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HOMOSSEXUALISMO – Refutação ao “pastor” da igreja ministerial

apologética casamento-gay-1HOMOSSEXUALISMO

Refutação ao “pastor” da igreja ministerial

Autor: Robson T. Fernandes

            Há alguns dias, recebi de um pastor amigo meu, via e-mail, uma correspondência de alguém que se autodenomina “Pastor Evangélico” e que realiza uma verdadeira apostasia em defesa de um suposto homossexualismo bíblico e tentativa de demolição da doutrina bíblica.

            Tal amigo me pediu que respondesse aos questionamentos feitos nesse e-mail, pois os mesmos  estão sendo enviados para os pastores de nossa cidade.

Aceitei o pedido e essa é a proposta desse artigo.

            Em primeiro lugar, precisamos relembrar a frase citada pelo denominado “Pastor Evangélico”:

        “resta ao homossexual o dilema de ter que optar por viver a culpa imposta pelas religiões (principalmente as muçulmanas, judaicas e cristãs) ou matar o “deus” que lhe oprime.”

 Precisamos entender que o homossexualismo e sua culpa existencial, comportamental, ou como deseje denominar, não está alicerçado em imposição religiosa, mas está alicerçado no fato de que deliberadamente o ser humano escolheu distanciar-se de Deus, seu Criador, pela aceitação do pecado.

            Quando se afirma que a culpa está sendo imposta por uma religião, isto é, um sistema, tenta-se isentar a culpa que o indivíduo sente por seus atos pecaminosos.

Todo ser humano possui o que chamamos de “tribunal interno”, muito embora muitos estejam com esse tribunal cauterizado, como é o caso do suposto “Pastor Evangélico”.

            Vemos em Romanos 1: 20-28:

“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis, porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes, e répteis.

Por isso Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seus próprios corações, para desonrarem os seus corpos entre si, pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura, em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém.

Por causa disso os entregou Deus a paixões infames, porque até as suas mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas, por outro contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro.

E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem cousas inconvenientes…”

            Preciso destacar alguns pontos relevantes do texto com relação ao assunto aqui tratado:

  1. Algumas pessoas “tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças”;
  2. Tais pessoas se “tornaram nulos em seus próprios raciocínios”;
  3. Tais pessoas tiveram o seu coração obscurecido e acometido de falta de senso e razão;
  4. Tais pessoas se apresentam como sendo sábias, cultas, abertas, mas na verdade são loucas;
  5. Tais pessoas se tornaram loucas por tentarem adaptar Deus a suposta verdade do homem;
  6. Tais pessoas encontram-se afogadas naquilo que o próprio Deus chama de “imundícia”;
  7. Tais pessoas estão sendo guiadas, não por Deus ou por sabedoria, mas pelo desejo materialista e sexual intenso;
  8. Tais pessoas não possuem nem conhecem o sentido da palavra honra;
  9. Tais pessoas procuram mudar a verdade de Deus, transformando-a em mentira;
  10. Tais pessoas vivem praticando atos vis e indignos;
  11. Tais pessoas vivem de um modo que é “contrário à natureza”;
  12. Tais pessoas vivem de forma obscena e infame;
  13. Tais pessoas possuem um pensamento reprovável diante de Deus.

            É importante observarmos que a culpa sentida por aqueles que tais coisas praticam, e por aqueles que defendem quem tais coisas praticam, não é oriunda de uma imposição religiosa, mas sim da própria consciência que as acusa, pois esse não é o plano Divino para a vida do ser humano. Esse tipo de situação é fruto da rebeldia direta contra o Criador, e o próprio Criador deixa isso claro.

            Outro fato importante a ser observado é que Deus não apenas reprova quem pratica tal ato, mas quem não pratica  mas, todavia, aprova. Seja ele(a) quem for.

“Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (Romanos 1:32).

            O suposto “Pastor Evangélico”, continua sua argumentação afirmando o seguinte acerca do sentimento de culpa que alguns homossexuais sentem:

“culpa que pode manifestar-se desde crises esporádicas de choro ou raiva até o desenvolvimento de neuroses patológicas capazes de tornar a vida um peso insuportável.”

            É preciso entendermos primariamente o que é a culpa.

            Segundo o Dicionário Aurélio a culpa é:

- Conduta negligente ou imprudente, sem propósito de lesar, mas da qual proveio dano ou ofensa a outrem;

- Falta voluntária a uma obrigação, ou a um princípio ético;

- Delito, crime, falta;

- Transgressão de preceito religioso; pecado;

- Responsabilidade por ação ou por omissão prejudicial, reprovável ou criminosa;

- Violação ou inobservância duma regra de conduta, de que resulta lesão do direito alheio.

            Assim sendo, a culpa é uma conduta imprudente, que traz consequências a si mesmo ou a outra pessoa, sendo denominado como pecado pela Bíblia.

            De acordo com a Wikipédia, a culpa é:

Culpa se refere à responsabilidade dada à pessoa por um ato que provocou prejuízo material, moral ou espiritual a si mesma ou a outrem. O processo de identificação e atribuição de culpa pode se dar no plano subjetivo, intersubjetivo e objetivo.

