea de Apolo. Ela era a deusa da caça, da lua e da fertilidade.

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 Sardes Cidade Baixa

“Ao anjo da igreja em Sardes escreve … Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morta Sê vigilante, e confirma os restantes, que estão prontos para morrer:. Porque eu não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te, portanto, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e se te arrependeres. … Se não vigiares, virei a ti como um ladrão “(Ap 3:1-3 )

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Ginásio com Sauna

Um grande complexo construído no centro da cidade baixa, no século 2 incluía um ginásio com sauna.

O complexo tinha mais de cinco hectares de tamanho e a parte ocidental era caracterizada por grandes salões abobadados para banhos. A parte oriental era um espaço para palestras, um grande pátio aberto para o exercício.

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 A Sinagoga

A sinagoga de Sardes era notável pelo seu tamanho e localização. Em tamanho, é uma das maiores sinagogas antigas. No local em que se encontra no centro urbano, em vez de na periferia como era habitual para as sinagogas. Isso comprova a força e a riqueza da comunidade judaica na cidade. Esta sinagoga entrou em uso no século 3.

Fonte: http://iadrn.blogspot.com.br/2013/05/a-cidade-de-sardes.html

ARQUEOLOGIA DA CIDADE DE CESARÉIA

arqueologia-biblicaARQUEOLOGIA DA CIDADE DE CESARÉIA

Chamada hoje de Kaisarich, era a capital da Judéia na época de Jesus. Estava situada na costa do mar Mediterrâneo, a 51 quilômetros ao norte de Jope, e a uns 96 quilômetros a noroeste de Jerusalém. 


Herodes, o Grande, começou a edificar essa cidade no ano de 25 a.C., e a concluiu em 13 a.C. Na dedicação realizada em 12 a.C., ele mesmo a chamou de Cesaréia em honra de César Augusto, e a transformou em capital romana da Judéia. Em pouco tempo ela se converteu em porto marítimo de grande importância, em um grande centro comercial e em uma das cidades mais atrativas dessa época. Tinha sido tão bem edificada e tão bem planejada que frequentemente a chamavam de “pequena Roma”.

Felipe, o evangelista viveu nela, e Paulo esteve prisioneiro ali por dois anos. No porto de Cesaréia Paulo embarcou para Tarso, quando foi obrigado a fugir de Damasco (At 9.30); também nessa cidade vivia o centurião Cornélio, onde se converteu (At 10. 1-34). Em Cesaréia Paulo desembarcou de sua segunda e terceira viagens missionárias (At.18.22; 21.8) e dali partiu para Jerusalém (At 21.15). Foi residência oficial dos reis herodianos, e de Felix, e de Festo, e de outros procuradores romanos. Foi nessa cidade que Herodes Agripa I, neto de Herodes, o Grande, foi ferido de repugnante enfermidade (At 12.19).

A cidade permaneceu à mercê de muitos povos até 1256 d.C. quando o sultão Bibars do Egito a conquistou e destruiu seus muros e a maior parte de seus edifícios. Durante os séculos sbsequentes permaneceu em ruínas, com suas peças de alvenaria quebradas, pedaços de portas, castelos e fragmentos de colunas de granito e de mármore que sobressaiam da areia ou se encontravam meio submersas nas águas pouco profundas do mar próximo.

O Departamento de Antiguidades do Governo de Israel tem empreendido a escavação de Cesaréia. Seus maiores achados até agora incluem um esplêndido castelo dos cruzados, o teatro e o anfiteatro, o hipódromo e o piso de uma sinagoga judaica. No teatro encontraram uma pedra na qual estavam escritos os nomes de Pilatos e Tibério. Essa foi à primeira vez em que se encontrou o nome de Pilatos em uma inscrição sobre uma pedra. Desenterram também um grande templo dedicado ao César de Roma, no qual havia uma estátua enorme do imperador.

anfiteatro de Cesareia

 

“Um anfiteatro para 3,5 mil pessoas marca Cesaréia, cidade portuária que Herodes fundou. Perto dali um porto para grandes embarcações foi construído num pontal fustigado pelos ventos. “O rei”, escreveu no século 1 o historiador Flávio Josefo, “conquistou a própria natureza.”

 


Durante muitos séculos, a única prova da existência do governador romano que comandou a Judéia Pôncio Pilatos era a Bíblia Sagrada. Em 1986, durante uma expedição arqueológica comandada pelo renomadíssimo arqueólogo italiano Antonio Frova na Cisjordânia, fora encontrada, na porta de um anfiteatro romano, na Cidade de Cesaréia, datado do séc.1, uma insrição cujos dizeres em latim são: PONTIVS PILATVS PRAEFECTUS IVDAEA (Pôncio Pilatos, Procurador da Judéia)

Em 1960, uma arqueológica a explorou e traçou a planta do grande porto construído por Herodes. Somente a parte superior dos sofisticados quebra-mares apareciam em todas as partes acima das águas. Todavia, as explorações submarinas contribuíram para confirmar a descrição de Josefo do enorme e grandioso porto de Cesaréia.

porto de Cesaréia

 

 

 


Esse era o maior e mais imponente porto do Império Romano, quando foi inaugurado em 10 a. C. Após 2.016 anos, o antigo porto de Cesaréia — na costa mediterrânea de Israel — foi reinaugurado, dessa vez como o primeiro museu subaquático do mundo.Mergulhadores arqueólogos provaram que se tratava do porto mais importante do império romano nessa época. A entrada era guardada por enormes estátuas e nele podiam atracar mais de cem navios. Tendo em conta o facto de que a costa da Palestina, a sul de Haifa, não tem portos naturais, a construção do porto artificial de Cesaréia foi uma verdadeira proeza.


Algumas outras descobertas da cidade:

Aqui ficava o castelo de Herodes, entrando no mar. Essa área sofreu inundação em tempos mais recentes.

Detalhe do piso com mármore.

Detalhe do piso com pastilhas.

Uma construção conservada em que se nota trabalho de mármore e piso com detalhes.

Banho romano.os banhos eram todos ornamentados com ladrilhos bem pequenos, que lembram as atuais pastilhas, formando belos desenhos. Há também utilização de mármore muito bem polido.

Havia muito tempo que este lugar era conhecido pelo seu imponente teatro, que proporcionava uma vista para o mar e pelo seu notável aqueduto. Mas só quando se realizaram as escavações mais recentes é que se começou a trazer à luz do dia a vasta cidade herodiana.

 

 

 

 

 

 

aqueduto romano milenar de frente para o Mar Mediterrâneo e Akko (Acre) 

A cidade na costa mediterrânea de Israel não contava com água potável suficiente nos tempos do Império Romano – problema resolvido com a construção do aqueduto que trazia água desde o Monte Carmelo. Hoje, o monumento é um dos mais bem preservados da região.

Fonte: http://iadrn.blogspot.com.br/2011/08/arqueologia-da-cidade-de-cesareia.html

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AS CIDADES MENCIONADAS NA BÍBLIA E A ARQUEOLOGIA

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AS CIDADES MENCIONADAS NA BÍBLIA E A ARQUEOLOGIA

As cidades bíblicas descobertas pela ciência


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As muralhas de Jericó

E a muralha ruiu por terra… (J s 6.20).

O dr. John Garstang, diretor da Escola Britânica de Arqueologia de Jerusalém e do Departamento de Antiguidades do governo da Palestina (1930-36), descobriu em suas escavações que o muro realmente “foi abaixo”; caiu, e que era duplo. Os dois muros ficavam separados um do outro por uma distância de cinco metros. O muro externo tinha dois metros de espessura e o interno, quatro metros. Os dois tinham cerca de dez metros de altura. Eram construídos não muito solidamente, sobre alicerces defeituosos e desnivelados, com tijolos de dez centímetros de espessura, por trinta a sessenta centímetros de comprimento, assentados em argamassa de lama. Eram ligados entre si por casas construídas de través na parte superior, como a de Raabe, por exemplo, erguida “sobre o muro”.

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 Garstang verificou também que o muro externo ruiu para fora, pela encosta da colina, arrastando consigo o muro interno e as casas, ficando as camadas de tijolos cada vez mais finas à proporção que rolavam ladeira abaixo. O dr. Garstang pensa haver indícios de que o muro foi derribado por um terremoto, o que pode ser, perfeitamente unia consequência da ação divina.

     0s cristãos não possuem nenhuma dúvida quanto à existência das cidades mencionadas no Antigo e no Novo Testamento. Por isso, dificilmente julgamos necessário conhecer alguma documentação que comprove esse fato. Não obstante, sabemos que muitas obras religiosas não resistem à menor verificação arqueológica, o que contrasta imensamente com a Bíblia que, através dos séculos, tem seus apontamentos históricos e geográficos cada vez mais ratificados pela verdadeira ciência. Evidentemente, nossa fé não está baseada nas descobertas da ciência. Entretanto, não podemos ignorar os benefícios provindos dela quando seus estudos servem para solidificar a nossa crença.

O objetivo desta matéria é apresentar uma lista parcial de algumas cidades mencionadas na Bíblia e encontradas atualmente pelas escavações arqueológicas. Elaboraremos a lista apresentando suas respectivas evidências. Esclarecemos também essa seletividade porque há centenas de outras cidades que também foram evidenciadas pela arqueologia. O que faremos aqui, no entanto, é apenas uma breve introdução ao assunto.

     Este artigo se propõe tão somente a lançar mais evidências ao fato de que a Bíblia não é um livro de ficção, de histórias inventadas por homens falíveis, mas, sim, inspirada por Deus, portanto, suas citações geográficas resistem à verificação arqueológica.

     De fato, a Bíblia não só descreve esses lugares em suas páginas como também o faz com extrema precisão. Vejamos:

1. Siquém

     Referência bíblica: “E chegou Jacó salvo a Salém, cidade de Siquém, que está na terra de Cariàã, quando vinha de Padã-Arã; e armou a sua tenda diante da cidade” (Gn 33.18;12.6; grifo do autor).

