Arquivo da categoria: Ilustrações – F

Aqui você encontra ilustrações para seu sermão ou apenas para refletir aspectos de sua vida e caminhada com Deus.

Feche a boca e abra os braços

feche a bocaFeche a boca e abra os braços

Uma amiga ligou com notícias perturbadoras: a filha solteira estava grávida.

Relatou a cena terrível ocorrida no momento em que a filha finalmente contou a ela e ao marido sobre a gravidez. Houve acusações e recriminações, variações sobre o tema “Como pôde fazer isso conosco?” Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos e pela filha que se envolveu numa situação complicada como aquela. Será que eu poderia ajudar, servir de ponte entre as duas partes?

Fiquei tão arrasada com a situação que fiz o que faço – com alguma frequência – quando não consigo pensar com clareza: liguei para minha mãe. Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi dizer. Imediatamente, escrevi um bilhete para minha amiga, compartilhando o conselho de minha mãe: “Quando uma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços.”

Tentei seguir o mesmo conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cinco em seis anos, é claro que nem sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e uma paciência minúscula.

Lembro-me de quando Kim, a mais velha, estava com quatro anos e derrubou o abajur de seu quarto. Depois de me certificar de que não estava machucada, me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma antiguidade, sobre estar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar ter mais cuidado e como foi que aquilo tinha acontecido – e só então percebi o pavor estampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia. Então me lembrei das palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os braços.

Kim correu para eles dizendo:

– Desculpa… Desculpa – repetia, entre soluços. Nos sentamos em sua cama, abraçadas, nos embalando. Eu me sentia péssima por tê-la assustado e por fazê-la crer, até mesmo por um segundo, que aquele abajur era mais valioso para mim do que ela.

– Eu também sinto muito, Kim – disse quando ela se acalmou o bastante para conseguir me ouvir. – Gente é mais importante do que abajures. Ainda bem que você não se cortou.

Felizmente, ela me perdoou. O incidente do abajur não deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinou que é melhor segurar a língua do que tentar voltar atrás após um momento de fúria, medo, desapontamento ou frustração.

Quando meus filhos eram adolescentes – todos os cinco ao mesmo tempo – me deram inúmeros outros motivos para colocar a sabedoria de minha mãe em prática: problemas com amigos, o desejo de ser popular, não ter par para ir ao baile da escola, multas de trânsito, experimentos de ciência malsucedidos e ficar em recuperação. Confesso, sem pudores, que seguir o conselho de minha mãe não era a primeira coisa que me passava pela mente quando um professor ou diretor telefonava da escola. Depois de ir buscar o infrator da vez, a conversa do carro era, algumas vezes, ruidosa e unilateral.

Entretanto, nas ocasiões em que me lembrava da técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz sarcasmo, me desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito pouco razoáveis. É impressionante como a gente acaba sabendo muito mais da história e da motivação por trás dela quando está abraçando uma criança, mesmo uma criança num corpo adulto. Quando eu segurava a língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seus medos, de sua raiva, de culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensiva porque eu não os estava acusando de coisa alguma. Podiam admitir que estavam errados sabendo que eram amados, apesar de tudo. Dava para trabalharmos com “o que você acha que devemos fazer agora”, em vez de ficarmos presos a “como foi que a gente veio parar aqui?”

Meus filhos hoje estão crescidos, a maioria já constituiu a própria família. Um deles veio me ver há alguns meses e disse “Mãe, cometi uma idiotice…”

Depois de um abraço, nos sentamos à mesa da cozinha. Escutei e me limitei a assentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança maravilhosa passava o seu problema por uma peneira. Quando nos levantamos, recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões.

– Obrigado, mãe. Sabia que você me ajudaria a resolver isto.

