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Jovem evangélico é multado por pregar o Evangelho em frente a clínica de aborto

luis-zapata-multado-pregar-evangelho-contra-abortoJovem evangélico é multado por pregar o Evangelho em frente a clínica de aborto

Um evangélico que lia versículos bíblicos contra a prática do aborto em frente a uma clínica dedicada a esse tipo de cirurgia foi detido pela Polícia de Englewood, em Nova Jersey (EUA).

Luis Zapata havia colocado cartazes em sua picape com versículos bíblicos, e lia a Bíblia em frente à clínica, quando foi abordado pela Polícia e obrigado a interromper sua atividade de evangelismo.

“Senhor, eu coloco meu coração para escrever um versículo do Evangelho e colocá-lo na picape. Preocupa-me a salvação de almas… Preocupa-me que neste país, há milhões e milhões de pessoas que acreditam que eles vão para o céu, mas realmente não vão”, disse Zapata.

O jovem afirmou que uma vez por semana dirige sua picape em viagens a várias cidades, sempre com cartazes evangelísticos, e nunca havia tido problemas com a Polícia. A iniciativa de pregar em frente à clínica de abordo, segundo Zapata, foi inspirada na possibilidade de salvar vidas e alcançar as mães com palavras de esperança.

“Eu tenho testemunhos de mulheres que não mataram seus filhos por causa da pregação do Evangelho”, disse Robert Parker, um dos cristãos que pregam contra o aborto junto com Zapata. “Quando eu comecei a ir, as mulheres estavam correndo para matar seus bebês. Mas, com o passar dos anos, o número de mulheres que vão à clínica foi reduzido drasticamente”, acrescentou.

Porém, de acordo com informações do Christian News, o trabalho de Zapata e seus parceiros evangelísticos vem sendo dificultado pela Polícia da cidade. Recentemente, Zapata tomou uma multa por estacionar a picape em local proibido e por pregar em público, além de obrigá-lo a remover os cartazes com os versículos João 8:24 e Números 32:23.

João 8.24 - "Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados".
Números 32:23 - "Porém, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o SENHOR; e sabei que o vosso pecado vos há de achar".

Zapata pediu outros cristãos a tomar uma posição sobre a palavra de Deus, apesar dos obstáculos que possam enfrentar. “Eu encorajo todos os cristãos nascidos de novo e expressar o que a Bíblia diz, o que Jesus disse (em Mateus 10: 32-33 ): ‘Se você me negar aqui, eu o negarei no céu. Se você confessar o meu nome aqui, confessarei o seu nome no céu’”.

Fonte: Gospel+

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Pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros é contra o casamento gay e a legalização do aborto e da maconha

graficosPesquisa mostra que a maioria dos brasileiros é contra o casamento gay e a legalização do aborto e da maconha

 

Um levantamento realizado pelo instituto de pesquisa Ibope revelou que a maioria dos brasileiros é contra a legalização do aborto e da maconha, e a liberação do casamento gay.

A pesquisa foi realizada paralelamente à aferição das intenções de voto nos candidatos a presidente que foi divulgada na noite de ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo.

79% dos brasileiros é contrário à legalização do aborto, enquanto que 16% se diz à favor. O tema é uma das principais bandeiras de partidos de esquerda e movimentos feministas, e foi o centro de uma das principais batalhas travadas pela bancada evangélica nos últimos quatro anos.

O mesmo índice se repete no quesito liberação da maconha: 79% a favor e 16% contra. O tema vem sendo debatido de forma mais frequente na sociedade como uma sugestão de combate ao tráfico de drogas, que tem na maconha seu produto mais popular. Os argumentos favoráveis à descriminalização da erva apontam para uma possível redução dos crimes cometidos para torná-la disponível aos usuários. Os contrários, apontam os danos à saúde que o consumo em excesso pode causar.

O casamento gay é motivo de divisão na sociedade brasileira: 53% manifesta opinião contrária à liberação da união entre pessoas do mesmo sexo, enquanto 40% defende a ideia de que homossexuais têm esse direito. Recentemente, o tema foi motivo de polêmica na campanha de Marina Silva (PSB), com críticas dos ativistas gays ao programa de governo da candidata.