     Evidência arqueológica:

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“Escavações foram empenhadas em Siquém, primeiramente pelas expedições austríaco-alemãs em 1913 e 1914; posteriormente no período de 1926 a 1934, sob a responsabilidade de vários arqueólogos; e, por fim, por uma expedição americana no período de 1956 a 1972 […] A escavação na área sagrada revelou uma fortaleza na qual havia um santuário e um templo dedicado a El-berith, `o deus do concerto’. Este templo foi destruído por Abimeleque, filho do juiz Gideão (Veja Jz 9) e nos proporcionou uma data confiável acerca do `período teocrático’.

siquemRecentemente, nas proximidades do monte Ebal (Veja Dt 27.13), foi encontrada uma estrutura que sugere identificar um altar israelita. Datado do 13° ou 12° século a.C., o altar pode ser considerado como contemporâneo de Josué, indicando a possibilidade de ter sido construído pelo próprio líder hebreu, conforme é descrito em Deuteronômio 27 e 28″. (Horn, Siegfried H, Biblical archaeology: a generation of discovery, Andrews University, Berrien Springs, Michigan,1985, p.40).

 2. Jericó 

Referência bíblica: “Depois partiram os filhos de Israel, e acamparam-se nas campinas de Moabe, além do Jordão na altura de Jericó” (Nm 22.1; grifo do autor).

Evidência arqueológica:

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 “Jericó foi a mais velha fortaleza escavada”. (Horn, Siegfried H. Biblical archaeology: a generation of discovery, Andrews University, Berrien Springs, Michigan, 1985, p. 37) 

“A cidade de Jericó é representada hoje por um pequeno montículo de área […1 A cidade antiga foi escavada por C. Warren (1867), E. Sellin e C. Watzinger (1907-09), J. Garstang (1930-36), e K. Kenyon (1952-58)”. (Achtemeier, Paul J., Th.D. Harper’s Bible Dictionary San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985).

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“A primeira escavação científica em Jericó (1907-9) foi feita por Sellin e Watzinger em 1913″. (The New Bible Dictionàry Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc., 1962).

3. Arade 

Referência bíblica: “Ouvindo o cananeu, rei de Arade, que habitava para o lado sul, que Israel vinha pelo caminho dos espias, pelejou contra Israel, e dele levou alguns prisioneiros” (Nm 21.1; 33.40; grifo do autor).

Evidência arqueológica:

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 “Escavações realizadas por Y. Aharoni e R. B. K. Amiran no período de 1962 a 1974 comprovaram a existência de Arade – 30 km ao nordeste de Berseba” (The New Bible Dictionary Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc.,1962). 

“O local consiste em um pequeno monte superior ou acrópole onde as escavações revelaram ser a cidade da Idade do Ferro”. (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper k Bible Dictionary, San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc.,1985).carimb24

4. Dã 

Referência bíblica: “E chamaram-lhe Dá, conforme ao nome de Dá, seu pai, que nascera a Israel; era, porém, antes o nome desta cidade Laís” (Jz 18.29; grifo do autor).

Evidência arqueológica:

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“A escavação de Dá começou em 1966 sob a direção de Avraham Biran”. (Horn, Siegfried H., Biblical archaeology: a generation of discovery, Andrews University, Berrien Springs, Michigan, 1985, p.42). 

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“Primeiramente chamada Laís, esta cidade é mencionada nos textos das tábuas de Mari e nos registros do faraó Thutmose III, no século XVIII a.C. É identificada como Tel Dá (moderna Tell el-Qadi) e localiza-se no centro de um vale fértil, próximo de uma das principais fontes de alimentação, o Rio Jordão […] Tel Dá tem sido escavada por A. Biran desde 1966. A primeira ocupação no local remonta ao terceiro milênio antes de Cristo”. (Achtemeier, Paul J., ThU, Harper’s Bible Dictionary, San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc.,1985). 

 5. Susã 

Referência bíblica: “As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza” (Ne 1.1; Et 1.1; grifo do autor). 

Evidência arqueológica:

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     “Escavações conduzidas por Marcel Dieulafoy no período de 1884 a 1886 comprovaram a existência da cidade de Susã”. (Douglas, J. D., Comfort, Philip W & Mitchell, Donald, Editors. Whos Who in Christian History Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc., 1992.)

6. Nínive 

Referência bíblica: “E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levantate, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até a minha presença” (Jn 1.1,2; 2Rs 19.36; grifo do autor).

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Portão de Nínive

     Evidência arqueológica:

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“Nínive foi encontrada nas escavações de Austen H. Layard no período de 1845 a 1857″. (Douglas, J. D., Comfort, Philip W & Mitchell, Donald, Editors. Who’s Who in Christian History, Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc., 1992). 

7. Betel 

     Referência bíblica: “Depois Amazias disse a Amós: Vaite, ó vidente, e foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza, mas em Betel daqui por diante não profetizarás mais, porque é o santuário do rei e casa real” (Am 7.12,13; grifo do autor). 

Betel

Evidência arqueológica: 

“W. F Albright fez uma escavação de ensaio em Betel em 1927 e posteriormente empenhou uma escavação oficial em 1934. Seu assistente, J. L. Kelso, continuou as escavações em 1954, 1957 e 1960″ (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper’sBible Dictionary San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc.,1985). 

 8. Cafarnaum 

     Referência bíblica: “E, chegando eles a Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os que cobravam as dracmas, e disseram: O vosso mestre não paga as dracmas?” (Mt 17.24; grifo do autor). 

Evidência arqueológica: 

Vista aérea

No período c 2. A.C. para o c 7. AD, Cafarnaum foi construída ao longo da margem do Mar da Galileia e tinha até 1500 residentes.

Hoje, as ruínas são propriedade de duas igrejas: os franciscanos controlam a parte ocidental com a sinagoga e a propriedade Ortodoxa grega é marcado pela igreja branca com cúpulas vermelhas.

cafarnaum_1Também conhecido como Tell Hum, Khirbet Karazeh, Betsaida, Cafarnaum, Corazim, Kefar Naum, Kafarnaum, Kefar Tanhum, Talhum, Tanhumcafarnaum1
“Cafarnaum foi identificada desde 1856 e, a partir de então, tem sido alvo de escavações nos últimos 130 anos” (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harpers Bible Dictionary San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985). 

 9. Corazim (outro nome de Cafarnaum)

Referência bíblica: “Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! peque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza” (Mt 11.21; grifo do autor). 

Evidência arqueológica: 

“Escavações na atual cidade deserta indicam que ela abrangeu uma área de doze acres e foi construída com uma série de terraços com o basalto da região montanhosa local” (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper’s Bible Dictionary San Francisco: Harper ando 10. 

Vista do Mar

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Jesus fez de Cafarnaum a Sua casa durante os anos do seu ministério: “Deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum” (Mateus 4:13).

Pedro, André, Tiago e João eram pescadores que viviam na aldeia. Mateus o coletor de impostos também morava aqui.

Cafarnaum é uma das três cidades amaldiçoadas por Jesus pela sua falta de fé.

A Sinagoga

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A datação desta sinagoga é debatido, mas é claramente mais tarde do que o primeiro século. As escavações revelaram uma sinagoga da época de Jesus com paredes feitas de pedra trabalhada e 4 metros de espessura.

Estas paredes anteriores foram preservados até 3 metros de altura e toda a parede ocidental ainda existe e foi usada como base para a sinagoga mais recente.

A Sinagoga

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Jesus foi confrontado por um ensino enquanto demoníaca aqui (Marcos 1:21-27).

Em Cafarnaum, Jesus curou o servo do centurião. Este oficial romano foi creditado com a construção da sinagoga (Lc 7:3).

Nesta sinagoga, Jesus deu sermão sobre o pão da vida (João 6:35-59).

A Casa de Pedro

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Escavações revelaram uma residência que se destacou das demais. Esta casa foi o objeto da atenção dos primeiros cristãos com graffiti século 2 e uma igreja do século 4º. Foi descoberto que uma casa foi construída posteriormente sobre ela. No século 5º, foi construída uma igreja octogonal ao estilo bizantino, concluída com um batistério. Os peregrinos referem-se a este como a casa do apóstolo Pedro.

 – Fonte: http://galeriabiblica.blogspot.com.br/2013/02/cafarnaum-cidade-de-jesus.html

10. Éfeso 

Referência bíblica: “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Efeso, e fiéis em Cristo Jesus” (Ef 1.1; grifo do autor). 

     “E encheu-se de confusão toda a cidade e, unânimes, correram ao teatro, arrebatando a Gaio e a Aristarco, macedônios, companheiros de Paulo na viagem” (At 19.29) . A cidade em referência é Éfeso.

Evidência arqueológica:

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“Arqueólogos austríacos encontraram em escavações, no século passado, um teatro de 24.000 assentos, bem como muitos outros edifícios públicos e ruas do primeiro e segundo séculos depois de Cristo, de forma que a pessoa que visita o local pode ter uma boa impressão da cidade como foi conhecida pelo apóstolo Paulo” (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harpers Bible Dictionary San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc.,1985). 