No sentido subjetivo, a culpa é um sentimento que se apresenta à consciência quando o sujeito avalia seus atos de forma negativa, sentindo-se responsável por falhas, erros e imperfeições. O processo pelo qual se dá essa avaliação é estudado pela Ética e pela Psicologia.

No sentido objetivo, ou intersubjetivo, a culpa é um atributo que um grupo aplica a um indivíduo, ao avaliar os seus atos, quando esses atos resultaram em prejuízo a outros ou a todos. O processo pelo qual se atribui a culpa a um indivíduo é discutido pela Ética, pela Sociologia e pelo Direito.

            O fato do homossexual sentir culpa é uma comprovação de que sua atitude está provocando algum tipo de prejuízo, seja material, moral ou espiritual. Seja a ele mesmo ou a outra pessoa.

            A grande realidade é que nesse aspecto ele não é a pessoa prejudicada, mas a sua atitude é o fator que está causando prejuízos.

            Observe que a culpa é algo que se manifesta na “consciência”.

            Muitos podem afirmar que isto é algo que foi colocado no seu consciente por imposição da sociedade ou da religião, todavia, para Freud (pai da psicanálise [1856-1939]) a culpa é algo que se manifesta no período em que a criança tem cerca de três anos de idade. Bem, com cerca de três anos de idade a criança já demonstra possuir sentimento de culpa, e, com essa idade, ela ainda não começou a sofrer as influências diretas e psicológicas das “religiões arcaicas”, como sugeriu o suposto “Pastor Evangélico”.

            Se com três anos de idade um ser humano já é capaz de demonstrar sentimento de culpa, é de se esperar que ela já tenha nascido com essa “programação”, e, com certeza, não foram os pastores, nem as igrejas que tiveram a capacidade de nos fazer assim. É o tribunal interno que todo ser humano possui e que ali foi posto por nosso Criador!

            Quando fazemos algo errado sabemos e sentimos, muito embora possamos não saber o porquê. Podemos não saber explicar o que está errado, mas pressentimos.

            Esse suposto “Pastor Evangélico” atribui a responsabilidade pela culpa que os homossexuais sentem à igreja e a uma suposta má interpretação bíblica, por parte dos pastores.

            A verdade a esse respeito é que esse tipo de raciocínio é o mesmo que pedir para ser livre da culpa do pecado e não do pecado que causa a culpa. É necessário compreender que esse tipo de raciocínio é o mesmo que se pedir autorização para pecar sem sofrer as conseqüências por isso.

            Segundo a Wikipédia, o “sentimento de culpa é o sofrimento obtido após reavaliação de um comportamento passado tido como reprovável por si mesmo”.

            Dessa maneira, entendemos que, antes que a sociedade, ou quem quer que seja, diga que alguém está errado, ele já possui o sentimento de culpa no seu interior lhe dizendo a mesma coisa. Isto é, no seu interior o ser humano sabe o que é errado.

            Deve-se entender que o sentimento de culpa é apenas a manifestação psicológica, e, às vezes física, do pecado cometido. Se o pecado não é afastado, conseqüentemente, a culpa não será.

            Mesmo que não existissem igrejas e pastores comprometidos com a verdade bíblica para alertar as pessoas que tais coisas praticam, ainda assim elas possuiriam sentimento de culpa, pois elas têm consciências, assim como o suposto “Pastor Evangélico” também a tem, apesar de demonstrar que a sua está cauterizada e insensível. Talvez isso tenha ocorrido devido ao grau de insensatez que o mesmo possui.

            O suposto “Pastor Evangélico” muito provavelmente é adepto da Psicologia Humanista-existencial, e, provavelmente, segue a linha rogeriana, pois afirma:

“Depois de 10 anos conversando com homossexuais que buscam harmonizar o que são com sua fé, sei o quanto é delicado o trabalho de desconstrução das estruturas religiosas arcaicas.”

Muito provavelmente, o suposto “Pastor Evangélico” trabalha a culpa, que os homossexuais que o procuram sentem, como apenas um sentimento que precisa ser trabalhado através de terapias. Deve dizer aos seus aconselhados que o sentimento de culpa que o preenche é fruto de um mal crescimento psicológico, devido a uma sociedade antiquada e pressões de uma religião ultrapassada. Esse discurso é típico dos rogerianos, que afirmam que todas as pessoas tendem a se atualizar na busca da auto-realização. Daí, esse sentimento de culpa nada mais é que um simples incômodo temporário e nada tem haver com pecado ou psicopatologia.

O pensamento rogeriano é tão antibíblico quanto o seu suposto “Pastor Evangélico”, já que o lema do rogerianismo é “a pessoa como o centro”.

            O lema Bíblico é “Deus como o centro”.

            Com relação à afirmação de “harmonizar o que são com sua fé”, é preciso entender que não temos que harmonizar o que somos com a fé. Na verdade, esse tipo de pensamento deveria ser expresso da seguinte maneira: “encaixar o seu comportamento com uma distorção deliberada da fé”.