É incrível como pareço inteligente quando fecho a boca e abro os braços…

Diane C. Perrone – Histórias para aquecer o coração das mães

 CURSO OAB 1ª FASE – VENÇA A FASE QUE MAIS REPROVA NO EXAME DE ORDEM:

FUGINDO DO AMANHÃ


fugind8

FUGINDO DO AMANHÃ

         O homem andava a passear na rua quando viu na montra de um barbeiro o seguinte anúncio: “CORTE DE CABELO DE GRAÇA AMANHÔ. Bem, como estava mesmo a precisar, resolveu passar por ali amanhã, isto é, no dia quando era de graça.  Portanto, no dia seguinte, mais ou menos à mesma hora, o nosso homem entrou na loja, sentou-se, e esperou. Passado algum tempo, chegou a vez dele. Agora, instalado na cadeira resolveu fazer a barba também, pois, pensava, se não ia pagar o corte de cabelo teria dinheiro bastante para fazer a barba.

fugindo do amanha

Tudo correu bem até ao momento de pagar. Entregou a importância da barba e preparou-se para sair quando o barbeiro, olhando para o dinheiro, lhe perguntou: “E o dinheiro do cabelo?” “Mas …. mas diz ali nos mostra que é de graça”. “Não, meu caro senhor, hoje não é de graça” disse o barbeiro. “Mas eu passei por aqui ontem, vi o anúncio e hoje vim de propósito porque, conforme diz, é de graça”. “Ora, meu amigo, respondeu-lhe o barbeiro, “continua a ser verdade que amanhã é de graça. Só que hoje não é amanhã” .

        A palavra “amanhã” é capaz de despertar as mais variadas reações nas pessoas. Imaginemos um homem, cheio de pressa, e como ele fica quando chega ao aeroporto para apanhar um avião e descobre que, por qualquer razão, o vôo foi cancelado. “Só amanhã!” diz-lhe o funcionário…

Há amanhãs que se esperam com ansiedade. A noiva espera o dia do seu casamento, a criança espera o Pai Natal e, depois de um inverno rigoroso esperamos o verão com os seus dias de calor ……. Sim, há amanhãs que se esperam com ansiedade, e nestes casos temos a sensação de que estes dias nunca mais vão chegar. Mas é também possível ter medo do amanhã e, com certeza, foi este pensamento que, uma vez, levou alguém a falar numas pessoas que, disse, “andavam a fugir do amanhã”. Eis uma frase intrigante: “fugir do amanhã”. Fugir do passado, sim. Muita gente faz isso, mas acho difícil mesmo fugir do amanhã porque, ao contrário do que aconteceu com o homem no barbeiro, o amanhã sempre chega…

Lembro-me de um caso interessante que, há tempos, veio relatado na imprensa diária. Tratava-se de dois homens condenados à morte por homicídio que, no dia seguinte, deviam pagar o seu crime na cadeira elétrica. Como a vida se torna mais doce que nunca quando estamos prestes a perdê-la, estes dois criminosos resolveram tentar ganhar um pouco mais de tempo neste mundo. Era verão, portanto, tiveram a idéia de pedir às autoridades prisionais que atrasassem por uma hora os relógios da cadeia, voltando à hora de inverno.  Não sei se o seu pedido foi deferido ou não, mas se foi então conseguiram mais uma hora de vida. Mas, a verdade é que, mais hora menos hora, o amanhã sempre vem …….

O amanhã receado por muitas pessoas é o amanhã do emprego perdido, da doença assoladora, da velhice. Vivem numa felicidade efêmera sempre a recear o futuro desconhecido, o amanhã do qual, desesperadamente, procuram fugir, mas a que nunca poderão escapar. São como aquele antigo rei de Inglaterra, Canuto, que, segundo a lenda, ordenou que colocassem o seu trono à beira-mar. Ali, com toda a autoridade de um rei, ele ordenou ao mar que recuasse. E podemos facilmente adivinhar o que aconteceu ……. A verdade é que o amanhã, tal como o mar, nem um rei o pode deter …….

Mas, ao fim e ao cabo, depois de acabarem todos esses amanhãs, ainda resta mais um que, para muitos, será o pior de todos – o último grande amanhã, o amanhã desconhecido que fica para além desta vida, o amanhã que vem depois dos outros todos. Sei que alguém dirá: “Mas este amanhã não existe porque depois desta vida não nos resta mais nada”.  Mas, se assim pensamos, andamos enganados, e vamos ver porque …..