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Jope – O Porto onde Jonas Embarcou

Também conhecida como el- Qal’a , Tel Aviv, ‘ Yafa , Yafa el- ‘ Atiqa , Yafo

Referências bíblicas: Josué 19:46 Me-Jarcom e Racom, com o território defronte de Jope.
2 Crônicas 2:16 E nós cortaremos tanta madeira no Líbano quanta houveres mister e ta faremos chegar em jangadas, pelo mar, a Jope, e tu a farás subir a Jerusalém.
Esdras 3:7 Deram, pois, o dinheiro aos pedreiros e aos carpinteiros, como também comida, bebida e azeite aos sidônios e tírios, para trazerem do Líbano madeira de cedro ao mar, para Jope, segundo a permissão que lhes tinha dado Ciro, rei da Pérsia.
Jonas 1:3 Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR.
Atos 9:36 Havia em Jope uma discípula por nome Tabita, nome este que, traduzido, quer dizer Dorcas; era ela notável pelas boas obras e esmolas que fazia.
Atos 9:38 Como Lida era perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, enviaram-lhe dois homens que lhe pedissem: Não demores em vir ter conosco.
Atos 9:42 Isto se tornou conhecido por toda Jope, e muitos creram no Senhor.
Atos 9:43 Pedro ficou em Jope muitos dias, em casa de um curtidor chamado Simão.
Atos 10:5 Agora, envia mensageiros a Jope e manda chamar Simão, que tem por sobrenome Pedro.
Atos 10:8 e, havendo-lhes contado tudo, enviou-os a Jope.
Atos 10:23 Pedro, pois, convidando-os a entrar, hospedou-os. No dia seguinte, levantou-se e partiu com eles; também alguns irmãos dos que habitavam em Jope foram em sua companhia.
Atos 10:32 Manda, pois, alguém a Jope a chamar Simão, por sobrenome Pedro; acha-se este hospedado em casa de Simão, curtidor, à beira-mar.
Atos 11:5 Eu estava na cidade de Jope orando e, num êxtase, tive uma visão em que observei descer um objeto como se fosse um grande lençol baixado do céu pelas quatro pontas e vindo até perto de mim.
Atos 11:13 E ele nos contou como vira o anjo em pé em sua casa e que lhe dissera: Envia a Jope e manda chamar Simão, por sobrenome Pedro…
Vista aérea de Jope e Tel Aviv
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A cidade bíblica de Jope é hoje conhecida como Jafa. Este foi o principal porto da costa antes de os israelitas construírem os portos de Haifa e Ashdod. A moderna cidade de Tel Aviv foi fundada nos arredores de Jafa em 1909 e hoje abrange a antiga cidade. Tel Aviv significa ” Colina da Primavera” e mantém o mesmo nome que tinha a cidade durante o período do exílio em Babilónia (Ez 3:15). Hoje a área de Tel Aviv é a maior área metropolitana em Israel. jope2

Jope

Jafa está localizada cerca de 48 quilómetros ao sul de Cesareia. A moderna população de Jafa é de cerca de 60.000 habitantes. Hoje Jafa tem uma maioria judaica (principalmente de outros países do Norte Africano Centro-Oriental) com alguns cristãos e uma considerável e população árabe muçulmana. O nome Jope aparece pela primeira vez na lista das cidades que Tutmósis III capturada (século 15 aC). A lenda de Andrómeda está
vinculada à rocha e foi primeiramente associado com Jope por Estrabão (século 1 dC).

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O Porto de Jope

Jafa é um dos mais antigos portos de funcionamento do mundo. Hoje abriga apenas pequenos barcos de pesca. Este foi o porto para onde Jonas veio ao fugir do Senhor de Társis (Jonas 1:3). Também foi o porto que recebeu a madeira de cedro para a construção do Templo de Salomão, e depois transportados para Jerusalém (2 Crónicas 2:16). Jafa foi o principal porto de entrada durante o período turco e peregrinos e visitantes entravam na Terra Santa por aqui.

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Pedro chegou a Jope de Lida para ressuscitar Tabita (Dorcas) dentre os mortos (Atos 9:36-42). Enquanto em Jope, o apóstolo ficou na casa de Simão, o curtidor. Quando Pedro estava orando no terraço, ele teve uma visão de um grande lençol cheio de animais sendo descendo do céu (Atos 9:43-10:23). Pedro escuta uma voz que diz: “Levanta-te, pois, e desce, e vai com eles, não duvidando; porque eu os enviei.” (v.20), a ele para ir com os mensageiros de Cornélio. A Igreja de São Pedro, marca o local tradicional da visão de Pedro do grande lençol

     Evidência arqueológica: 

“Durante escavações no local da antiga cidade de Jope (XIII a.C.) o portão da fortaleza foi descoberto…” (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper’s Bible Dictionary, San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985). 

Diante desta simples exposição, podemos afirmar como Sir Frederic Kenyon, que disse: “Portanto, é legitimo afirmar que, em relação à Bíblia, contra a qual diretamente se voltou a crítica destruidora dá segunda metade do século dezenove, as provas arqueológicas têm restabelecido a sua autoridade.

E mais: têm aumentado o seu valor ao torná-la mais inteligível por meio de um conhecimento mais completo de seu contexto e ambiente. A arqueologia ainda não se pronunciou definitivamente a respeito, mas os resultados já alcançados confirmam aquilo que a fé sugere, que a Bíblia só tem a ganhar com o aprofundar do conhecimento”. (Josh MCDOwELL, Evidência que exige um veredicto, vol. 1, Candeia, 1992, p. 83).

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O CAMINHO DO ÊXODO DE ISRAEL

arqueologia-biblica arq032 O CAMINHO DO ÊXODO DE ISRAEL

A arqueologia tem sido a maior amiga dos historiadores e estudiosos bíblicos na procura de locais e objetos que possam evidenciar o trajeto dos hebreus. Já são muitas as evidências encontradas no Egito e na Arábia Saudita.

No último século arqueólogos redescobriram evidências sobre a escravidão dos hebreus, as pragas e a fuga do Egito. A pintura abaixo é uma entre outras encontradas nas paredes da tumba de um comandante chamado Khnumhotep II (século XIX A.C.) onde estão registradas a entrada de um grupo de cerca de 37 palestinos (de barbas) trazendo suas mulheres, crianças, arcos, flechas, lanças, harpas, jumentos e cabras caracterizando que não se tratava de uma invasão, por causa da submissão aos egípcios (mulatos).

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A figura  (imagem abaixo) da publicação The Ancient Near East in Pictures (Pritchard) mostra inscrições no Egito sobre o trabalho escravo (século XV A.C.) na fabricação de tijolos e na construção (Êxodo 1.11-14). Alguns textos egípcios mencionam cotas de tijolo e uma falta de palha, como em Êxodo 5.6-19.

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Há sinais das pragas nas ruínas da antiga cidade de Avaris e no chamado “papiro de Ipuwer” encontrado no Egito no início do último século, levado para o Museu Arqueológico Nacional em Leiden na Holanda sendo decifrado por A.H. Gardiner em 1909. O papiro completo está no Livro das Advertências de um egípcio chamado Ipuwer. Este descreve motins violentos no Egito, fome, seca, fuga de escravos com as riquezas dos egípcios e morte ao longo da sua terra. Pela descrição ele foi testemunha de pragas como as do Êxodo. A tabela abaixo compara os relatos de Ipuwer e Moisés:

Papiro de Ipuwer

Êxodo de Moisés

2.5-6 A praga está por toda região. Sangue em toda parte.

2.3 Certamente, o Nilo inunda mas não querem arar para ele.

2.7 Certamente, foram enterrados muitos mortos no rio; a corrente está como uma tumba.

2.10 Certamente, o rio está ensangüentado, e quando se vai beber dele, passam longe as pessoas e desejando água.

3.10-13 Essa é a nossa água! Essa é a nossa felicidade! O que faremos a respeito? Tudo são ruínas.

7.20 …e todas as águas do rio se tornaram em sangue.

7.21 …os peixes que estavam no rio morreram, e o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber da água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito.

7.24 …os egípcios cavaram poços junto ao rio, para beberem água; porquanto não podiam beber da água do rio.

5.6 Certamente, as palavras mágicas foram descobertas (nas câmaras sagradas), os encantos e os encantamentos eram ineficazes porque são repetidos pelas pessoas.

8.18-19 Também os magos fizeram assim com os seus encantamentos para produzirem piolhos, mas não puderam…

2.10 Certamente, portões, colunas e paredes são consumidos pelo fogo.

10.3-6 A casa real inteira está sem os seus servos. Ela tinha a cevada e o trigo, os pássaros e os peixes; tiveram roupas brancas e linho bom, cobre e azeites;

1.4 …os habitantes dos pântanos possuem proteções;

6.1-3 A pessoa se alimenta da erva arrastada pela água… Para as aves não se encontra grão nem erva… a cevada pereceu em todas as estradas.

5.13 Certamente o que podia ser visto ontem, desapareceu. A terra está abandonada por causa da esterilidade e igualmente o corte de linho.

9.23-24 …e fogo desceu à terra … havia saraiva e fogo misturado…

9.25-26 …a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais; feriu também toda erva do campo, e quebrou todas as árvores do campo. Somente na terra de Gosen [pântanos do Delta do Nilo] onde se achavam os filhos de Israel, não houve saraiva.

9.31-32 …o linho e a cevada foram danificados, porque a cevada já estava na espiga, e o linho em flor; mas não foram danificados o trigo e o centeio, porque não estavam crescidos.

10.15 …nada verde ficou, nem de árvore nem de erva do campo, por toda a terra do Egito.

5.5 Certamente, todos os rebanhos de cabras têm os corações chorando; os gados reclamam por causa do estado da terra….

9.2-3 … e da mesma maneira os rebanhos vagaram sem pastores … os rebanhos vão desnorteados e nenhum homem pôde reuni-los. Cada um tenta trazer os que foram marcados com o seu nome.

9.3 …eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que está no campo. sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e sobre as ovelhas; haverá uma pestilência muito grave.

9.19 …manda recolher o teu gado e tudo o que tens no campo; porque sobre todo homem e animal que se acharem no campo, e não se recolherem à casa, cairá a saraiva, e morrerão.

9.21 …mas aquele que não se importava com a palavra do Senhor, deixou os seus servos e o seu gado no campo.

9.11 … não amanheceu…

10.22 … e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias.

4.3 (5.6) Certamente, os filhos dos grandes são lançados contra a parede.

6.12 Certamente, as crianças dos grandes foram abandonadas nas ruas;

2.13 Certamente, as pessoas reduziram e quem põe seu irmão na terra encontra-se em todo lugar.

3.14 É um gemido que há pela terra, misturado com lamentações.

12.29 …feriu todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava em seu trono, até o primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais.

12.30 …e fez-se grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto.

7.1 Veja, certamente o fogo ascendeu às alturas e o seu queimar sai contra os inimigos da terra.

13.21 … e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.

3.2 Certamente, ouro, lápis azul, prata, turqueza, cornalina e bronze… é colocado no pescoço das escravas…

12.35-36 …e pediram aos egípcios jóias de prata, e jóias de ouro, e vestidos…..de modo que estes lhe davam o que pedia; e despojaram aos egípcios.

7.2 Veja, quem havia sido enterrado como um falcão está em um caixão de madeira; aquilo oculto na pirâmide estava vazio.

Assim morreu José, tendo cento e dez anos de idade; e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito. (Gênesis 50.26)

13.19 Moisés levou consigo os ossos de José…

Outra evidência da passagem dos hebreus pelo Egito foi a descoberta do Vale das Inscrições (Wadi Mukattab) na Península do Sinai.