            O ensino bíblico nos conduz à verdade de que aquele que está oprimido deverá vir a Cristo e Ele irá aliviar seu fardo. Não temos que adaptar os ensinos bíblicos aos pecados inerentes ao ser humano. Temos, sim, que conduzir os pecadores até a Cruz do Calvário, para que ali estes pecados sejam perdoados e possa nascer um filho de Deus. O pecado não tem que ser adaptado, moldado ou encaixado. Ele tem que ser perdoado e esquecido. O pecador não tem que sentir remorso, tristeza ou simples culpa. Ele tem que sentir um profundo sentimento de arrependimento, tendo noção de sua afronta direta ao Deus Criador, para que possa, através da Graça de Deus em Cristo Jesus, mediante a ação do Espírito Santo, ser feito uma nova Criatura, para que então todas essas mazelas venham a fazer parte do passado esquecido e perdido. Para que surja uma nova vida dentro dos planos e propósitos de Deus.

            Esse tipo de transformação tem o seu início a partir do momento que alguém passa a ter o sentimento de culpa pelo pecado cometido. Sentimento esse que pode gerar um arrependimento.

            O que o suposto “Pastor Evangélico” está fazendo é tentar bloquear o arrependimento que um indivíduo poderia sentir. Na verdade, está trabalhando para que muitas pessoas sigam o curso natural que é o Inferno, começando por ele próprio.

            Ao afirmar que está cooperando para a “desconstrução das estruturas religiosas arcaicas”, o suposto “Pastor Evangélico” tem se colocado em uma posição de autoexaltação tão exacerbada que se apresenta como alguém divinamente capacitado para mostrar os supostos erros de uma Bíblia que não foi Inspirada Divinamente.

            Ora, esse discurso não é, em nada, novo, pois muitos séculos atrás outros falsos profetas surgiram com suas heresias apregoando basicamente o mesmo princípio. Tais líderes originaram seus grupos, fazendo crescer seitas presentes na atualidade.

            Apesar do suposto “Pastor Evangélico” não crer na Inerrância Bíblica, ainda não se deu conta de que sua atitude, ao invés de afrontar a Bíblia, apenas está cooperando para apresentá-La como Verdadeira e Inerrante, já que a Sagrada Escritura fala acerca de apóstatas que surgiriam (1 Tm 4:1), de pessoas que sairiam de nosso meio porque não eram dos nossos (1 Jo 2:19), de pessoas que iriam se cercar de mestres particulares que ensinassem aquilo que lhes conviesse (2 Tm 4: 3-4), de pessoas com a mente cauterizada (1 Tm 4:2), de pessoas que tentariam mudar o ensino bíblico (Gl 1:8)…

Seria muito bom se o suposto “Pastor Evangélico” pensasse um pouco na afirmação sobre “religiões arcaicas”, pois nos dá a entender, de forma bastante clara, que a sua afirmação está repleta de frustração pessoal e ministerial. E daí, nos arremete à realidade que este é mais um daqueles que relutaram em se submeter a Yahweh, tentando dar um pontapé inicial na busca insana de criar sua própria religião, com seus dogmas particulares. Se estudasse um pouco de história, veria o resultado de outros, que no passado, pensando, da mesma forma, tiveram o mesmo sentimento e atitude, e então veria os seus resultados desastrosos.

Por mais que o suposto “Pastor Evangélico” relute em aceitar, continua a verdade bíblica de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja.

            Maria Luiza Curti (Psicóloga clínica) afirmou algo interessante acerca do assunto:

“A culpa é essencial para o ser humano viver em sociedade.” (http://www.dominiofeminino.com.br/curtiluiza/culpa.htm, extraído em 08 de agosto de 2007)

            O sentimento de culpa é importante para se viver em sociedade, pois ele irá ajudar o ser humano a perceber que infringiu regras sociais e morais. Sociais porque esse não foi o plano que Deus estabeleceu para se viver em grupo. Afinal, Deus não criou Adão e Ivo, mas Adão e Eva. De outra forma, não existiria sociedade e estaríamos fadados a extinção.

            Morais porque esse tipo de atitude distorce completamente o padrão de moralidade estabelecido por Deus desde a Criação, e que é claramente demonstrado pela Sagrada Escritura.

            Segundo Maria Luiza Curti, a “Organização Mundial de Saúde afirma que 1% da população mundial sofre de psicopatia que é um distúrbio de caráter onde há uma ausência de culpa. Essas pessoas não sentem arrependimento por nada, e esse distúrbio é resistente a qualquer tratamento”.

            Com isso, podemos concluir que o desejo de se pecar sem que haja o sentimento de culpa é considerado pela Organização Mundial de Saúde como uma psicopatia. Veja bem, não estou afirmando que o homossexualismo é uma doença. Não! Mas estou afirmando que seja qual for o pecado, se o indivíduo que o comete passa a não sentir culpa isso, tal sentimento pode ser caracterizado como uma psicopatia, isto é, uma doença mental. Não a prática do pecado, mas a ausência de culpa por essa prática.

            O texto Bíblico de Romanos, citado anteriormente, deixa claro que algumas pessoas atingiriam esse nível, e a Organização Mundial de Saúde, segundo Maria Luiza Curti, afirma que 1% da população já o atingiu.