Na cidade de Valhadolid, em Espanha, há um monumento erguido em honra de Cristóvão Colombo. Alí vêem-se as palavras que, durante séculos, tinham sido o grande lema daquele país: “NE PLUS ULTRA”, isto é, “ALÉM NÃO HÁ MAIS”. Vê-se também o leão de Castela que, com a sua grande pata, está a arrancar a palavra “NE”, deixando assim a legenda “PLUS ULTRA”, que significa “ALÉM HÁ MAIS”. Ora, como Cristóvão Colombo conseguiu provar a um mundo cético e descrente que além do oceano haviam outras terras, assim Jesus Cristo venceu a morte e oferece-nos um lugar com Ele naquela terra que existe além desta vida.

O amanhã que vem depois desta vida será o grande amanhã das contas prestadas, quando Deus apresentará a Sua grande conta e exigirá pagamento pelas transgressões incorridas pelos homens durante a sua passagem por este mundo. É isto o significado das palavras da Bíblia que passamos agora a citar: ” ……. aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”. Sim, há mais além. Há de chegar o último grande amanhã e será que estamos preparados? A mensagem de esperança que a Bíblia nos apresenta é que Jesus já pagou a nossa conta quando morreu na Cruz, e se nos arrependermos e confiarmos n’Ele como o nosso Salvador esse derradeiro amanhã não nos trará nenhuns terrores – só alegria. Qual, então, será o nosso amanhã – ou de esperança ou o de desespero?

   Mas, não esqueçamos – o amanhã sempre chega…

http://www.contosepontos.pt

Feliz Adversidade


feliz_14

FELIZ ADVERSIDADE

O cidadão Wander Taker era um próspero empresário em Kansas City, nos Estados Unidos. Seu negócio era uma empresa funerária e praticamente não havia concorrência.

   Foi inaugurado na cidade uma central telefônica, até porque tratava-se do novo e grande invento da época. Toda ligação tinha que passar necessariamente pela telefonista.

 O negócio do Sr. Taker começou ir de mal a pior. Certo dia, não havendo mais clientes para o seu negócio, foi procurar a telefonista da cidade para questionar o que estava acontecendo, se ninguém ligava procurando por ele, se não morria mais ninguém na cidade…

A telefonista então lhe disse que morria muita gente sim e que o marido dela estava prosperando muito e que ela, toda vez que era procurada para indicar uma agência funerária, indicava o seu marido que tinha entrado no negócio e que estava muito satisfeito.

 O Sr. Wander ainda tentou argumentar que aquilo não era honesto e que precisava “dividir” o mercado e que ele iria terminar falindo. Ela, porém, disse que iria continuar indicando o marido.

O Sr. Wander Taker ficou tão chateado com a situação, que resolveu estudar o assunto telefone. Estudou tanto, pensando numa maneira de se fazer uma ligação telefônica sem a necessidade da telefonista. Wander Taker acabou sendo o inventor do sistema de discagem direta, e ganhou mais dinheiro que  mil funerárias prósperas jamais lhe dariam.

 *****

O exemplo desta história é que, cada vez que temos um grande problema em nossa vida, nós podemos estar também, diante de uma grande solução, quem sabe, o grande resultado em nossa vida.

Lembre-se que não basta querer vencer. É preciso se preparar para vencer. Se você estiver diante de uma adversidade, fique atento, sua grande oportunidade pode estar próxima.

    (Autor desconhecido)

FÉ COMO UM GRÃO DE MOSTARDA

fe_com12

FÉ COMO UM GRÃO DE MOSTARDA 

“Respondeu-lhe o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá” (Lc 17.6).

“Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível” (Mt 17.20).

     Que pensamentos e emoções invadem o nosso coração quando lemos essas afirmações do Senhor Jesus? Estamos de fato firmemente convictos de que isso se cumprirá literalmente com uma ordem nossa, fazendo uma amoreira ou um monte se transplantarem de um lugar a outro? Ou reagimos justamente ao contrário, simplesmente rejeitando essas afirmações e dizendo que isso não é possível?

