Vencedores

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Um fato marcou com ênfase a Olimpíada de Atlanta. Foi a maratona, muito disputada , tendo como vencedora, Joan Benoit e a suíça Gabriele como retardatária , mais lembrada que a própria vencedora da prova. Todas chegaram, menos uma , ela foi além dos limites, lutou contra seu próprio corpo, esgotado, mole, estava exausta, desgovernada não sustentava perdeu o equilíbrio , mas a coragem força, para ela era questão de honra fêz que superasse os próprios limites do corpo desequilibrado , atravessou a linha de chegada amparada pelo treinador, indo ao chão porque o corpo estava insustentável .

A sua força e determinação fez que todos de pés aplaudissem-na, uns chorando por ver essa cena magnífica, essa força, não para ganhar medalha, mas para vencer sua própria fraqueza, seus limites, até chegar ao alvo, o destino final. O povo estavam ali pra ver a vencedora, ninguém esperava que isso fosse tão emocionante, convergiram as atenções para ela, dando mais brilho a competição. Naquele momento a vencedora ficou em segundo plano. Quem chegou por último, foi uma heroína mais aplaudida.

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Na época do apóstolo Paulo, embora estando sobre o domínio romano, a Palestina ainda tinha muita influência do helenismo; o idioma , alguns costumes , eles conheciam as regras das olimpíadas, que começou em 776 a C. Que foi a mão na roda na cronologia do tempo , que a partir daí as datas foram catalogadas com mais precisão , esses acontecimentos, era realizados de quatro em quatro anos , isso foi um marco precioso para os estudiosos que tinham-nas juntamente com os anais de Roma , uma fonte, facilitando o estabelecimento das datas com mais exatidão. As Olimpíadas era competição dedicada aos deuses do Olimpo (monte grego).

Paulo usou comparações da vida atlética com à vida cristã , tentando passar aos cristãos daquela época o valor da vida espiritual e o status do vencedor, que deve ter esse dinamismo. Os obstáculos são muitos , não importa se somos os primeiros, o que importa é chegarmos até ao alvo delimitado .

Paulo, escrevendo aos Gálatas, disse: Vocês corriam tão bem , quem fez vocês parar ? Os crentes gauleses estavam enfraquecidos, alguns abandonando a fé. Gl 5:7 Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade?

Ninguém e nada pode faze-nos parar , temos uma carreira proposta, nossa meta é alcançar a coroa da justiça , mas temos uma luta contra nossa própria natureza, a fraqueza de nosso corpo . ( Rm 7 : 19- 21) Paulo fala de sua competição, sua guerra interior , as vezes fazia coisas que não queria .

Assim como as competições são divididas em especialidades, cada um de nós temos nossas lutas ou cruzes para carregar . Um tem de vencer a corrida contra entes queridos viciados, outros correm contra doenças, outros contra tentações de todas formas , o importante é nossa vontade de vencer, sobrepujar essas diversidades, as próprias fraquezas, o pecado que tão de perto rodeia e embaraça  deve ser vencido; não podemos sair da raia, custe o que custar irmãos, somos mais que vencedores por aquele que nos amou ( Rm 8 : 37 ) Hebreus 12:1 Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta.

Estamos na competição espiritual correndo legitimamente, sem doping, nada de trapaça , contando somente com nossa disposição e o Espírito Santo .2 Timóteo 2:5 E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente.

Espelhando na Gabriele devemos lutar até vencer os obstáculos, em nosso caso é o mundo, nosso ego o inimigo mais difícil , vencer a própria carne a natureza . Nada de fazermos como os Gálatas que abandonaram a corrida, estejamos correndo a carreira que nos esta proposta. A preparação do atleta é sofrimento  uns machucam , outros abrem mão de alimentação,( I Co 9: 25 … tudo se abstém;… uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível) , horas e horas esforçando, treinando, mas é recomendável para boa atuação . Assim é nossa vida cristã , os sofrimentos fazem parte de nossa formação, e boa apresentação em nossa corrida em direção ao reino de Deus. Nossa competição é mais interessante, que os esportes dos deuses do Olimpo, nós competimos em lutas e corridas que levam ao podium celestial, ao DEUS verdadeiro , nossa esgrima é a Espada de dois gumes (Hebreus 4:12) , a Palavra de Deus. Com ela a luta fica fácil. Cristo venceu, e nós somos mais que vencedores.

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Aquele momento em que o que importa é “conseguir”

Por Mima – http://elas-em-campo.blogspot.com.br/
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Você está atrasado. E você perdeu o ônibus. Você não continua o caminho a pé, tentando ganhar uma vantagem, você espera pelo próximo ônibus. Isso não faria diferença, afinal, você já está atrasado mesmo. É só um exemplo. É apenas um evento comum ao nosso dia-a-dia. Você perde o ônibus e inventa uma desculpa. Uma desculpa para você mesmo. Uma vida baseada em aceitar a sua própria situação. Não acontece com todos. Algumas pessoas desafiam a si mesmas. Gabrielle Andersen tinha 39 anos quando decidiu que, mesmo atrasada, ela teria uma boa justificativa no final das contas.
Em 1984, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles aconteceu a primeira maratona olímpica feminina da história. Joan Benoit Samuelson ganhou a prova com um tempo de 2h24min52s. Ela foi aplaudida e parabenizada pelo público. Ela subiu ao pódio e recebeu sua medalha. Seu nome está cravado na história olímpica mundial. Mas nem sempre ser o primeiro a chegar faz de você o verdadeiro campeão. Gabrielle Andersen não foi a primeira a chegar, mas foi uma campeã. Foi uma campeã para ela mesma.
Aos 39 anos, Gabrielle considerou que já havia se atrasado demais. Viu na competição a sua primeira e última chance de realizar seu sonho. Muito próxima de terminar a prova, faltando apenas alguns metros, a atleta suíça passou por grandes dificuldades. O calor excessivo que fazia naquele dia foi o grande vilão, provocando a desidratação da atleta e também dores musculares. Ela continuou. Não desistiu e não pediu ajuda. Ignorando todos os conselhos dos médicos, que a acompanhavam ao lado da pista, ela seguiu em frente. Ela se propôs uma meta e nessa meta a palavra desistir não se encaixava.
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Cambaleando. Pendendo para um lado do corpo ela veio. Para os últimos 400 metros ela levou cerca de 7 minutos. Os últimos 100 foram 5min e 44s. Com um tempo de 2h48min42s, Gabrielle Andersen completou sua prova, caindo assim que cruzou a linha de chegada, ficando com a 37ª colocação. Derrotada? Jamais. Vitoriosa. Caiu aos aplausos do público, que em pé, fervoroso, admirava a persistência da atleta. Ficou conhecida mundialmente. Entrou para a História. Não ganhou uma medalha nem subiu ao pódio. Não está entre os ícones do esporte Suíço, mas Gabrielle Andersen se tornou um símbolo de perseverança.
Após a prova ela disse aos jornalistas que aquela era sua última chance. Como se por si só o esporte, em geral, não fosse motivador e surpreendente, existem essas pessoas que superam a si mesmas e nos mostram o quão longe podemos chegar se em nós houver determinação. Ela estava atrasada, mas não esperou pelo próximo ônibus. Aquele momento em que o cansaço toma conta e você pensa em desistir. Esse momento não vale a pena. O que vem depois disso é tão recompensador que aquele momento se torna nada mais do que insignificância. Então, vai continuar parado ou vai seguir andando?

Assista ao vídeo:

 

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