            O suposto “Pastor Evangélico” continua ao afirmar que “as igrejas estão repletas de homossexuais não assumidos nem para si mesmos e que, quase sempre, atribuem seus desejos a possessões demoníacas ou doenças”.

            Na verdade, a Bíblia trata desse tipo de pecado de forma bastante clara e sem deixar nenhuma sombra de dúvida, ao afirmar que essa prática nada tem haver com possessão demoníaca ou doença, mas está diretamente ligada a carne. É obra da carne! Vejamos:

“Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia…” (Gálatas 5:19).

            A falta de temor de Deus, aliada a insubmissão, irá produzir uma gama de atitudes que trarão conseqüências terríveis para o ser humano, e isso é obra da carne. Não é obra demoníaca, não é feitiçaria que foi feita nem é doença.

            Pode-se definir a prostituição como uma troca consciente de favores sexuais por interesses não sentimentais ou afetivos.

            Pode-se definir impureza como a alteração do estado original de alguma coisa, ou alguém.

            Pode-se definir lascívia como cabritismo, que é corrupção sexual.

            O que o suposto “Pastor Evangélico” nunca observou, e se o fez preferiu esquecer, é o fato de que tais atitudes por ele defendidas são reprovadas pela Bíblia, e, não importa a tradução que se use, ou a versão que se utilize. Todas dizem a mesma coisa:

“Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia…” (Gálatas 5:19 – Revista e Atualizada)

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia…” (Gálatas 5:19 – Revista e Corrigida)

“Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem…” (Gálatas 5:19 – Nova Versão Internacional)

“As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes…” (Gálatas 5:19 – Linguagem de Hoje)

            Qualquer estudante que se preze saberá que para se realizar a boa interpretação de um texto, seja bíblico ou não, deverá seguir-se às regras básicas da hermenêutica, que deverá seguir o método de interpretação histórico-gramatical.

            Esse método de interpretação, utilizado também por estudantes de direito, juristas, pesquisadores, historiadores, etc., se baseia no fato de que se deve, a princípio, compreender o sentido das palavras utilizadas, coisa essa que o suposto “Pastor Evangélico” não se deu o trabalho de fazer.

            Tal “Pastor Evangélico” afirma que são propostas “novas interpretações para os textos polêmicos”. O fato é que o surgimento de novas interpretações não adultera o sentido original do texto. A interpretação pode mudar, mas o texto não muda. Então, o problema não é com o texto bíblico, mas com a pessoa que o lê. Deus comunicou sua mensagem para a humanidade, todavia, se alguém deseja mudá-la ou, deliberadamente, resolve não aceitar o seu conteúdo e mensagem deve estar pronto para sofrer as conseqüências. A mensagem foi entregue, portanto o suposto “Pastor Evangélico” deveria se dar ao trabalho de utilizar, no mínimo, um dicionário da língua portuguesa para entender o sentido das palavras, se não quisesse se dar ao trabalho de pesquisar no idioma original.

            O mesmo ainda afirma que: 

“não se ataca a raiz do problema quando se insiste em manter o esdrúxulo dogma da “INSPIRAÇÃO DIVINA DAS ESCRITURAS”. Apenas substitui-se uma interpretação por outra, evitando dessa forma tocar nas estruturas que permitem à hierarquia religiosa manter o domínio coercivo sobre os fiéis através da autoridade eclesial.

             A Doutrina Bíblica da Inspiração Divina não é algo que depende da interpretação do leitor, ao contrário, a própria Bíblia ensina tal doutrina.

            De uma forma muito sutil, o suposto “Pastor Evangélico” em seu discurso pós-moderno, alicerçado na Psicologia Humanista-Existencial, recheada de rogerianismo, tem se apresentado como o messias que traz a salvação para a suposta má interpretação bíblica e para derrotar o denominado exdrúxulo dogma da inspiração divna da escrituras.

            Em outras palavras, o referido apresenta-se dando testemunho de si próprio, todavia tem negado o direito da Bíblia testemunhar acerca de si mesma. Sim, tem negado esse direito já que diversas passagens por si só deixam claro o fato da inspiração divina. Passagens como 2 Timóteo 3:16; 2 Pedro 1:21; 1 Coríntios 2:13, entre outras.

            Ainda, em Mateus 4:1-11, Cristo expõe a visão que Ele tem acerca da Escritura. Cristo a mencionou e tratou como sendo Divinamente Inspirada.

            Em Mateus 5:17,18, Cristo garante que as promessas Escriturísticas seriam cumpridas.

            Em outras passagens, Cristo dá credibilidade ao relato Escriturístico, não só no sentido histórico, mas também inspiracional e inerrante, como em: Mt 8:4; Mt 8:11; Mt 10:15; Mt 12:17; Mt 12:40; Mt 17:11-12; Mt 19:3-5; Mt 22:45;Mt 23:35; Mt 24:15; Mt 24:38-39; Mc 2:26; Mc 10:6-8; Lc 17: 26-27; Lc 17:28-29; Jo 5:46; Jo 8:39; Jo 10:35.

