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Horóscopo chinês X “Horóscopo cristão”


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Horóscopo chinês X “Horóscopo cristão”
Talvez o título tenha causado estranheza para muitos, pois devem ter imaginado: “mas não existe horóscopo cristão”. Isso é o que todos pensam, mas mostrarei brevemente que o “espírito” presente em diversas denominações é exatamente o mesmo presente no horóscopo chinês. Só mudam os termos usados e no nosso contexto, adotam superstições e estratégias em nome de “deus”.
     Para quem não sabe, o calendário chinês é diferente do nosso (pois é baseado também nos ciclos da lua e não, exclusivamente nos movimentos em relação ao sol) e é intimamente relacionado com o horóscopo que acreditam. De forma simplificada, eles atribuem a cada ano (que não coincide com o calendário ocidental) um animal (sendo 12 no total) e esse animal teria o poder de influenciar aquele período e a vida das pessoas. Exemplo:
   O ano 2014 (que no calendário chinês inicia no nosso 31 de janeiro) é o ano do cavalo. Nesse ano, dizem que a tendência é ocorrência de momentos conturbados e grandes transformações. Ao mesmo tempo, é um ano bom para os negócios e para por em prática antigos projetos. E por aí vai… Cada ano é representado por um animal e a tendência do período seria determinada por eles. Mas por que estou dizendo isso? Pois muitos cristãos criticam esse “paganismo” chinês, mas não percebem que seguem o mesmo “espírito” supersticioso presente nas campanhas e declarações de diversas denominações. Apenas trocam os nomes desses animais por expressões como: ano da prosperidade, ano da semeadura, ano da colheita, ano da restituição, ano da fartura ou ano da promessa…
     E no contexto “evangélico” neopentecostal e em diversos grupos pentecostais (perdoem-me a generalização) ainda tem um agravante: geralmente a origem dessas afirmações não é uma mera superstição, mas principalmente, os interesses pessoais de quem as cria vindo à tona. Não acredita? Então repare que os temas criados para os anos são sempre ligados ao recebimento de “bênçãos” (e geralmente, financeiras). Nunca vi o “ano do cuidado aos desamparados”, por exemplo. E caso o ano seja focado no “recebimento” de algo, isso só virá com uma fidelidade do membro, que está sempre ligada à participação em todos os eventos da instituição e ao “sacrifício” financeiro que o fiel deve deixar no “altar”. Uma barganha com Deus, ou seja, a aplicação da teologia da prosperidade, que está contaminando cada vez mais diferentes grupos cristãos.
     O Evangelho nos ensina que não temos poder de determinar ou decretar nada. Paulo determinou que seu “espinho na carne” fosse retirado (II Coríntios 12:8-10)? Jesus decretou que o cálice dEle fosse passado a outro (Mateus 26:39)? Não! Aprendemos com eles, assim como aprendemos com João, que tudo será feito a nós desde que seja segundo a vontade de Deus (I João 5:14).
     A Palavra de Deus nos ensina que plantamos o que colhemos (Gálatas 6:7); ensina que devemos fazer aos outros o que desejamos que eles nos façam (Mateus 7:12). Então vamos mudar nossa forma de ser, lutar mais, trabalhar mais, estudar mais e parar de pedir que tudo “caia do céu”.
     O Evangelho em momento algum nos promete bênçãos terrenas. Quem leu o Novo Testamento sabe que os apóstolos passaram fome, perseguições, prisões, humilhações, naufrágios e foram brutalmente assassinados. Jesus disse que por causa dEle teríamos vida fácil? Não! Disse que seríamos perseguidos, odiados e que passaríamos por tribulações como todas as pessoas (Mateus 10:22 e João 16:33). A promessa foi que Ele estaria sempre conosco nesses momentos, então não deveríamos desanimar jamais (Mateus 28:20).

     Portanto, o ano em que estamos ou o que ainda iniciará será sempre consequência do que fizemos até aqui e tudo ocorrerá de acordo com a vontade de Deus. O tema que escolhemos para um ano não tem poder algum de mudar a forma como ele realmente será. Então, se quiser um ano melhor, seja a partir de agora uma pessoa melhor. E lembre-se: se seguir superstições ou usar esses “paganismos” para alimentar falsas esperanças nas pessoas, a fim de mantê-los como membros fiéis nas ofertas e presentes em seus “cultos”, você estará agindo como um falso profeta e no dia do juízo o rigor será muito maior com você, que conhece o Evangelho, do que com os “chineses pagãos” que você tanto critica e condena.