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Uma das inscrições feitas por hebreus descreve com detalhes a fuga pelo Mar Vermelho. As inscrições foram feitas em hebraico antigo em pedras e arqueólogos e pesquisadores ainda não sabem dizer quem são seus autores. Há também hieróglifos egípcios a respeito das minas de turquesa da região de Serabit El Khadim, inscrições de mineiros Canaãnitas e Nabateanos, em grego, latim e árabe ao longo do vale.

O explorador Charles Forster publicou estes achados em seu livro “Sinai Photographed” em 1862. Ele concluiu que estas inscrições eram uma combinação de alfabetos hebreus e egípcios que descrevem o Êxodo. A foto abaixo foi tirada em 1857 por Francis Frith.

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A mais recente descoberta sobre a passagem dos hebreus no Egito foi apresentada em 2003 quando 2 arqueólogos israelitas concluíram estudos dos anos 30 na parte ocidental do Nilo onde a Universidade do Instituto Oriental de Chicago estava fazendo escavações em Medinet Habu, área do sul da necrópole de Tebas. Arqueólogos descobriram evidências de algumas cabanas semelhantes às casas de 4 quartos predominantes na Palestina durante toda a Idade do Ferro (1200-586 A.C.).

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Historiadores antigos e famosos também relataram a passagem dos hebreus no Egito:

Flavio Josefo, historiador judeu do 1° século D.C., em sua obra Josefo Contra Apion – I, 26, 27, 32 menciona dois sacerdotes egípcios: Maneto e Queremon que em suas histórias sobre o Egito nomearam José e Moisés como líderes dos hebreus. Também confirmaram que migraram para a “Síria sulista”, nome egípcio da Palestina.

Diodoro Siculo, historiador grego da Sicília (aproximadamente 80 a 15A.C.) escreveu que “antigamente ocorreu uma grande pestilência no Egito, e muitos designaram a causa disto a Deus que estava ofendido com eles porque havia muitos estranhos na terra, por quem foram empregados rito estrangeiros e cerimônias de adoração ao seu Deus. Os egípcios concluíram então, que a menos que todos os estranhos se retirassem do país, nunca se livrariam das misérias”.

Herodoto, historiador grego intitulado o Pai da História, escreveu o livro “Polymnia”. Na seção c.89 escreve: “Essas pessoas (hebreus), por conta própria, habitaram as costas do Mar Vermelho, mas migraram para as partes marítimas da Síria, tudo que é distrito, até onde o Egito, é denominado Palestina”. São localizadas as costas do Mar Vermelho, em parte, hoje o Egito, enquanto são localizadas as partes marítimas da Síria antiga, em parte, o atual Estado de Israel.

A Rota

O caminho para a terra dos filisteus (faixa de Gaza) era o mais curto mas para não haver confrontos a ordem foi seguir pelo caminho do deserto próximo do Mar Vermelho (Êxodo 13.17). Mesmo assim, até hoje a verdadeira rota do Êxodo é discutida e as 3 principais teorias são:

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Teoria Tradicional – Normalmente aceita por católicos, judeus e evangélicos. Com algumas variações com relação ao lugar exato da travessia do Mar Vermelho, defende que os hebreus teriam contornado a península do Sinai, sem sair do Egito.

Localizado no Egito por indicação do Imperador Justiniano, o tradicional Monte Sinai vem sendo usado como ponto turístico. As Bíblias atuais mostram mapas indicando lugares por onde poderia ter passado o povo Hebreu mas sem nenhuma comprovação ou evidência arqueológica. A sua localização é longe de Midiã, região noroeste da Arábia Saudita.

Teoria de Ronald Eldon Wyatt – Já aceita por muitos atualmente pela sua quantidade de evidências. Acredita que até o Mar Vermelho os hebreus caminharam pelo tradicional “Caminho dos Reis” atravessando o Golfo de Ácaba.

Anestesista, arqueólogo amador americano e adventista. Foi o pesquisador mais contestado, criticado e até perseguido principalmente por não ser formado em arqueologia. Contudo, o único que realmente conseguiu reunir o maior número de evidências. Em 1984 fotografou (cerca de 400 fotos) e filmou (12 horas de gravação) a região árabe mas foi preso por 78 dias tendo o material apreendido pelas autoridades locais (suspeitavam ser um espião judeu) pois não queriam que suas descobertas fossem divulgadas. Após 8 anos de oração conseguiu reaver todo o material enviado pelos próprios árabes! Naquele momento estava hospedado num hotel na praia de Nuweiba, Egito. Morreu em Agosto de 1999.

Teoria de Emanuel Anaty - A mais recente, a mais rejeitada e a menos conhecida. Acredita que os hebreus teriam seguido o caminho para a Palestina.

Arqueólogo italiano que descobriu no deserto do Neguebe o Monte Carcom, que em hebraico significa “Monte de Deus”. Sua localização é longe de Midiã. Pode ter sido um dos acampamentos hebraicos durante os 40 anos de peregrinação mas sem provas suficientes para afirmar. Situa-se entre Edom e o Egito, caminho para o Delta do Nilo utilizado por muitos quando havia fome na atual região Jordaniana.

A Travessia do Mar Vermelho

Durante muito tempo dizia-se que a travessia teria sido num lago ao norte do Mar Vermelho chamado de Mar de Juncos ou Lagos Amargos onde hoje foi aberto o Canal de Suez. Mas acredita-se que se dava este nome ao Golfo de Ácaba, um dos braços do Mar Vermelho.
Em 1988 o explorador americano Bob Cornuke defendeu a teoria de que a travessia teria sido no Estreito de Tiran, na entrada do Golfo de Ácaba, onde existe uma “ponte de terra” (“landbridge” em inglês) no nível do mar entre o Egito e a Arábia Saudita. Para ele a maré baixou e mais tarde subiu afogando os egípcios, ou seja, um evento natural. Porém, não foram encontradas evidências para comprovar sua teoria e o local é relativamente raso não sendo suficiente para afogar um exército de mais de 600 homens! A foto abaixo mostra o local.
Moisés foi claro em relatar o que viu: um vento oriental penetrou no mar formando “muros de água”. É bem diferente de uma “ponte de terra”! Um evento sobrenatural provado pela arqueologia!

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O local onde se obteve mais indícios da travessia foi a praia de Nuweiba no Golfo de Ácaba, no Egito. É a única praia no Mar Vermelho com área suficientemente grande para suportar a quantidade de hebreus acampados (mais de 2 milhões além dos animais e objetos).
Até este ponto calcula-se que o povo hebreu teria caminhado mais de 300km durante 6 dias praticamente sem parar! Havia alimentos para apenas 7 dias (Êxodo 13.6-8).
A imagem abaixo mostra uma vista aérea da praia onde está a pequena cidade de Nuweiba, onde o aluguel de equipamentos de mergulho para passeios submarinos é uma das principais atividades turísticas.

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Foto de satélite ampliada da região. Os caminhos brancos são estradas entre os montes. Os hebreus e os egípcios vieram do norte (Êxodo 14.2).arq009

Outra evidência é a planície do fundo do mar nesta área. As imagens abaixo foram montadas por mapeamento topográfico, e mostram que o mar é profundo ao sul (1700 m) e ao norte (900 m) da praia formando uma espécie de ponte submersa (cerca de 110 m de profundidade)! No fundo foram encontradas rochas agrupadas em linha reta na beira desta planície fazendo-a parecer uma estrada.

A distância entre a costa egípcia e a árabe é de cerca de 18 Km e calcula-se que a largura do caminho feito pelo afastamento das águas tenha aproximadamente 900 metros. Levando-se em consideração o forte vento nas laterais e que uma pessoa a passos largos (sem correr) leve 3 horas e meia para percorrer essa distância, estima-se que a travessia de quase 3 milhões de pessoas e de muitos animais (Êxodo 12.38) possa ter levado umas 6 horas.arq010

Nesta foto de satélite os dados sobrepostos das medidas de profundidades são relacionadas entre si (os valores são razões). As linhas paralelas traçam a estrada submarina por onde as águas secaram.

arq011Neste mapa a distância está em metros. A parte mais profunda da travessia assinalada é de 109m. Notar que ao norte tem 948 metros e ao sul 1720 metros, formando assim uma “ponte submersa”.

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A foto abaixo mostra a vista, ao nível do mar, para a praia de Nuweiba ao entardecer. A travessia foi feita durante a noite e ao amanhecer (Êxodo 14.20;24) os hebreus teriam visto imagem semelhante a esta logo após o afogamento dos egípcios.arq013

Possivelmente teria sido aqui ou um pouco mais para o lado esquerdo, a festa dos hebreus (Êxodo 15.1-21) pois foi neste local onde foi encontrada uma coluna comemorativa erguida por Salomão. Ao fundo está a praia onde estavam acampados antes da travessia.arq014

Esta outra mostra o local onde Faraó teria avistado o acampamento dos hebreus na praia antes da travessia (Êxodo 14.9-10). É o único caminho para a praia.

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Foram encontradas duas colunas em estilo fenício sendo uma na praia do lado egípcio (Nuweiba) e outra do lado árabe. A primeira encontrada foi no lado egípcio em 1978 onde havia uma inscrição em hebraico destruída pela erosão (a parte inferior estava no mar) praticamente ilegível. A segunda, em 1984, no lado árabe é idêntica, tem a mesma inscrição em hebraico e tem legível as palavras: Egito; Salomão; Edom; morte; faraó; Moisés; e Jeová significando que foi erguida por Salomão, em honra a Jeová, e dedicada ao milagre da travessia do Mar Vermelho por Moisés e a destruição do exército egípcio. Semanas depois a coluna foi retirada e colocado um marcador-bandeira em seu lugar. Os árabes não apreciam estrangeiros pesquisando em sua terra, principalmente judeus e americanos.
Durante o reinado de Salomão, Israel foi uma potência no Oriente Médio onde obteve o controle marítimo da região (1 Reis 9.26 e II Crônicas 8.17). Há uma referência em Isaías 19.19 que acredita-se ser a coluna do lado egípcio.