            Charles C. Ryrie comenta acerca do assunto, ao dizer:

 “Até poucos anos atrás, tudo o que se precisava dizer para expressar convicção de que a Bíblia é plenamente inspirada era: “Acredito que a Bíblia é a Palavra de Deus”. Para contrariar o ensino de que nem todas as partes da Bíblia eram inspiradas, era preciso dizer: “Acredito que a Bíblia é a Palavra verbalmente inspirada por Deus”. Posteriormente, porque algumas pessoas não queriam reconhecer a inspiração total da Bíblia, era necessário dizer: “Acredito que a Bíblia é Palavra de Deus infalível, inerrante, verbal e plenamente inspirada”, Mas, então, os termos “infalível” e “inerrante” começaram a ser limitados apenas a questões de fé, em vez de englobar também os registros bíblicos (inclusive os fatos históricos, genealogias, relatos da criação, etc.), por isso tornou-se necessário acrescentar o conceito de “inerrância ilimitada”. Toda adição às declarações básicas surgiu por causa de um ensino errôneo.” (Charles C. Ryrie. Teologia Básica ao Alcance de Todos. Mundo Cristão. 2000, pág. 75)

            Alexander Schick afirmou que:

 “Nenhum livro de toda a literatura universal pode ser documentado de maneira tão impressionante no que diz respeito ao seu texto original. E nenhum outro livro apresenta uma tão farta profusão de provas de sua autenticidade. Achados de antigos escritos nos dão a certeza de que temos em mãos a Bíblia com a mesma mensagem que os cristãos da igreja primitiva.”

             Wayne Grudem também comenta, afirmando:

“Assim, todas as palavras nas Escrituras são declaradas completamente verdadeiras e destituídas de erros, qualquer que seja o trecho (Nm 23.19; SI 12.6; 119.89, 96; Pv 30.5; Mt 24.35). As palavras de Deus são, de fato, o padrão máximo da verdade (Jo 1717).

Especialmente importantes neste ponto são os textos das Escrituras que indicam a plena veracidade e credibilidade das palavras de Deus. “As palavras do SENHOR são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes” (SI 12.6), e isso aponta para a perfeição ou fidedignidade e pureza absoluta das Escrituras. Assim também “Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam” (Pv 30.5) indica a veracidade de cada palavra dita por Deus. Apesar de o erro e a falsidade, pelo menos em parte, poderem caracterizar a expressão verbal de todos os seres humanos, uma característica, do discurso divino, mesmo quando proferido por meio de seres humanos pecadores, é jamais ser falso e nunca aprovar o erro: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa” (Nm 23.19), disse Balaão especificamente acerca das palavras proféticas que Deus havia proferido pelos lábios dele mesmo.

Com indicações desse tipo, temos agora condições de definir inerrância bíblica: Por inerrância das Escrituras entende-se que as Escrituras nos manuscritos originais não afirmam nada contrário aos fatos.” (Wayne Grudem. Teologia Sistemática. Vida Nova. 1999, págs. 58, 59)

            O suposto “Pastor Evangélico” comenta acerca da sua descrença quanto a inerrância bíblica, por causa de linhas teológicas variadas e conclui seu pensamento afirmando que:

“Fica estabelecido então um terreno pantanoso onde ninguém sabe bem o que está dizendo e todo mundo grita para ter razão. Da minha parte abandonei tudo isso faz algum tempo.”

            Na verdade, pelo que se pode saber a partir do que o mesmo escreveu é que a sua adesão às práticas religiosas estranhas, como a defesa do homossexualismo é falta não do estudo teológico, antropológico ou sociológico, mas é fruto de uma profunda falta de conhecimento bíblico.

            Para o suposto “Pastor Evangélico”, não existe hermenêutica, mas apenas a imaginação do leitor de lhe serve como fronteiras.

            Bem disse Fritsch acerca desse tipo de leitor e de sua interpretação bíblica:

         “cada palavra e acontecimento é transformado em alegoria de algum tipo, já para escapar de dificuldades teológicas, já para sustentar certas crenças religiosas estranhas…” (Charles T. Fritsch. Biblical Typology. Bibliotheca Sacra. 104:216)

             O suposto “Pastor Evangélico” continua sua especulação fantasiosa ao afirmar: 

“Negar a diversidade contida nesse amalgama cultural é compactuar com abordagens reducionistas absurdas que beiram a fronteira da desonestidade intelectual. Quando em minha igreja perguntam o que o autor de Levítico quis dizer quando escreveu “maldito todo homem que se deita com outro homem como se fosse mulher” sabem o que respondo? Muito simples: respondo que ele quis dizer exatamente o que escreveu. Infelizmente ele fazia parte da horda de homofóbicos pretensiosos que se julgavam donos da verdade divina, assim como hoje.”