Infelizmente, são justamente essas afirmações de Jesus que criam em muitos crentes uma sensação de fraqueza interior, pois quase automaticamente vem o pensamento: “isso não é possível!” Pelas leis da natureza, infelizmente, é o que acontece com essas passagens das Escrituras; em princípio, sempre despertam dúvida e incredulidade, levando-nos à humilhante constatação de que não entendemos direito o que a Palavra quer nos dizer.

Por isso empenhemo-nos para entender qual é, afinal, o sentido espiritual mais profundo das palavras de Jesus especialmente em Mateus 17.20.

Em primeiro lugar, quero dizer que em nosso texto: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível”, não se trata de uma grande fé, mas de uma grande façanha, de um ato grandioso! Essa afirmação é totalmente contrária à interpretação tradicional que sempre fala de uma fé tão grande que muda um monte de lugar. Mas repito: aqui prioritariamente não se trata de uma grande fé, mas de uma grande ação pela fé!

Afinal, que fé é esta, que pode ter um efeito tão impressionante como o deslocamento de um monte? Será que é uma fé imensa, sistemática, objetiva, planejada, convincente, que não vê empecilhos, e que de maneira soberana supera tudo o que atravessa o seu caminho? Uma fé que move montanhas evidentemente poderia ter tais características. Mas o Senhor Jesus não fala de uma fé desse tipo. Então, que fé é esta, que tem – como Jesus expressa figuradamente – a condição de transferir montes? A esta fé capaz de fazer grandes façanhas, o Senhor Jesus chama de:

Fé como um grão de mostarda

     “Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível”. O que é um grão de mostarda? Em Marcos 4.31, ele é chamado de “…a menor de todas as sementes sobre a terra”. De fato ele tem um diâmetro de apenas 0,95 -1,1 mm. Esse pequeno grão de semente, que tem de ser observado com uma lente se quisermos vê-lo nitidamente, é considerado pelo Senhor como exemplo para uma fé que é capaz de mover montanhas.

Por que Jesus considera justamente esse pequeno grão de mostarda como exemplo para uma fé pela qual podem acontecer grandes coisas? Pelo fato desse pequeno grão de semente ser capaz de ilustrar o que significa transportar montes. Esse grão de semente extremamente pequeno, que quase não pode ser visto a olho nu, no espaço de um ano se transforma num grande arbusto, numa pequena árvore com galhos de cerca de 2,5 a 3 metros. Portanto, como são diminutos os pré-requisitos para um resultado tão grande num minúsculo grão de semente, onde aparentemente nada existia.

No entanto, justamente estas condições mínimas são um exemplo que o Senhor usa para ilustrar uma fé que é suficiente para remover montanhas! Essa “fé como um grão de mostarda” não aponta de maneira clara para a nossa fé, que muitas vezes é tão fraca e pequena? Com isso, de maneira alguma quero desculpar nossa repetida incredulidade dizendo simplesmente: afinal, só tenho uma fé bem pequena, como um grão de mostarda! Quero lembrar que muitos de nós, repetidas vezes, já tivemos a impressão de que nossa fé era assim tão pequena e insignificante, e isso pode provocar dificuldades consideráveis. Assim mesmo, essa é justamente a pequena fé, quase imperceptível, que, segundo as palavras de Jesus, tem o poder de transpor montes.

É necessário mudar o raciocínio!

     Será que, às vezes, não imaginamos algo errado quando pensamos na fé que precisamos ter para viver como cristãos verdadeiros? Todos nós nos defrontamos diariamente com situações, perguntas e problemas que se avolumam como montes. Não é justamente nesses momentos que aspiramos de todo o coração ter mais fé, ter uma fé maior, a fim de vencermos tudo isso? É justamente aí que muitos precisam aprender a mudar o raciocínio, pois Jesus diz: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá!” Em outras palavras: nossa fé não necessita ser particularmente grande para transferir montes – simplesmente é suficiente “termos fé”.