A coluna do Egito

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A coluna da Arábia antes…

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… e o marcador depois!

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O local da praia onde se iniciou a travessia: A base da coluna estava sob a água e foi removida por soldados israelenses para atrás da estrada principal que beira a praia. Israel ocupou a região da península do Sinai entre 1967 e 1982.
O vento com força sobrenatural veio do lado árabe (das montanhas ao fundo) na direção do povo mas se dividiu em duas correntes de ar separando as águas sob a forma de muros que, afastados criaram um caminho sem água (Êxodo 14.22). Dependendo da altura da maré no dia, esses muros de água chegavam a cerca de 100m na parte mais profunda, no meio da travessia. Quando o vento parou, a pressão do retorno das águas foi suficiente para matar e afogar os egípcios! Os capitães nos carros e os cavaleiros de Faraó se afogaram (Êxodo 15.4). Notar no mar a pouca profundidade no início da travessia pela sua tonalidade mais clara e a parte mais escura onde é mais profundo.

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Periódicamente pesquisadores mergulham no local da travessia buscando materiais como ossos, cascos, rodas, restos dos carros egípcios entre outros objetos. É normal o mergulho de turistas em busca das belas paisagens submarinas e alguns até encontram esses materiais.
Abaixo estão alguns dos achados no fundo do mar em profundidades de até 60m a partir de 1978 por Wyatt:

Fêmur humano

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arq022Agrupamento de costelas humanas arq023Alinhamento das rochas localizado na lateral da travessia. Naquele dia, o afastamento das águas criou um caminho limpo de obstáculos que parcialmente existe até hoje. Neste local, as formações de corais são bem diferentes das outras áreas do golfo arq024 arq025Rodas com eixos incrustados de corais.
Foram encontradas rodas de 4, 6 e 8 raios. As rodas de 8 raios só foram fabricadas na 18a dinastia dos faraós. O rei do Egito usou toda a sua frota de carros (Êxodo 14.6-7) com todos os tipos de rodas existentes. Estas foram encontradas próximas da costa árabe.

arq026 arq027Duas rodas com eixo. arq028 arq029As rodas folheadas com metal (ouro com prata) cuja madeira se decompôs com o tempo, provavelmente eram dos carros dos oficiais, praticamente não foram cobertas pelos corais. Uma relíquia arqueológica! arq030

arq031 arq032Reconstituição retirando os corais de uma roda de 8 raios. Nota-se a ausência de um deles. arq033Roda de 6 raios com eixo. Um detector de metais submarino acusou presença de ferro nesta formação próxima da costa egípcia. arq034Os Hicsos, povo semita que conquistou e dominou parte do Egito durante cerca de um século, introduziram os carros de guerra no país. Foram expulsos pelo faraó Amósis (1540-1515 AC) alguns séculos antes do Êxodo. Esta mudança levou os hebreus à escravidão.
Foto de um carro egípcio da época. Era da 18a dinastia dos faraós e é notável a semelhança com as rodas encontradas no mar.
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Em 1997 uma equipe de pesquisadores filmou o fundo do mar comprovando a descoberta de Wyatt. As imagens foram exibidas num programa de TV 

Passagem por Mara, Elim e Refidim

Depois de 3 dias chegaram a um local chamado Mara onde as águas eram amargas (Êxodo 15.23). Em 1988 o explorador Bob Cornuke e seu amigo Larry Williams encontraram uma fonte de águas amargas próximo ao Mar Vermelho, no lado da Arábia Saudita. As fotos abaixo mostram o local.

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O oásis de Elim onde haviam 12 fontes e 70 palmeiras (Êxodo 15.27)arq037Nos montes deste local arqueólogos Sauditas escavaram cavernas como a da foto abaixo. Informaram ao explorador Bob Cornuke que encontraram escrituras sobre a passagem de Moisés pelo local bem como as tumbas de Jetro e Zípora. Porém esta informação não foi confirmada.

arq038A rocha em Horebe (Massá e Meribá), em Refidim, e uma vista da fenda por onde saía a água (Êxodo 17.6). Nota-se a erosão e o alisamento provocados pela nascente. Sua localização é próxima ao Monte Sinai (Êxodo 3.1), a menos de 24h a pé (Êxodo 19.1-2).

MTSINA9 Horeb1

arq040Ficaram alguns dias em Refidim. Foi aqui que Zípora, mulher de Moisés e seus 2 filhos (Gérson e Eliézer nascidos em Midiã) voltaram para casa contando a seu pai Jetro, como foi a fuga do povo. Em seguida, com seu pai e seus filhos, retornou para Moisés (Êxodo 18.1-4).
Também neste local ocorreu a guerra contra os amalequitas (Êxodo 17.8-13).

Na foto, o altar de Moisés “Jeová-Níssi” (O Senhor é Minha Bandeira) localizado cerca de 200m da rocha (Êxodo 17.15).

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O Monte Sinai


A nomeação do tradicional Monte Sinai no Egito surgiu quando o Imperador Justiniano edificou o Monastério de Santa Catarina no ano de 527, dois séculos depois de Helena, mãe do Imperador Constantino, ter construído uma pequena igreja no mesmo vale, na península do Sinai, embora não tenha indícios arqueológicos nem relatos bíblicos do local. Mas em Êxodo 3.12 deixa claro que o monte verdadeiro fica fora do Egito e que Moisés esteve lá pastoreando quando vivia com seu sogro em Midiã.
A foto abaixo mostra o tradicional Monte Sinai que é visitado durante séculos por turistas e religiosos. O vale é pequeno e não tem espaço para acomodar mais de 2 milhões de hebreus (600 mil eram de homens que foram a pé) com seus animais e objetos.

arq042O mapa abaixo mostra a sua posição geográfica e o trajeto (em vermelho) defendido por pesquisadores durante anos, mesmo sem achados que o comprovem. Mapas semelhantes estão nas Bíblias atuais. arq043A foto de satélite e o mapa mostram o trajeto defendido e em grande parte comprovado por Ronald Wyatt. O local chamado Etham (ou Etã) é próximo da cidade hoje conhecida como El Thamad. arq044O mapa abaixo mostra o trajeto pós-travessia. Notar que os hebreus voltaram a acampar em outro local do Mar Vermelho (Golfo de Ácaba) após terem saído de Elim (Números 33.10). arq045

Em Êxodo 3.12 confirma que o Monte Sinai localiza-se fora do Egito e que Moisés esteve no local quando apascentava as ovelhas de Jetro, seu sogro e sacerdote de Midiã, região noroeste da Arábia (Êxodo 3.1). Portanto o Monte Sinai não poderia ser tão distante do local onde Moisés vivia, como vem sendo informado durante séculos.

Depois de realizadas buscas nas áreas da rota do Êxodo a partir de 1761, foi então encontrado na Arábia Saudita o que se chama hoje de o verdadeiro Monte Sinai. Neste lugar bastante amplo existem evidências mostradas nos livros de Moisés como pode-se ver nas fotos abaixo tiradas em 1984. Em Gálatas 4.25 confirma que o Monte Sinai fica na Arábia! Em árabe a região montanhosa se chama “Jebel El Lawz” e os árabes beduínos da região a chamam de “Jebel Musa” (Montanha de Moisés).

arq046O local é até hoje conhecido como Horebe (Wadi Hurab)! Na verdade uma cadeia de montes que formam um “C” semelhante a um anfiteatro conforme mostra o mapa abaixo.arq047

Mapa da região – Horebe em cor de laranja:arq048

O pico do monte está “queimado” (carbonizado) conforme descrito em Êxodo 19.18-20, 24.17 e Deuteronômio 4.11. Exploradores quebraram algumas rochas e comprovaram que são de granito e escuras apenas por fora! É o local mais alto da região (mais de 60 metros de altura). Fica ao centro e na parte traseira da montanha.arq049Vista do pico para Refidim.
A rocha com a fenda está localizada no monte menor no centro da foto.
arq050A foto de satélite abaixo mostra a diferença geográfica entre o tradicional Monte Sinai em AZUL (na península do Sinai), e o encontrado com evidências em AMARELO (na Arábia Saudita). Em VERDE a praia onde acamparam os hebreus e a travessia do Mar Vermelho (no Golfo de Ácaba).

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Outra foto de satélite com mais detalhes.arq052

A Primeira Terra Santa dos Hebreus (Êxodo 3.5)

Outras evidências encontradas no local onde os hebreus teriam permanecido por cerca de 2 anos recebendo as leis e os estatutos. A foto mostra a vista para a área sagrada e para o arraial.

A: Casa da Guarda Árabe. Ao tomarem conhecimento das descobertas os árabes reconheceram a importância do local, declarando-o um sítio arqueológico.

B: Altar do Bezerro de Ouro (Êxodo 32.5,19). Situado ao pé de um monte pertencente a Horebe em frente ao Sinai a cerca de 1500 metros deste.

C: As doze colunas (Êxodo 24.4).

D: Altar de terra ao pé do monte (Êxodo 20.24 e 24.4).

E: Barreira de poços feita por Moisés para delimitar a área sagrada (Êxodo 19.23). O arraial dos hebreus situava-se atrás, da esquerda para a direita cobrindo toda a área entre os montes.

É evidente o contorno (em azul) da marca deixada pelo ribeiro que descia do monte até o arraial (Deuteronômio 9.21).

arq053A água descia e acumulava nos poços dando condições ao povo de viver no local. Foram encontrados diversos vestígios desses poços conforme a foto abaixo (ver “well”). arq054Platô de onde foi tirada a foto da área sagrada e do arraial em 1984. arq055No monte em frente ao pico existem pedras em forma de tábuas (Êxodo 24.12). Notar que há uma árvore crescendo entre as pedras. Logo abaixo destas existe uma caverna (parte escura um pouco abaixo do centro da imagem). Acredita-se ser a mesma na qual Elias se refugiou quando temeu a Jezabel (1 Reis 19.8-9), esposa do rei israelense Acabe. arq056

Vista de dentro da caverna. Talvez tenha sido usada por Moisés.

arq057Mapa arqueológico do local. arq058As partes restantes das doze colunas e do altar (Êxodo 24.4). Os árabes o desmontaram levando parte das pedras para uma mesquita na cidade de Hagl assim que as autoridades tomaram conhecimento das descobertas de Ronald Wyatt. Moisés é reconhecido pelos árabes como profeta. arq059 arq060O altar do bezerro de ouro feito por Arão (Êxodo 32.5) que foi reconhecido pelas autoridades árabes como um tesouro arqueológico, sendo vigiado por guardas. arq061Muitos desenhos (petróglífos) de vacas e touros no estilo egípcio foram encontrados no altar. Os árabes ficaram admirados com a descoberta pelo fato deste estilo não ter sido achado em qualquer outro lugar na Arábia Saudita. Aqui estão alguns deles: arq062 arq063 arq064

Todo esse tesouro arqueológico foi encontrado conservado e praticamente intacto devido ao fato da região ser no meio do deserto, longe de oásis como o de Elim, ainda existente.