Autor: Wésley de Sousa Câmara

HISTÓRIA DE DOIS AMORES


HISTÓRIA DE DOIS AMORES

 HISTÓRIA DE DOIS AMORES

          Hoje vamos falar de amor e cartas, ou melhor, de cartas de amor. No primeiro caso que vamos relatar, trata-se de um amor que, infelizmente, não foi retribuído. Não há nada mais triste do que uma pessoa que ama mas cujo amor, além de não ser retribuído, é rejeitado. Tal foi o caso de José Cabeza, um jovem espanhol que se apaixonou tanto por uma jovem que resolveu escrever-lhe. Mas não foi só uma carta. Escreveu quarenta. Quarenta cartas de amor. De amor apaixonado, de amor romântico, de amor quixotesco. Quarenta cartas que José Cabeza escreveu à sua amada, uma jovem farmacêutica. Escreveu estas quarenta cartas durante um intervalo de cinco anos. Mas, como já dissemos, o seu amor não foi correspondido. E quando José quis publicar um livro com as suas cartas, para perpetuar na página impressa o seu romance, a jovem opôs-se a isso e levou o assunto ao tribunal. E o livro de José, suas cartas de amor, foi confiscado pelas autoridades

Ora, caro amigo, há duas coisas melancólicas nesta pequena notícia que nos veio de Espanha. Primeiro, o amor não correspondido. Triste caso de um rapaz enamorado, que declara o seu amor com palavras ardentes, mas que foi rejeitado. A segunda coisa melancólica é que não deixaram José publicar as suas cartas de amor. A pequena sentiu-se ferida na sua dignidade e, por meio da Justiça, impediu a publicação do livro. E pode-se perguntar: se a Dom Quixote deixaram publicar os seus sonetos a Dulcinea, porque não deixar José Cabeza publicar as suas cartas de amor à jovem farmacêutica? Pois, o amor, quando é puro, é a coisa mais formosa que há sobre a terra…

Quarenta cartas de amor, escritas no prazo de cinco anos, e todas elas rejeitadas e confiscadas. Eis a nossa primeira história. O segundo caso que vamos relatar é também sobre o amor, e sobre cartas de amor, também. Mas é uma história mais feliz porque conta de um amor não rejeitado, de um amor retribuído…

Lila & José

          Lila escreveu a sua carta de amor, e meteu-a nos correios na cidade de Canberra, na Austrália. João escreveu a sua carta de amor e depositou-a nos correios de Bristol, em Inglaterra. E as cartas, que seguiram por via aérea, cruzaram-se no ar, e chegaram aos seus destinos. Uma para Inglaterra e outra para Austrália. Isto sucedeu durante nada menos de 15 anos! Lila estava presa em Canberra e João estava preso em Bristol em Inglaterra. Ambos se conheceram por meio de uma carta que João tinha escrito a uma revista em que ele pediu alguém para corresponder-se com ele. E, finalmente, após quinze anos de espera, encontraram-se em Bristol e casaram-se. Feliz desfecho de uma troca de cartas de amor …….

Caro leitor, eis outra história de amor.

Desse amor humano que, quando é de boa qualidade, supera todas as barreiras. Lila e João conheceram-se por meio de cartas, quando ambos estavam presos, separados por 8,000 km. de distância. Mas, quando o amor é bom e baseado, não só em qualidades físicas, mas acima de tudo em qualidades espirituais e morais, resiste a qualquer provação. Um amor destes não tem preço, caro amigo. É como diz o ditado; “O amor com amor se paga” …

Não sei se o prezado leitor  já alguma vez se sentiu rejeitado.  Se, como no caso de José Cabeza de Espanha, ofereceu amizade, ou até amor, a alguém, e foi recusado. A dor e a mágoa que tal rejeição produzem podem marcar a nossa alma durante muito tempo. Então, se foi assim na sua experiência, pode muito bem compreender a dor de quem escreveu as seguintes palavras: “Por que razão vim eu, e ninguém apareceu? Chamei e ninguém respondeu?” Trata-se, evidentemente, de alguém que esperava no lugar indicado, à hora combinada, e ninguém apareceu. Chamou e ninguém respondeu. Esse Alguém que esperava é Deus, caro amigo e, na passagem da Bíblia onde aparecem as palavras há pouco citadas, Deus está a queixar-se do Seu povo que, apesar do Seu amor, O rejeitou. Até, num certo sentido, a Bíblia é um livro que contém as cartas de amor de Deus, cartas escritas aos homens a quem Ele ama. São cartas únicas, perfeitas, de um amor sublime. Cartas escritas com sentimento, com espírito e com sangue. E não são apenas quarenta, são todas as que se encontram na Bíblia. São os livros da Bíblia, a maior mensagem de amor, de salvação, de liberdade e esperança jamais escrito. A mensagem de Cristo Jesus, o Filho de Deus morrendo na cruz para remir e salvar os homens, e ressuscitado para oferecer a vida eterna…

Mas, infelizmente, como no caso da jovem a quem José Cabeza escreveu as suas cartas de amor, a maioria dos homens está a rejeitar esta mensagem do amor de Deus. E podemos muito bem imaginar como se sente Deus ao verificar esta rejeição. Aliás, foi assim desde o princípio. Falando da vinda de Jesus ao mundo eis o que diz o apóstolo João no início do seu Evangelho: “Ali estava a luz verdadeira (Jesus), que alumia a todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”.

