Um Toque de Amor

um toque de amorUm Toque de Amor

“Será possível ver sem olhos?” Ou melhor, será possível ver através de um outro dos nossos sentidos, sem ser pela vista física?” Não sei qual seria a resposta do prezado ouvinte, mas o que nos moveu a fazer a pergunta foi a reflexão sobre os seis cegos e um elefante.

Colocaram o elefante em frente dos cegos e disseram-lhes: “Há um objeto na vossa frente. Toquem nele e depois digam o que é”. Claro, nenhum dos seis homens tinha visto um elefante, portanto não sabiam o que era. O primeiro aproximou-se, tocou numa parte do animal e disse: “Parece um muro”. O segundo homem tocou em outra parte e disse: “É uma lança”. “Disparate!” exclamou outro dos cegos. Acho eu que é mais parecido com uma cobra”. “Bem” disse o 4º homem, ao apalpar o animal, “Parece uma árvore”. Os outros riram-se dele, e o quinto homem deu a sua opinião. Pegando numa outra parte, disse: “De certeza é um leque”. Finalmente, o sexto cego, por sua vez, tocou no elefante e disse: “Parece-me a mim que é uma corda” …….

“Tantas opiniões diferentes” dirá o prezado ouvinte. “Que grande confusão”. Mas não é, pois o elefante tem, na verdade, flancos como muros, dois grandes dentes como lanças, tem uma tromba que parece uma cobra, e pernas como troncos de árvores. As suas orelhas são como dois leques, e o rabo parece uma corda. Juntando tudo isto, temos uma descrição, quase perfeita, de um elefante! Afinal, os seis homens cegos VIRAM o elefante, isto é, viram-no, não pelos olhos, mas sim através do tato …

Dos cinco sentidos que temos, o tato é muito especial. Por exemplo, o que vemos com os olhos e ouvimos com os ouvidos, são geralmente coisas ou pessoas que ficam a uma certa distância de nós. Mas o tato é diferente, pois é um sentido muito mais íntimo. Na natureza, também, o tato é importante. Vejamos os peixes. Há um que passa a sua vida em águas escuras. Consegue saber onde vai, porque utiliza uns barbilhões no seu corpo para sentir o fundo do mar.

Na escuridão da terra existem outras criaturas que dependem do tato para saberem o que se passa ao seu redor. A minhoca, por exemplo. As paredes do túnel por onde passa este verme apertam-no em todos os lados, de maneira que a mais pequenina vibração é sentida através de células delicadas na sua pele.

No ar, também, o toque é importante. O gafanhoto voador controla o seu vôo por meio de pequenas antenas colocadas na sua cabeça que medem as correntes de ar e enviam mensagens aos seus músculos ajudando-o a voar em linha reta …….

A criança que chora acalma-se ao sentir o toque acariciador da mãe. Mais tarde, e um pouco mais crescida claro, vai sentir outro tipo de toque da mãe, ou do pai, quando fizer uma asneira qualquer. Cotoveladas, murros e pontapés é outra espécie de toque que podemos sentir neste mundo onde, infelizmente, reina cada vez mais a violência física.

Sim, o tato é importante porque através dele podemos exprimir toda uma gama de emoções. Como já vimos, um aperto de mão amigável, um abraço afetuoso, a ternura de um beijo de amor

É assim com o amor de Deus. Quando todas as tentativas de comunicar falharam, Deus resolveu entrar no mundo e tocar nos homens. Deixou de ser um Deus à distância e passou a ser uma Presença real, perto de nós. Na Pessoa do Seu Filho, viveu com os homens e tocou nas suas vidas. O abismo entre a raça humana e o seu Criador foi abolido. Assim, por meio de Jesus, Ele pôde estender a Sua mão e tocar nos olhos de um cego, por exemplo, abrindo-os para verem o Seu rosto, cheio de amor. Pôde também pegar na mão de um homem aleijado e fazê-lo andar.

Imagine o caso de um leproso, obrigado a viver longe da família e dos amigos, condenado a gritar a todo o passo: “Imundo, Imundo”, para não contagiar os outros. Imagine este homem que nunca sente o aperto de mão de um amigo, nem o beijo de uma esposa. Mas na Bíblia lemos as seguintes palavras espantosas: “Aproximou-se de Jesus um homem com lepra, que se ajoelhou e Lhe disse: “Senhor, se quisesses, podias curar-me.” E Jesus estendeu a mão, tocou-lhe e disse: “Quero. Fica curado”. No mesmo instante o homem ficou livre da lepra”. Que emoções surgiram dentro daquela alma abandonada quando sentiu o toque, cheio de ternura, da mão de Jesus …

Jesus é o mesmo hoje e ainda estende a Sua mão para curar, com amor, a lepra do pecado que separa o homem do seu Deus. Será que nós ainda não sentimos o toque purificador de Jesus? Ele ama-nos muito. Este Seu amor também foi visto quando os soldados O iam prender quase no fim da Sua vida aqui no mundo. Pedro, um dos Seus seguidores, indignado, pegou numa espada e cortou uma orelha a um dos soldados. Jesus, meigo como sempre, estendeu a mão e curou a orelha cortada. Mais uma vez vemos o amor de Jesus perdoando e curando até aqueles que O iam matar. Jesus pode e quer perdoar-nos a nós também. Ele quer estender a mão e tocar em nossas vidas. Amigo, por que não pedir-Lhe para fazer isto, agora mesmo?

Por que não pedir-Lhe para fazer isto, agora mesmo?

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