 Al Bad – Moradia de Jetro?

Um antigo mapa encontrado na Arábia mostra que a cidade de Al Bad teria sido o local onde o sogro de Moisés morava provando que o sacerdote de Midiã era conhecido e respeitado.
Está localizada a sudoeste do Monte Sinai e no mapa maior está assinalada pela seta inferior.

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A foto abaixo mostra a região onde Moisés viveu 40 anos com sua nova família depois de fugir do Egito. arq067

Outro Monte Sinai?

Recentemente foi sugerido um “terceiro Monte Sinai” no deserto do Neguebe na fronteira entre Israel e o Egito, chamado de Monte Carcom que em hebraico significa “Monte de Deus” e fica entre o Golfo de Ácabe e o Mediterrâneo. Foram encontrados acampamentos circulares feitos com pedras, um desenho com 10 retângulos em uma pedra (foto abaixo) e 12 pedras posicionadas lado a lado em forma de colunas.

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Mas em Êxodo 13.17-18 relata que os hebreus foram para o oriente pelo caminho do sul, próximo ao Mar Vermelho, basicamente a mesma direção que tomou Moisés quando fugiu do Egito. A diferença é que desta vez Deus mandou Moisés voltar e ir até a praia.
O monte Carcom pode ter sido lugar de um dos acampamentos de Moisés como nos dos montes Sefer e Hor (Números 33.23 e 37), por exemplo. Todos esses montes podem ter outros nomes nos dias de hoje. Além disso o que contraria as descobertas é a datação feita do local: 2200 AC, ou seja, cerca de quase mil anos antes do êxodo, antes até mesmo de Abraão! Não há evidências suficientes para afirmar que o povo hebreu tenha acampado naquele local.

Imagens de Satélite da Região

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Conclusão

De todos os achados e descobertas estas são incontestáveis: As colunas comemorativas no local da travessia, os restos dos carros dos egípcios a mais de 30m de profundidade e o pico do monte carbonizado.

Reportagens do jornal Discovery Times sobre os achados arqueológicos

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arq072 arq073 arq074Fonte: http://arqbib.atspace.com/exodo.html

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O Endereço do Mestre – Cafarnaum

arqueologia-biblica cafarnaumO Endereço do Mestre – Cafarnaum

 

 Para muitas pessoas, a narrativa evangélica da vida de Jesus não passa de ficção. Contudo, uma rápida pesquisa sobre os achados arqueológicos relacionados com o Novo Testamento revelará o contrário: cremos em uma história real! A partir de agora, vamos examinar algumas informações bíblicas à luz das descobertas em Cafarnaum, o “endereço” do Mestre. 

O nome Cafarnaum pode significar tanto “vila da consolação” como “vila de Naum”, um antigo profeta hebreu cujo livro faz parte do Antigo Testamento. Essa última opção é apoiada por uma tradição judaica que afirma que o túmulo do profeta está enterrado ali. A cidade foi descoberta por um arqueólogo norte-americano chamado Edward Robinson, em 1852, mas somente foi escavada por uma equipe liderada por Charles Wilson em 1865 e 1866. Foi ali que Jesus dedicou a maior parte do Seu ministério, realizando milagres (Mt 9:18-26; Mc 5:21-43; Lc 8:40-56), bem como ensinando na sinagoga local (Mc 1:21; 3:1-5; Lc 4:31; Jo 6:59).
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Ruínas da sinagoga de Cafarnaum

Um dos achados mais fascinantes de Cafarnaum é a da possível casa de Pedro. Foi por volta de 1968 que dois outros arqueólogos, G. Orfali e A. Gassi, encontraram a estrutura de uma igreja que datava do 5º século. O surpreendente foi que logo abaixo dessa construção eles também encontraram os alicerces de uma casa repleta de objetos de pesca que datava da época de Jesus e Seus discípulos. Para completar a informação, um documento chamado Itinerarium, escrito por Egéria, no 4º século, afirma que a “casa do príncipe dos apóstolos foi transformada em igreja; contudo, as paredes da casa ainda estão de pé como eram originalmente”.

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Outra descoberta marcante em Cafarnaum foram os restos da sinagoga, local de reuniões religiosas dos judeus, do 1º século. Durante os anos de 1905 até 1926, seus restos foram preservados e restaurados por especialistas alemães e franciscanos. Até então, todas as construções apontavam para uma construção do 3º ou 4º século. No entanto, em 1968, as pesquisas posteriores revelaram os restos de uma estrutura. E em 1981, um largo piso de basalto foi encontrado repleto de cerâmicas (potes, vasos, copos, etc.) do 1º século, a época de Cristo. Sem dúvida, esses eram os escombros daquela sinagoga frequentada por Jesus, como mencionado nas Escrituras Sagradas!

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Mais importante do que as informações arqueológicas é o que tudo isso representa. Foi nessa mesma sinagoga que Jesus declarou: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente” (João 6:51). Mesmo com a poeira acumulada ao longo dos séculos em Cafarnaum, ainda somos capazes de ouvir o convite do Mestre querendo saciar nossa fome.

Fonte: http://www.arqueologiabiblica.blogspot.com/

 

 

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A ARQUEOLOGIA BÍBLICA NOS ÚLTIMOS ANOS DEIXA ATEUS SEM PALAVRAS

arqueologia-biblica cesareia1A ARQUEOLOGIA BÍBLICA NOS ÚLTIMOS ANOS DEIXA ATEUS SEM PALAVRAS

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A maioria das mais importantes descobertas arqueológicas relacionadas aos relatos das Sagradas Escrituras ocorrem nos últimos 70 anos.

No final de 2009, próximo ao Natal, uma equipe de arqueólogos divulgou ter encontrado ruínas de uma residência na cidade de Nazaré, no norte de Israel, datada da época de Jesus. Em 2010, foi a vez de outro grupo de arqueólogos anunciar a descoberta de uma rua de mais de 1,5 mil anos, utilizada por peregrinos cristãos, na cidade velha de Jerusalém.

Tratam-se de duas grandes descobertas, em um período curto de tempo, que estão relacionadas ao relato histórico da Bíblia Sagrada ou à história da Igreja.

Mas, esses acontecimentos recentes são apenas uma pequena amostra da efervescência da Arqueologia Bíblica nos últimos anos. Simplesmente, devido ao maior número de investimentos e recursos para essa área nas últimas décadas, especialmente depois do estabelecimento do Estado de Israel e do inicio das intensas atividades dos arqueólogos judeus, a maioria das mais importantes descobertas arqueológicas relacionadas aos relatos das Sagradas Escrituras ocorreram nos últimos 70 anos. Tais descobertas, inclusive, derrubaram a maioria das argumentações usadas pelos cépticos para contestar a historicidade dos relatos bíblicos. Vejamos, a seguir, apenas alguns dentre centenas de exemplos que poderiam ser listados.

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O Evangelho de Lucas fala sobre o nascimento de Cristo mencionando um censo decretado por Cirénio, governador da Síria (Lc. 2:2). No final do século 20, arqueólogos descobriram um Cirénio com o seu nome gravado em uma moeda que o coloca como procônsul da Síria e Cilícia de 11aC a 4aC, época do nascimento de Cristo, conforme destaca o arqueólogo John McRay, em sua obra Archaeology and the New Testament (Grand Rapids, Baker Book House, 1991, págs. 154 e 385).

 Além disso, o arqueólogo Randall Price lembra que “o censo de Cirénio, também mencionado por Lucas em Atos 5:37, tem numerosos paralelos em formulários de censo de papiro que datam do 1º século aC ao 1º século dC”(Arqueologia Bíblica, CPAD, pág.259). Price cita como exemplos o Papiro Oxirrinco 255 (48dC) e o Papiro 904 do Museu Britânico (104dC), que ordenam o retorno compulsório de pessoas ao local onde nasceram para levantamento de censo, da mesma forma com o em Lucas 2:3-5.

Herodes é citado como rei da Judeia na época do nascimento de Cristo (Mt. 2). Hoje, sabe-se que Herodes, o Grande, reinou na Judeia de 37aC a 4dC. As ruínas de um dos seus palácios, o chamado Heródium, recentemente exposto em fotos que circularam por todo o mundo, começaram a ser escavadas desde 1973 pelo arqueólogo judeu Ehud Netzer, e comprovam o perfil do infame rei. Netzer, inclusive, é famoso por ter encontrado em 1996, em Massada, o nome e título do rei Herodes em um rótulo de vinho datado de 73dC.

“A inscrição em latim tem três linhas, forma padrão encontrada em tais inscrições. A primeira linha é uma data e indica o ano em que o vinho foi feito. A segunda linha dá o lugar e o tipo específico do vinho, e na última linha temos o nome ‘Herodes, Rei da Judeia’”, contou Netzer em entrevista publicada na revista israelita Eretz, edição de Setembro/Outubro de 1996.

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Outro personagem da narrativa da vida de Cristo cuja existência foi comprovada arqueologicamente é o sumo-sacerdote Caifás que, hoje se sabe, foi líder do Sinédrio de 18dC a 36dC. Foi ele que presidiu o julgamento de Jesus e é várias vezes citado (Jo. 11:49-53; 18:14 e Mt. 26:57-68). Foi no pátio da casa de Caifás que Pedro traiu Jesus (Mt. 26:69-75). Essa casa foi encontrada por acidente em Novembro de 1990, quando trabalhadores estavam construindo um parque aquático na Floresta da Paz em Jerusalém, ao sul do elevado onde os judeus afirmam ser o monte do Templo.