Não vamos esquecer-nos de Lila e João. Havia amor e aceitação dos dois lados. Quer dizer, João escreveu a sua carta de amor e ela foi aceite. E o resultado foi a união de dois seres nos laços do amor. No nosso caso, se aceitarmos o amor de Deus revelado no Seu Filho, Jesus, Deus far-nos-á membros da Sua família, conforme o apóstolo João diz logo em seguida e citamos: “Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que creem no Seu nome”. Será que hoje mesmo vamos aceitar este maravilhoso amor de Deus?

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HERANÇA DOS PAIS AOS FILHOS


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HERANÇA DOS PAIS AOS FILHOS

Certa vez, um menino de quatro anos chegou-se para o pai e fez a seguinte afirmação: “Papai, quando eu crescer, quero ser como o senhor”. Qual pai nunca passou por uma situação semelhante? Alguns não ligam. Outros se importam. E devem.

   Foi o caso daquele pai. Naquele momento, ele estremeceu e se pôs a meditar sobre o tipo de pai que estava sendo e o exemplo que estava passando aos próprios filhos. Ele então comentou: “Desde que ouvi esta frase fiquei mais atento, para não dar exemplos de mera aparência, mas sinceros e consistentes, para que possam ser seguidos pelos meus filhos”.
Uma boa referência para ajudar nessa avaliação é lembrar-se de seu próprio pai, do exemplo que foi na vida, da influência que deixou. Bem ou mal, cada um de nós traz as marcas do pai e, não poucas vezes, as reflete no decorrer da vida. Isso é tão importante que a própria relação entre uma pessoa e Deus, o Pai celestial, pode ser afetada, positiva ou negativamente, a partir da realidade benéfica ou maléfica que é recebida como herança dos pais terrenos.
No Dia dos Pais, portanto, é bom que cada pai indague-se a si próprio: Que modelo eu sou para os meus filhos?
A resposta pode ajudar a determinar o legado que deixaremos aos nossos filhos, além de antecipar os tipos de filhos que legaremos ao mundo. O bom exemplo – falar a verdade, viver com fidelidade, andar em integridade – é um dos maiores legados que um pai pode deixar aos filhos.
Infelizmente, não poucos pais têm transferido exclusivamente a outros (ao estado ou à escola, por exemplo) a formação moral e ética de seus filhos. Mas isto é um engano de custo altíssimo e de resultado duvidoso.
A Bíblia oferece a seguinte orientação: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv 22.6).
Não basta apontar o caminho, é preciso andar com o filho “no caminho”, ou seja, dando o exemplo e vivendo e ensinando os valores morais e espirituais.
Lembro-me da história de um menino de doze anos que foi uma testemunha chave num processo judicial. Um dos advogados, depois de interrogá-lo longamente, perguntou: “Seu pai lhe disse o que responder, não foi?”. O garoto respondeu: “Sim!”
“Então nos diga, por favor, quais foram essas instruções?” – insistiu o advogado. O menino replicou: “Bem, papai me disse que os advogados iriam tentar me embaraçar; mas se eu fosse cuidadoso e falasse apenas a verdade, não iria cair em contradição”.

*****

   Além do moral dessa história – uma pessoa que fala a verdade não tem nada a esconder, mas a mentirosa paga um preço alto por sua desonestidade – há o indefectível exemplo de um pai que optou por ensinar o seu filho a andar no caminho da verdade. Não só porque uma mentira exige outra para encobri-la, e no final o mentiroso é apanhado em sua própria teia de engano, mas porque é a coisa certa a ser feita.
Meus pais me ensinaram a falar sempre a verdade, e nunca mentir, a despeito de quão doloroso ou difícil pudesse ser. Esse é o mesmo modelo que ensinei a meus filhos.
Infelizmente, alguns pais teimam em oferecer exemplos danosos aos filhos, cuja herança fatalmente cobrará um alto preço.
Pense no atual cenário político nacional, com o Governo repetidamente envolto em graves denúncias de corrupção, com o Congresso desmoralizado por causa dos maus políticos. Não é preocupante o dano que isso causa aos jovens filhos dessa Pátria? O que dizer dos descendentes das pessoas envolvidas nos
escândalos? Quando a conta dessa herança será apresentada à sociedade por aqueles que só aprenderam o desvalor de levar vantagem em tudo e a qualquer preço?
O pai tem que pensar no preço de um bom ou de um mau exemplo, pois são seus filhos que conviverão com as conseqüências; são eles os principais candidatos à reprodução dos comportamentos de seus pais.
Cada pai deveria pedir a ajuda de Deus, o Pai, para ser o melhor exemplo para seus filhos. Assim, a oração de cada pai deveria ter este cerne:
“Ajuda-me, meu Pai, a ser aquele homem que eu desejo que o meu filho um dia se transforme”.

  Autor Desconhecido