             Em primeiro lugar, é preciso lembrar ao suposto “Pastor Evangélico” de que o autor do livro de Levítico, Moisés, foi inspirado por Deus. Inspiração essa que o mesmo desconhece e se conhece rejeita. Todavia, Neemias nos diz que a Lei de Deus (observe bem – Lei de DEUS) foi-nos entregue pelo ministério de Moisés:

 “Firmemente aderiram a seus irmãos os mais nobres dentre eles, e convieram num anátema e num juramento, de que andariam na lei de Deus, que foi dada pelo ministério de Moisés, servo de Deus; e de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do Senhor nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos” (Neemias 10:29).

 Assim sendo, ao escrever tal mensagem em Levítico 18:22, 20:13, Moisés apenas

estava transmitindo aquilo que o SENHOR estava comunicando. Seja isto agradável ou não.

            Outro ponto importante a ser destacado é o fato de que a expressão tão na moda – homofobia – significa: aversão a homossexuais.

            Na verdade, ao apresentarmos a doutrina bíblica não estamos lutando contra os homossexuais, muito pelo contrário, estamos lutando para estes venham a conhecer o Salvador e a Salvação. Estamos preocupados com a existência eterna deles.

            Se nós tivéssemos aversão ao homossexual não estaríamos lutando para apresentar-lhes a salvação através de Cristo.

            Na verdade, nós não somos homofóbicos! Não! Diferentemente do que é apresentado, nós não apoiamos as suas práticas, que a Bíblia denomina como pecaminosas. A questão aqui levantada não se dá contra as pessoas, muito pelo contrário, a questão se dá com relação as suas práticas, e se falamos é porque nos preocupamos com elas.

            Uma prática muito comum que tenta se fazer utilizar de má intenção para pregar heresias, é o ato de se distorcer o texto bíblico. Outro belo exemplo é apresentado pelo suposto “Pastor Evangélico” ao afirmar: 

“Por outro lado temos o caso de Davi que declarou ser Jonathas, o filho de Saul, mais gostoso que as mulheres. Davi transou com o amigo (provavelmente por isso Saul por diversas vezes tentou matá-lo)”

Vejamos o texto bíblico original:

 “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.” (2 Samuel 1:26)

             Em primeiro lugar, é preciso atentar para o fato de que em nenhum lugar está escrito que Davi disse que Jônatas era “mais gostoso que as mulheres”. Isso é típico de alguém que está mal intencionado e possui o hábito de se fazer utilizar de mentiras.

            O que o texto nos diz é que o amor de Jônatas “ultrapassava o amor de mulheres”.

           Quando Davi falou que seu amor por Jônatas ultrapassava o amor de mulheres, a expressão hebraica utilizada não é utilizada com o sentido erótico.

O rabino Henry I. Sobel cedeu uma entrevista à revista Ultimato (setembro/outubro 1998) na qual referiu-se ao assunto comentando: “… a palavra hebraica ahavá não significa apenas amor no sentido conjugal/sexual, mas também no sentido paternal (‘Isaque gostava de Esaú’, Gn 25.28), no sentido de amizade (‘Saul afeiçoou-se a Davi’, em 1 Sm 16.21), no sentido de amor a Deus (‘Amarás o Senhor, teu Deus’, em Dt 6.5) e no sentido de amor ao próximo (‘Amarás o próximo como a ti mesmo’, Lv 19.18). Em todos estes exemplos, o verbo usado na Torá (a Bíblia hebraica) é ahavá. É por razão lingüística – e não por falso pudor – que a maioria das traduções bíblicas cita 1 Samuel 1.26 assim: ‘Tua amizade me era mais preciosa que o amor das mulheres’”.

A afirmação contrária repousa na confissão pública de que tal pessoa desconhece totalmente o texto no idioma original.

O próprio suposto “Pastor Evangélico” confessa, sem se dar conta, que Davi tinha atração, sim, por mulheres e não por homens:

 “com as mulheres do pai do amigo (herdadas que foram do Rei falecido), com suas próprias mulheres e com a mulher do vizinho (que mandou matar para encobrir o erro). Isso, sem falarmos que quando já estava bem velhinho determinou que procurassem a donzela mais bonita de todo reino para “aquecê-lo”. Desses, o único momento que lhe valeu uma dura repreensão foi no caso em que ele “pulou a cerca”

Essa atração por mulheres, mais tarde se tornou-se um problema para Davi, por causa de Bate-Seba (1 Sm 18.27; 25.42-43; 2 Sm 3.2-5; 11.1-27).

            O suposto “Pastor Evangélico” ainda afirma o seguinte:

“Contrariando o gosto dos moralistas religiosos, a Bíblia registra que Davi foi “O homem segundo o coração de Deus” e afirma que Deus promete que seria de sua descendência que viria o Messias (que para os Cristãos foi Jesus e que o judeus aguardam ainda)”.

             Henrietta C. Mears, em seu livro Estudo Panorâmico da Bíblia, na página 110 nos diz o seguinte:

 “Seria interessante comparar Saul com Davi. Ambos foram reis de Israel. Ambos reinaram o mesmo período de tempo, quarenta anos. Ambos tiveram o apoio leal do povo e a promessa do poder de Deus para sustentá-los. Entretanto, Saul foi um fracasso e Davi alcançou êxito. O nome de Saul é uma macha na história de Israel e o de Davi é honrado até hoje, tanto por judeus como por gentios.”