O local encontrado foi identificado como sendo a casa de Caifás porque ali foram encontrados 12 ossários de calcário e, entre eles, simplesmente o ossário contendo os restos mortais do sumo – sacerdote. Randall Price relata a descoberta: “Um dos ossuários era requintadamente ornamentado e decorado com rosáceas detalhadas. Obviamente pertencera a um patrono rico ou de alta posição que poderia dar-se ao luxo de possuir tal caixa. Na caixa havia uma inscrição. Lê-se em dois lugares Qafa e Yehosef bar Qayafa, que significa ‘Caifás’ e ‘José, filho de Caifás’. O Novo Testamento refere-se a ele apenas como Caifás, mas Josefo apresenta o nome completo: ’José, que era chamado Caifás, o sumo – sacerdote’. Dentro havia os ossos de seis pessoas diferentes, inclusive de um homem de 60 anos, provavelmente Caifás” (Arqueologia Bíblica, CPAD, pág. 267).

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Finalmente outro personagem contemporâneo de Jesus cuja historicidade foi comprovada arqueologicamente é Pilatos (Jo.18:36-37 e 19:12-15, 21-22). Sabe-se hoje que a residência oficial de Pilatos era em Cesareia Marítima, cidade litoral do Mediterrâneo. Em 1961, quando o governo italiano patrocinava escavações no teatro romano de Cesareia, foi descoberta uma placa de pedra de 60cm por 91cm trazendo o nome de Pilatos. Hoje conhecida como Inscrição de Pilatos, a laje é, segundo especialistas, um autêntico monumento do primeiro século que havia sido remodelado no quarto século para a construção do teatro romano. De acordo com eles, Trata-se de um monumento para dedicação de Pilatos a um Tibérium – um templo para adoração ao imperador romano Tibério César, que governou durante o mandato de Pilatos na Judeia.

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A Inscrição de Pilatos está em quatro linhas, é escrita em latim e apresenta o título “Pôncio Pilatos, governador da Judeia”, exactamente o mesmo título encontrado em Lucas 3:1. “Esse foi o primeiro achado arqueológico que menciona Pilatos e mais uma vez testemunha a precisão dos escritos bíblicos. Esse entendimento de tais mandatos oficiais indica que os autores viveram durante a vigência do seu uso e não um século ou dois depois, quando tais mandatos teriam sido esquecidos”, destaca Randall Price.

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Com o passar dos séculos, muitos lugares e cidades citadas na Bíblia durante o ministério de Jesus foram descobertos, comprovando mais uma vez a historicidade do relato bíblico. Um desses lugares foi o Tanque de Betesda, lugar do milagre da cura de um paralítico por Jesus (Jo. 5:1-15). Ele foi encontrado em 1903 na Jerusalém Oriental por Fathers White, e é datado do terceiro século aC, o que comprova o relato bíblico de que o tanque já era um tradicional e lendário local de ritual de cura na época de Jesus.

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Outro lugar descoberto foi a Sinagoga de Cafarnaum, antiga cidade natal do profeta Naum (Cafar significa aldeia) e lugar onde Jesus desenvolveu boa parte do seu ministério. Ao lado do Mar da Galileia, onde se encontrava a cidade, foi encontrada em 1983 uma sinagoga do primeiro século, com paredes de basalto preto. A descoberta foi divulgada pela conceituada revista Biblical Archaeology Review, edição de Novembro/Dezembro de 1983. Foi nessa sinagoga que Jesus operou muitos milagres. (Mt. 8:5-13 e Lc. 7:1-10).

Em Cafarnaum também foi encontrada uma casa datada do primeiro século. O detalhe é que as suas paredes são tão estreitas que não aguentariam um telhado de alvenaria. Descobriu-se em seguida, que os telhados das casas da região eram, na época, de ramos de madeira recobertos com terra batida. Tais telhados encaixam-se perfeitamente com a descrição bíblica do telhado de uma casa em Cafarnaum na época de Jesus, uma vez que a passagem bíblica afirma que foi cavado um buraco no teto rapidamente para descer um paralítico até onde Ele estava (Mc. 2:4). A descoberta foi publicada também na Biblical Archaeology Review, edição de Setembro/Outubro de 1993.

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Em 1989, perto de Cafarnaum, foi descoberta Betsaida, cidade natal de Pedro, Felipe e André (João. 1:44 e 12:21). Ali foram encontradas, em escavações do arqueólogo israelita Rami Arav, evidências de uma indústria pesqueira, com muitas âncora e anzóis, o que está de acordo com a narrativa bíblica. Tais descobertas foram relatadas por Arav no livro A City by the North Shore of the Sea of Galilee, publicado em inglês pela Thomas Jefferson University Press em 1995.

Em 1993, foi descoberta a Estrela de Tel Dan. Trata-se duma pedra de basalto escuro que menciona a “Casa de David”, com a inscrição bytdwd, (byt casa dwd David). Em 1996, foi descoberta a inscrição de Ecrom (Tel Mikné) contendo o nome da cidade filisteia de Ecrom e uma lista dos seus reis. Em 1998, foi descoberta a Sinagoga de Jericó datada do ano 75aC. Em 2001, foi descoberta a Estrela de Joás, rei de Judá. Em 2007, foi encontrado o túmulo de Herodes.

Também recentemente foram encontradas a cidade de Caná da Galileia e o Tanque de Siloé, mencionados no Evangelho de João (João. 2 e 9).

Arqueólogos israelitas anunciaram em 22 de Dezembro de 2004 a descoberta, na Galileia, do lugar onde estava localizada a aldeia de Caná, citada na Bíblia como o local onde Jesus realizou o seu primeiro milagre, transformando água em vinho durante um casamento (Jo. 2:1-11). Curiosamente foram encontrados no local jarros de pedra do mesmo tipo e da mesma época dos usados no milagre efetuado por Jesus. A descoberta incluiu ruínas de mais de um metro e meio de altura que datam das épocas helenísticas, romana e bizantina na Terra Santa. Pedras talhadas e utensílios caseiros foram desenterrados no local a uma profundidade de quase dois metros.

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Em Janeiro de 2005, dias depois de descoberta da Caná bíblica, foi a vez do Tanque de Siloé, outra referência a um milagre de Jesus no Evangelho de João (João 9), ter sido encontrado. Uma equipe de arqueólogos descobriu em Jerusalém vestígios da pedra que seriam a Piscina (Tanque) de Siloé, onde um homem cego foi-se lavar sob a orientação de Cristo e voltou vendo (João 9:7). A piscina fica no bairro árabe de Siloé. Durante os trabalhos, que duraram seis meses, eles descobriram que o tanque tem 50 metros de comprimento e era abastado por um canal vindo da Fonte de Siloé. A piscina de pedra tem degraus de acesso por todos os lados.

No ritmo em que vão as descobertas na arqueologia, mais achados são esperados nos próximos anos…

Fonte:http://www.galeriabiblica.com/

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ARQUEOLOGIA BÍBLICA: O QUE SIGNIFICA?

arqueologia-biblica sitio_arqueologicoARQUEOLOGIA BÍBLICA: O QUE SIGNIFICA?

A arqueologia bíblica pode ser definida como um exame de artefatos antigos outrora perdidos e hoje recuperados e que se relacionam ao estudo das Escrituras e à caracterização da vida nos tempos bíblicos.

A arqueologia auxilia-nos a compreender a Bíblia. Ela revela como era a vida nos tempos bíblicos, o que passagens obscuras da Bíblia realmente significam, e como as narrativas históricas e os contextos bíblicos devem ser entendidos.

A Arqueologia também ajuda a confirmar a exatidão de textos bíblicos e o conteúdo das Escrituras. Ela tem mostrado a falsidade de algumas teorias de interpretação da Bíblia. Tem auxiliado a estabelecer a exatidão dos originais gregos e hebraicos e a demonstrar que o texto bíblico foi transmitido com um alto grau de exatidão. Tem confirmado também a exatidão de muitas passagens das Escrituras, como, por exemplo, afirmações sobre numerosos reis e toda a narrativa dos patriarcas.
Não se deve ser dogmático, todavia, em declarações sobre as confirmações da arqueologia, pois ela também cria vários problemas para o estudante da Bíblia. Por exemplo: relatos recuperados na Babilônia e na Suméria descrevendo a criação e o dilúvio de modo notavelmente semelhante ao relato bíblico deixaram perplexos os eruditos bíblicos. Há ainda o problema de interpretar o relacionamento entre os textos recuperados em Ras Shamra (uma localidade na Síria) e o Código Mosaico. Pode-se, todavia, confiantemente crer que respostas a tais problemas virão com o tempo.

   A verdade é que, até o presente não houve um caso sequer em que a arqueologia tenha demonstrado definitiva e conclusivamente que a Bíblia estivesse errada!

Por Que Antigas Cidades e Civilizações Desapareceram 

Sabemos que muitas civilizações e cidades antigas desapareceram como resultado do julgamento de Deus. A Bíblia está repleta de tais indicações. Algumas explicações naturais, todavia, também devem ser brevemente observadas.
As cidades eram geralmente construídas em lugares de fácil defesa, onde houvesse boa quantidade de água e próximo a rotas comerciais importantes. Tais lugares eram extremamente raros no Oriente Médio antigo. Assim, se alguma catástrofe produzisse a destruição de uma cidade, a tendência era reconstruir na mesma localidade. Uma cidade podia ser amplamente destruída por um terremoto ou por uma invasão. Fome ou pestes podiam despovoar completamente uma cidade ou território. Nesta última circunstância, os habitantes poderiam concluir que os deuses haviam lançado sobre o local uma maldição, ficando assim temerosos de voltar. Os locais de cidades abandonadas reduziam-se rapidamente a ruínas. E quando os antigos habitantes voltavam, ou novos moradores chegavam à região, o hábito normal era simplesmente aplainar as ruínas e construir uma nova cidade. Formava-se, assim, pequenos morros ou taludes, chamados de tell, com muitas camadas superpostas de habitação. Às vezes, o suprimento de água se esgotava, rios mudavam de curso, vias comerciais eram redirecionadas ou os ventos da política sopravam noutra direção – o que resultava no permanente abandono de um local. 