Se o grão de mostarda tivesse a possibilidade de olhar para si mesmo e conseguisse se enxergar, teria tudo para desanimar, pois em si mesmo não teria nada a apresentar. E assim é também, muitas vezes, em nossa vida: olhamos para nós e vemos uma fé relativamente pequena, limitada, e então ficamos desanimados. Mas o grão de mostarda não faz isso. Ele não olha para si mesmo para então desanimar. Não, ele simplesmente se deixa plantar na terra, ali começa a crescer, e finalmente se torna aquilo que deve ser, ou seja, uma árvore em cujos ramos “aninharam-se as aves do céu” (Lc 13.19).

Ao mesmo tempo é de se considerar que o grão de mostarda não se torna uma árvore porque empreendeu grandes esforços, mas simplesmente porque torna ativo e aplica o que possui! Oh!, como seria bom se compreendêssemos hoje que, com todas as nossas fraquezas, dificuldades e tentações diárias, simplesmente podemos nos aquietar com fé infantil na mão de nosso Salvador! Que modificação isso provocaria em nossa vida espiritual!

Simplesmente creio que, muitas vezes, caímos no erro de ter conceitos errados acerca da fé. Na verdade, é a fé singela na obra consumada de Jesus Cristo que consegue nos levar adiante e que, a cada dia, nos conduz para uma comunhão mais profunda com o Cordeiro de Deus, e não o esforço da nossa alma em crer bastante.

Em nossa vida como cristãos não precisamos nos estender buscando novas formas e grandezas de fé, mas simplesmente ter e usar a fé pela qual fomos salvos, ou seja, a fé simples no Senhor Jesus Cristo. Nesse contexto, leia novamente o que Davi diz no Salmo 18.29: “Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus salto muralhas”. Ou veja também o que ele diz nos Salmos 60.12 e 108.13: “Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários”. Essas afirmações testificam de uma fé poderosa e vencedora que Davi tinha? Eu penso que não, pois Davi era um homem com fraquezas e erros como nós. Ainda assim, esses versículos testemunham que Davi se agarrava com toda a simplicidade ao seu Deus e por meio dEle podia fazer grandes proezas.

Ou lembremos de 1 João 5.4: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”. Que fé é essa que vence o mundo? É uma fé poderosa, forte, que supera tudo? De modo algum! A fé que vence o mundo é a fé singela, que muitas vezes não se sente; é a fé sacudida e posta à prova, mas assim mesmo firmada no sangue reconciliador e salvador de Jesus Cristo! Isso é tudo! Essa fé não se apóia no que sentimos ou percebemos, mas naquilo que sabemos, ou seja, que Jesus venceu o mundo (Jo 16.33b), e que de fato somos filhos de Deus. Essa é a fé que remove montanhas!

Como seria bom se compreendêssemos hoje o que significa de maneira bem prática nos contentarmos com a fé simples como um grão de mostarda. Então muitos de nós mudariam totalmente sua vida espiritual teimosa e pouco inteligente! Que de uma vez por todas reconhecêssemos que o caminho da fé é simples; que não se trata de fazer grandes esforços espirituais, mas simplesmente de confiar naquilo que nos é oferecido em Cristo!

Grandes resultados da fé como um grão de mostarda

      Em Isaías 42.3 está escrito: “Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega”. Essa é uma profecia messiânica que é confirmada no Novo Testamento (Mt.12.20) de maneira direta em relação a Jesus Cristo, e por isso já se tornou grande fortalecimento para muitos filhos de Deus. Essas palavras também são uma figura de uma pessoa que possui fé como um grão de mostarda. Pois a cana quebrada ainda não foi esmagada, está apenas quase partida, e uma torcida que fumega ainda não está totalmente apagada. Nesse sentido essas palavras apontam para a fé mais pequena possível que uma pessoa pode possuir, fé como a de um grão de mostarda.

O que vimos no caso do grão de mostarda? Que ele não tem quase nada a oferecer, mas oferece tudo o que tem, e por meio disso experimenta grandes resultados!

Meu irmão, minha irmã, você compreende o que o Senhor quer lhe dizer com isso? Talvez você leia esta mensagem com o estado interior de uma “cana quebrada” ou de uma “torcida que fumega”.