A pena de morte é outro tema que divide a opinião pública no Brasil, país que é formado por maioria cristã – religião que defende a valorização da vida. 49% dos brasileiros é contrário à pena de morte, enquanto 46% defende a adoção da sentença máxima em casos de crimes hediondos.

Essa divisão não existe quando o assunto é a redução da maioridade penal: 80% dos brasileiros é favorável à mudança na lei que permita um adolescente ser julgado como adulto se cometer crime direta ou indiretamente.

Uma das bandeiras defendidas pelo candidato do PSC à presidência da República, pastor Everaldo, a privatização de 100% do capital da Petrobrás é rejeitada por 59%, enquanto 22% se manifesta a favor.

Fonte: gospel+

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Padre afirma que Assembleia de Deus “traiu o Evangelho” ao receber Dilma; Assista

dilma-rousseff-assembleia-de-deusPadre afirma que Assembleia de Deus “traiu o Evangelho” ao receber Dilma

 

A recepção à presidente Dilma Rousseff feita pela Assembleia de Deus no Brás, do pastor Samuel Ferreira, durante o Congresso de Mulheres na última semana continua rendendo polêmicas.

O padre Rodrigo Maria afirmou, durante um hangout que apoiar um candidato de um partido que é a favor do aborto, da ideologia de gênero e “da tirania do movimento gay” é uma traição ao Evangelho.

Dizendo ser “estarrecedor” que a presidente tenha tido espaço no púlpito assembleiano, o padre fez um adendo dizendo que é preciso ser justo com os parlamentares da bancada evangélica que têm lutado contra as propostas de lei que vão contra os princípios cristãos.

No entanto, o padre Rodrigo Maria voltou à carga dizendo que quem vota no PT é “Judas”: “Se um cristão apóia um partido, um candidato que é a favor do aborto, a favor da união civil homossexual, a favor da legalização das drogas, ele não é cristão! É uma traição ao Evangelho!”, bradou.

Assista:

 

Contra o PT

Diversos líderes evangélicos têm orientado os fiéis a não votarem em candidatos do PT, justamente por conta das questões que o padre apontou no vídeo acima.

Há quatro anos, o pastor batista Paschoal Piragine afirmou que o PT “institucionalizaria a iniquidade”. Agora, Silas Malafaia, Marco Feliciano, Magno Malta e outros têm sido bastante incisivos ao dizer que o projeto petista é anticristão.

“Sabem quem é o grande ídolo de Dilma e de Lula? Fidel Castro. E sabem quem é Fidel Castro? O bandido que é dono de Cuba. Um bandido que bota opositores na cadeia e mata, que não permite liberdade religiosa nem liberdade de crença […] Para o bem dessa nação, a alternância de poder é fundamental […]O PT procura os evangélicos, os cristãos, na época das eleições. Nos quatro anos após as eleições, eles defendem a ideologia deles que vai contra os valores cristãos que nós temos”, opinou o pastor Silas Malafaia.

Fonte: Gospel+

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Médicos aconselharam aborto, mas mulher dá à luz quatro filhos

bebes-Reprodução-Daily-MailMédicos aconselharam aborto, mas mulher dá à luz quatro filhos

Sarah Ward, de 29 anos, e Benn Smith, 31, formavam um casal pacato da região de Crayford, Londres, e estavam há um ano tentando engravidar. Para surpresa dos dois, num intervalo de nove meses o casal teve nada menos do que quatro filhos.

Isso porque Sarah teve Freddie em 2013, e exatamente nove meses depois, em março de 2014, o garotinho recebeu a companhia dos irmãos trigêmeos Stanley, Reggie e Daisy.

“Me sinto mais em um berçário do que em casa”, disse Sarah, uma ex-cuidadora. “Eu fiquei espantada quando descobri que estava grávida tão cedo de novo. Quando descobrimos que seriam trigêmeos, eu e meu marido ficamos em choque”, comenta Sarah.