A Escavação de um Sítio Arqueológico 

O arqueólogo bíblico pode ser dedicar à escavação de um sítio arqueológico por várias razões. Se o talude que ele for estudar reconhecidamente cobrir uma localidade bíblica, ele provavelmente procurará descobrir as camadas de ocupações relevantes à narrativa bíblica. Ele pode estar procurando uma cidade que se sabe ter existido mas ainda não foi positivamente identificada. Talvez procure resolver dúvidas relacionadas à proposta identificação de um sítio arqueológico. Possivelmente estará procurando informações concernentes a personagens ou fatos da história bíblica que ajudarão a esclarecer a narrativa bíblica.
Uma vez que o escavador tenha escolhido o local de sua busca, e tenha feito os acordos necessários (incluindo permissões governamentais, financiamento, equipamento e pessoal), ele estará pronto para começar a operação. Uma exploração cuidadosa da superfície é normalmente realizada em primeiro lugar, visando saber o que for possível através de pedaços de cerâmica ou outros artefatos nela encontrados, verificar se certa configuração de solo denota a presença dos resto de alguma edificação, ou descobrir algo da história daquele local. Faz-se, sem seguida, uma mapa do contorno do talude e escolhe-se o setor (ou setores) a ser (em) escavado (s) durante uma sessão de escavações. Esses setores são geralmente divididos em subsetores de um metro quadrado para facilitar a rotulação das descobertas. 

A Arqueologia e o Texto da Bíblia 

Embora a maioria das pessoas pense em grandes monumentos e peças de museu e em grandes feitos de reis antigos quando se faz menção da arqueologia bíblica, cresce o conhecimento de que inscrições e manuscritos também têm uma importante contribuição ao estudo da Bíblia. Embora no passado a maior parte do trabalho arqueológico estivesse voltada para a história bíblica, hoje ela se volta crescentemente para o texto da Bíblia. O estudo intensivo de mais de 3.000 manuscritos do N.T. grego, datados do segundo século da era cristão em diante, tem demonstrado que o N.T. foi notavelmente bem preservado em sua transmissão desde o terceiro século até agora. Nem uma doutrina foi pervertida. Westcott e Hort concluíram que apenas uma palavra em cada mil do N.T. em grego possui uma dúvida quanto à sua genuinidade. Uma coisa é provar que o texto do N.T. foi notavelmente preservado a partir do segundo e terceiro séculos; coisa bem diferente é demonstrar que os evangelhos, por exemplo, não evoluíram até sua forma presente ao longo dos primeiros séculos da era cristã, ou que Cristo não foi gradativamente divinizado pela lenda cristã. Na virada do século XX uma nova ciência surgiu e ajudou a provar que nem os Evangelhos e nem a visão cristã de Cristo sofreram evoluções até chegarem à sua forma atual. B. P. Grenfell e A. S. Hunt realizaram escavações no distrito de Fayun, no Egito (1896-1906), e descobriram grandes quantidades de papiros, dando início à ciência da papirologia. Os papiros, escritos numa espécie de papel grosseiro feito com as fibras de juncos do Egito, incluíam uma grande variedade de tópicos apresentados em várias línguas. O número de fragmentos de manuscritos que contêm porções do N.T. chega hoje a 77 papiros. Esses fragmentos ajudam a confirmar o texto feral encontrado nos manuscritos maiores, feitos de pergaminho, datados do quarto século em diante, ajudando assim a forma uma ponte mais confiável entre os manuscritos mais recentes e os originais. 

O impacto da papirologia sobre os estudos bíblicos foi fenomenal. Muitos desses papiros datam dos primeiros três séculos da era cristã. Assim, é possível estabelecer o desenvolvimento da gramática nesse período, e, com base no argumento da gramática histórica, datar a composição dos livros do N.T. no primeiro século da era cristã. Na verdade, um fragmento do Evangelho de João encontrado no Egito pode ser paleograficamente datado de aproximadamente 125 AD! Descontado um certo tempo para o livro entrar em circulação, deve-se atribuir ao quarto Evangelho uma data próxima do fim do primeiro século – é exatamente isso que a tradição cristã conservadora tem atribuído a ele. Ninguém duvida que os outros três Evangelhos são um pouco anteriores ao de João. Se os livros do N.T. foram produzidos durante o primeiro século, foram escrito bem próximo dos eventos que registram e não houve tempo de ocorrer qualquer desenvolvimento evolutivo. 

Todavia, a contribuição dessa massa de papiros de todo tipo não pára aí. Eles demonstram que o grego do N.T. não era um tipo de linguagem inventada pelos seus autores, como se pensava antes. Ao contrário, era, de modo geral, a língua do povo dos primeiros séculos da era cristã. Menos de 50 palavras em todo o N.T. foram cunhadas pelo apóstolos. Além disso, os papiros demonstraram que a gramática do N.T. grego era de boa qualidade, se julgada pelos padrões gramaticais do primeiro século, não pelos do período clássico da língua grega. Além do mais, os papiros gregos não-bíblicos ajudaram a esclarecer o significado de palavras bíblicas cujas compreensão ainda era duvidosa, e lançaram nova luz sobre outras que já eram bem entendidas. 

Até recentemente, o manuscrito hebraico do A.T. de tamanho considerável mais antigo era datado aproximadamente do ano 900 da era cristã, e o A.T. completo era cerca de um século mais recente. Então, no outono de 1948, os mundos religioso e acadêmico foram sacudidos com o anúncio de que um antigo manuscrito de Isaías fora encontrado numa caverna próxima à extremidade noroeste do mar Morto. Desde então um total de 11 cavernas da região têm cedido ao mundo os seus tesouros de rolos e fragmentos. Dezenas de milhares de fragmentos de couro e alguns de papiro forma ali recuperado. Embora a maior parte do material seja extra bíblico, cerva de cem manuscritos (em sua maioria parciais) contêm porções das Escrituras. Até aqui, todos os livros do A.T., exceto Éster, estão representados nas descobertas. Como se poderia esperar, fragmentos dos livros mais frequentemente citados no N.T. também são mais comuns em Qumran (o local das descobertas). Esses livros são Deuteronômio, Isaías e Salmos. Os rolos de livros bíblicos que ficaram melhor preservados e têm maior extensão são dois de Isaías, um de Salmos e um de Levítico. 

O significado dos Manuscritos do Mar Morto é tremendo. Eles fizeram recuar em mais de mil anos a história do texto do A.T. (depois de muito debate, a data dos manuscritos de Qumran foi estabelecida como os primeiros séculos AC e AD). Eles oferecem abundante material crítico para pesquisa no A.T., comparável ao de que já dispunham há muito tempo os estudiosos do N.T. Além disso, os Manuscritos do Mar Morto oferecem um referencial mais adequado para o N.T., demonstrando, por exemplo, que o Evangelho de João foi escrito dentro de um contexto essencialmente judaico, e não grego, como era frequentemente postulado pelos estudiosos. E ainda, ajudaram a confirma a exatidão do texto do A.T. A Septuaginta, comprovaram os Manuscritos do Mar Morto, é bem mais exata do que comumente se pensa. Por fim, os rolos de Qumran nos ofereceram novo material para auxiliar na determinação do sentido de certas palavras hebraicas.

 

     

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Pesquisadores dizem que inscrições em pedra são projetos da Torre de Babel

arqueologia-biblica pedra_babelPesquisadores dizem que inscrições em pedra são projetos da Torre de Babel

Estudiosos afirmam que inscrição em pedra de 2.600 anos, encontrada na coleção de um empresário norueguês, seria parte da placa de inauguração da Torre de Babel. Segundo os pesquisadores a placa contem também projetos de construção da torre.

O estudo que levou a essa conclusão está publicado no livro “Cuneiform Royal Inscriptions and Related Texts in the Schoyen Collection” (“Inscrições Reais em Cuneiforme e Textos Relacionados da Coleção Schoyen”).

Segundo o editor de Ciência e Saúde do Folha.com, Reinaldo José Lopes, o objeto em questão faz parte da coleção particular do empresário norueguês Martin Schoyen, dono de uma coleção de antiguidades que inclui, entre outras coisas, inscrições em cuneiforme (difícil sistema de escrita do antigo Oriente Médio) feitas a mando dos reis da Mesopotâmia, no atual Iraque.

O alvo dos estudos foi uma estela, que é basicamente um poste de pedra, que foi erigida quando Nabucodonosor 2º governava a Babilônia, entre 605 a.C. e 562 a.C. Coberta com textos e desenhos, a estela relata a construção de uma obra grandiosa.

O nome da construção descrita na estela era Etemenankique em sumério significa “templo das fundações da terra e do céu”. O rei da Babilônia fazia questão de exaltar a estrutura que, segundo relatos posteriores, chegava a mais de 90 m.

“[Para construí-la] mobilizei todos em todo lugar, cada um dos governantes que alcançaram a grandeza entre todos os povos do mundo. Preenchi a base para fazer um terraço elevado. As estruturas, construí com betume e tijolo. Completei-a erguendo seu topo até o céu, fazendo-a brilhar como o Sol”, diz a inscrição na pedra.

Os pesquisadores liderados pelo especialista em babilônio do University College de Londres, Andrew George, defendem que a estrutura descrita na estela teria sido a inspiração para os relatos bíblicos sobre a Torre de Babel. Eles baseiam essa teoria no conhecimento prévio de que “Babel” (“A Porta do Deus”) era o nome dado pelos antigos hebreus à Babilônia e que Nabucodonosor 2º o responsável por destruir o último reino israelita independente, o de Judá, arrasando o templo de Jerusalém e deportando milhares de pessoas da terra de Israel para a Babilônia no ano 586 a.C.

O que encerra o argumento dos estudiosos é os deportados israelitas, teriam tido a chance de ver de perto a maior das obras de seu opressor, justamente no período em que, segundo a maior parte dos estudiosos atuais, o texto da Bíblia estava sendo editado e consolidado no exílio.

Fonte:http://noticias.gospelmais.com.br/pesquisadores-dizem-inscricoes-pedra-projetos-torre-babel-28849.html