             Podemos perceber alguns fatores na vida de Davi que o fizeram ser chamado por Deus como o homem segundo o seu coração. Vejamos:

  1. Fidelidade
  2. Modéstia
  3. Paciência
  4. Coragem
  5. Magnanimidade
  6. Confiança
  7. Sensibilidade

             Ao tentar distorcer o sentido bíblico do que Deus disse, o suposto “Pastor Evangélico” demonstra nunca ter estudado a Bíblia, mas apenas ter realizado uma tentativa de manipulá-la.

            As expressões utilizadas para se referir a Davi foram:

“Porém agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado o Senhor para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado o Senhor, que seja capitão sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou.” (1 Samuel 13:14)

“Achei a Davi, meu servo; com santo óleo o ungi” (Salmo 89:20)

“E, quando este foi retirado, levantou-lhes como rei a Davi, ao qual também deu testemunho, e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade.” (Atos 13:22)

            Bem disse Paul Gardner no livro Quem é Quem na Bíblia Sagrada, página 128, acerca de Davi, explicando o porque dele ser o homem segundo o coração de Deus:

                 “Davi era notável, tanto por seu amor a Deus como por sua aparência física (1 Sm 16.12). Depois que Saul foi rejeitado por seus atos de desobediência (1 Sm 15.26), o Senhor incumbiu Samuel da tarefa de ungir um dos filhos de Jessé. Os mancebos passaram um por vez diante do profeta, mas nenhum deles foi aprovado por Deus. Depois que os sete mais velhos foram apresentados a Samuel, ele não entendeu por que o Senhor o enviara a ungir um rei naquela casa. O profeta procurava um candidato que se qualificasse por sua estatura física. Afinal, anteriormente tinha dito ao povo que Saul preenchia os requisitos, devido à sua bela aparência: “Vedes o homem que o Senhor escolheu? Não há entre o povo nenhum semelhante a ele” (1 Sm 10.24).

Jessé disse a Samuel que seu filho mais novo, chamado Davi, ainda cuidava dos rebanhos. Depois que foi trazido diante do profeta, ele teve certeza que aquele jovem atendia aos padrões de Deus, pois “o Senhor não vê como vê o homem. O homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (1 Sm 16.7). Davi recebeu duas confirmações de sua eleição: Samuel o ungiu numa cerimônia familiar e o Espírito do Senhor veio sobre ele de maneira poderosa (v.13).”

            O suposto “Pastor Evangélico” continua sua carta, afirmando:

“Tanto os profetas, como o próprio Cristo por diversas vezes desautorizaram a aplicabilidade de conceitos tidos como sagrados (alias por isso o mataram)”.

            A verdade é que os profetas e também Cristo não desautorizaram as práticas bíblicas, mas sim o seu mau uso e distorção. O que foi desaprovado foram as práticas distorcidas do ensino Bíblico. Práticas tão distorcidas quanto o próprio ensino do suposto “Pastor Evangélico”.

            Vejamos alguns exemplos bíblicos:

  1. Apenas os sacerdotes precisavam fazer uma lavagem cerimonial antes das refeições, para se purificarem (Lv 22:1-16), porém os rabinos “expandiram” a lei:

“Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão.” (Mateus 15:2)

  1. Os rabinos “expandiram” o mandamento que exigia que se obedecesse e honrassem os pais:

“Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá.Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim; esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe,E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus.” (Mateus 15:4-6) 

  1. Os rabinos “modificaram” a prática da lei transformando-a em algo mecânico:
  2. “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.”

             Em sua falta de entendimento o suposto “Pastor Evangélico” continua, ao afirmar:

           “Portanto, percorrer a Bíblia a busca de mandamentos e leis acrescentando-lhes a chancela de VONTADE IMUTÁVEL DE DEUS é de um cinismo absoluto uma vez que essa busca se faz de forma intencionalmente seletiva, desprezando ou ignorando trechos que podem produzir constrangimento ou despertar dúvidas”.

             Em primeiro lugar, deve-se entender que a busca bíblica pela vontade Divina na Sagrada Escritura sempre foi ensinada por Deus:

“Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” (Mt 22:29)

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?” (Mc 12:24)

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (Jo 5:39)

“Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” (At 17:11)

“Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.” (Rm 15:4)

“E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.” (2Tm 3:15)

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2Tm 3:16)

“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.” (2Pe 1:20)

             Em segundo lugar, deve-se entender que a manipulação do texto bíblico é condenado pelo próprio Deus:

                “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando.” (Dt 4:2)

“Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás” (Dt 12:32)

“Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.” (Pv 30:6)

“Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.” (Ap 22:18-19)

            Em terceiro lugar, deve-se entender que existem passagens bíblicas que são de difícil interpretação, todavia, isso não é motivo para se interpretar o texto de acordo com a irresponsabilidade de um leitor descomprometido com a verdade:

“Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.” (2Pe 3:16)

“Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação; porquanto vos fizestes negligentes para ouvir.” (Hb 5:11)

            Dessa maneira, podemos afirmar que o cinismo absoluto é a marca de alguém, que diante de tantas passagens e ensinos, tem a audácia de se apresentar como o detentor de uma nova verdade na tentativa de sobrepujar a verdade bíblica tão claramente apresentada.