Você se sente interiormente fraco e miserável, e em seu interior só resta uma fé ínfima, do tamanho de um grão de mostarda? Você se sente assim porque diante de sua alma se amontoam grandes montanhas de angústias, preocupações e problemas. Mas agora escute bem: o fato de você se sentir como uma “cana quebrada” ou uma “torcida que fumega” prova que em você ainda existe algo. Pois uma cana quebrada ainda não está amassada, e uma torcida que fumega ainda não está apagada. Apesar de todos os montes de dificuldades que talvez neste momento existam à sua frente, você ainda tem uma centelha de fé.

E é justamente isso que você tem que ativar agora, pois Jesus diz: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível”. Todos estes montes, problemas e dificuldades podem ser “lançados no mar” se você ativar e aplicar sua pequena fé, embora ela seja como um grão de mostarda. Em outras palavras, isso acontece se você simplesmente vier agora a Jesus como você é. Ele não “esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega”. Pelo contrário, no Salmo 34.18 está escrito: “Perto está o Senhor dos que têm coração quebrantado e salva os de espírito oprimido”. Uma coisa, porém, você precisa fazer: você – “a cana quebrada” e “a torcida que fumega “ – tem que buscar a Jesus como você é. Assim você torna ativa a sua fé como um grão de mostarda. E por meio disso você terá condições de “lançar no mar” todos os montes, preocupações e problemas. Incentivo você a vir ainda hoje, agora, a Jesus com o pouco que você tem – com sua fé como um grão de mostarda. Assim o Senhor poderá lhe encontrar de maneira totalmente nova, e fazer transbordar sua vida como talvez nunca aconteceu antes!

Nesse contexto, façamo-nos a pergunta:

Como aconteceu a alimentação dos cinco mil?

Para poder alimentar os milhares de ouvintes, os discípulos já haviam projetado um plano “muito bom”: “Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e já vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer” (Mt 14.15). O Senhor, porém, não havia esperado por uma proposta dessas, mas por outra bem diferente. Ele não necessitava dos estoques de gêneros alimentícios dos arredores para poder alimentar as milhares de pessoas. Ele procurou por alguém que tivesse fé como um grão de mostarda. Ele necessitava de uma pessoa que possuísse pouco, mas que estivesse disposta a dar ao Senhor o pouco que possuía. Por meio disso, Ele seria capaz de realizar uma grande obra.

E de fato estava presente “um rapaz” que, como está escrito em João 6.9, tinha “cinco pães de cevada e dois peixinhos”, e que estava disposto a Lhe entregar esse pouco! E o que fez o Senhor com isso? “Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam” (v. 11). Dessa maneira o Senhor Jesus Cristo alimentou cinco mil homens além das suas mulheres e crianças com cinco pães de cevada e dois peixinhos.

Entendamos corretamente: Ele somente realizou esse milagre porque estava presente alguém – justamente esse rapaz – que demonstrou a fé como um grão de mostarda, entregando ao Senhor o pouco que possuía. Que montanhas de problemas e receios foram afastados dos discípulos e ao mesmo tempo lançados no mar! Eles viam montes enormes diante de si, pois como seria possível alimentar um número tão grande de pessoas? Eles também já haviam se preocupado em como poderiam afastar estes “montes”. Mas Jesus não necessitava de nada disso. Ele apenas procurou a fé como um grão de mostarda que acabou encontrando nesse rapaz. Dessa maneira todos os montes de dificuldades e impossibilidades “foram lançados no mar”.

Meu irmão e minha irmã, seja, ainda hoje, como esse rapaz: consagre ao Senhor o pouco que tem. Traga ao Senhor a sua fé como um grão de mostarda, e Ele virá ao seu encontro de maneira totalmente nova. Entregando o pouco de fé que você possui, Ele terá condições de “lançar no mar” as montanhas de sua vida, suas dificuldades e preocupações! Portanto, não é o tamanho de nossa fé que faz a diferença, mas a fé como um grão de mostarda num grande Deus!

Autor: Marcel Malgo – http://www.chamada.com.br