            O suposto “Pastor Evangélico” continua seu e-mail em uma tentativa frustrada de continuar atacando a doutrina da inspiração bíblica e inerrância ao afirmar:

             “E os pastores, padres, sacerdotes sem esse dogma igualam-se aos demais e perdem o argumento que legitima a autoridade e domínio que exercem sobre os fieis (e ninguém gosta disso). Como então viver a fé sem o norte seguro do grande manual divino? Sem ter claramente delimitado o que é certo e o que é errado? Seria possível redescobrir a face de Deus para além da Bíblia, das leis e dogmas nela contidos? Obviamente que sim”.

             A Bíblia claramente apresenta a figura do líder como sendo o pastor (Jr 3:15; Ef 4:11; Hb 13:7; Hb 13:17). Todavia, a função de liderança pastoral não pode transformar-se em uma função de manipulação de vidas. O líder ensina, orienta e, quando necessário, repreende e disciplina, porém deve entender que a “ovelha” deve ter uma vida íntima com Deus e precisa estar atenta para a voz do Senhor e de Sua instrução através da Sagrada Escritura.

            O fato da Bíblia atribuir na escala hierárquica funções a alguns não dá respaldo para torná-los proprietários da vida dos outros. A autoridade pastoral é sim legitimada pela Sagrada Escritura. Por outro lado, os líderes são humanos e passíveis de erros, como quaisquer outros. Assim sendo, a função de líder atribuída por Deus não transforma o pastor em um super-crente.

            É necessário entender que o princípio bíblico estabelece que as coisas partem das mais simples para as mais complexas. A Bíblia ensina que se não houver submissão às autoridades constituídas também não haverá submissão a Deus. Se não houver amor por aqueles a quem vemos, não haverá a Deus. Como obedeceremos a Deus, que não vemos, se somos desobedientes aos líderes que vemos? Como amaremos a Deus, que não vemos, se não amamos a quem vemos?

            Esse é o princípio bíblico!

            Entretanto, esse tipo de pensamento é muito comum nos dias atuais, pois tais pessoas, como a Sagrada Escritura que é desprezada pelos mesmos afirma:

“Mas principalmente aqueles que segundo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades; atrevidos, obstinados, não receando blasfemar das dignidades” (2Pe 2:10)

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (2 Timóteo 3:1-5)

            É preciso entender que temos um Norte sim. Este Norte é a Bíblia – Sagrada Escritura Divinamente inspirada, e como disse Charles Ryrie: “a Bíblia é Palavra de Deus infalível, inerrante, verbal e plenamente inspirada” 

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Tm 3:16)

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2 Tm 2:15)

            O bom manuseio deve ser feito na Palavra de Deus e não nos pensamentos obstinados, pervertidos e malévolos da mente humana afastada de Deus e de Sua Palavra.

            Sem o “norte seguro do grande manual divino”, passa-se a ter como norte a mente e imaginação de falsos mestres.

            Entendemos que muitos atacam a inspiração bíblica porque afirmam que a Sagrada Escritura é usada para manipular as pessoas, todavia, são estes que passam a manipular as suas massas sob a alegação de que não podemos ser manipulados pela Bíblia. São manipuladores que acusam os outros de manipulação. São indoutos que acusam os outros de incapacidade. São hereges que acusam os outros de heresia. São perdidos que acusam os outros de não terem uma direção.

            Não importa em que lugar se tenha estudado. Se foi aluno no Instituto Bíblico de Maringá, ou na Faculdade de Teologia da Igreja Metodista. Não importa se foi presidente fundador da ASA (Associação de Seminaristas e Aspirantes ao Ministério). Não importa se foi pastor da Igreja Metodista. É necessário entender que Judas Iscariotes foi apóstolo, Demas foi cooperador de Paulo, Saul foi rei de Israel, Caim foi filho de Adão…

            Não importa o que ou o quanto se diga, a Bíblia foi inspirada por Deus, e uma prova bastante consistente dessa inspiração é o fato de que a própria Bíblia já afirmava que no futuro alguns iriam surgir com a intenção de aniquilá-la, de desacreditá-la.

            O surgimento de obreiros fraudulentos na atualidade nada mais é que a demonstração pública da inspiração bíblica.

robsontfernandesRobson Tavares Fernandes é bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional). Tem se dedicado desde 1998 ao ensino e pesquisa bíblica na área de Apologética, sendo autor de vários artigos já publicados. Atuação como professor: Curso de Teologia da Igreja Batista da Palmeira, CBA (Curso Básico de Apologética) e ITESMI (Instituto Teológico Superior de Missões). Atuação como pesquisador: VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã). Atuação como palestrante: Encontro para a Consciência Cristã, Simpósio Criacionista da Paraíba, Seminário Criacionista da Alagoas. Tem ministrado, ainda, palestras em igrejas, escolas e universidades.

Contato:  cristovira@bol.com.br  rtf75@bol.com.br

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