Todos os filhos foram concebidos de forma natural. Pelo curto intervalo de tempo entre uma gestação e outra, os médicos aconselharam o casal a abortar uma criança na segunda gravidez para que as duas tivessem mais chances de sobreviver. Sarah e Benn ignoraram a indicação.

Por precaução, no entanto, os bebês receberam cuidado total no hospital após o parto, e só puderam ir para casa no mês de julho.

A ex-cuidadora e o marido, que é carteiro em Londres, trocam 175 fraldas e fazem 80 madeiras por semana.

Fonte: UOL/Verdade Gospel

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Pressão da bancada evangélica leva ministro da Saúde a revogar portaria que legalizava o aborto

arthur-chioroPressão da bancada evangélica leva ministro da Saúde a revogar portaria que legalizava o aborto

A polêmica gerada pela portaria do Ministério da Saúde que abria precedentes para a prática do aborto na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) com os custos pagos pelo governo federal levou o ministro Arthur Chioro a prometer que revogaria a determinação.

O recuo aconteceu depois da pressão feita por setores da sociedade contrários ao aborto e de um ameaças de ações judiciais.

“O Partido Social Cristão (PSC) anuncia ao povo brasileiro que vai recorrer à Justiça contra a Portaria 415, do Ministério da Saúde, que oficializa o aborto no nosso país. Esta decisão atende o clamor dos brasileiros que vêem  na medida do governo uma brecha para a oficialização da interrupção da vida.  Ao custo de R$ 443,30 (quatrocentos e quarenta e três reais e trinta centavos) o governo reduz princípios básicos da vida e da família a pó”, dizia a nota divulgada pelo partido dos pastores Everaldo Pereira, pré-candidato à presidência da República, e Marco Feliciano, deputado federal candidato à reeleição.

O senador Magno Malta (PR-ES), ferrenho opositor da proposta de legalização do aborto, já havia convocado a comunidade cristã para se posicionar sobre o tema: “Chamo a atenção para que nós cristãos, que entendemos o aborto como uma afronta à natureza de Deus, nos levantemos, nos insurjamos e exijamos que essa portaria seja revogada”.

Outro que se posicionou contrário à medida foi o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líder da bancada de seu partido na Câmara dos Deputados e integrante da bancada evangélica, que se juntou ao coro dos contrários à medida: “Alertei [o ministro Arthur Chioro] que estava ingressando na Câmara dos Deputados com um projeto de decreto legislativo para revogar a portaria 415 do ministério. Alertei a ele que pelos termos da portaria ela estaria legalizando o aborto ilegal. Nesta quarta (28), o ministro me procurou para comunicar que estudou a portaria editada por uma secretaria do Ministério e entendeu que havia falhas. Logo resolveu revogá-la para melhor estudá-la. Quero deixar aqui registrado o agradecimento ao ministro pela compreensão do tema e pela decisão tomada de revogação da portaria 415. Certamente, após estudá-la, ele deverá apresentar alguma nova proposta ou nova portaria nos estritos termos da legislação vigente”, relatou o parlamentar.

Sobre a legalização do aborto

A portaria do Ministério da Saúde autorizava o aborto na rede do SUS em casos de vítimas de estupro, risco de vida da gestante ou gestação de anencéfalo, este último já legalizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Após a pressão ter sido eficaz na derrubada da portaria, Malta comemorou: “As investidas foram muitas, mas nós resistimos! Parabéns à frente evangélica, à frente da família, que eu tenho orgulho de presidir, parabéns até àqueles que, independente de sua confissão de fé, acreditam na vida, como nós acreditamos”.

Fonte: Gospel+

20140525-162207-58927460

Ministério da Saúde oficializa realização de abortos no Brasil; Governo pagará R$ 443 pela realização do procedimento

20140525-162207-58927460Ministério da Saúde oficializa realização de abortos no Brasil; Governo pagará R$ 443 pela realização do procedimento

Na última quinta feira (22) o Ministério da Saúde (MS) oficializou, através da publicação da Portaria 415, o aborto em hospitais do país. A lei, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, tem por objetivo autorizar o aborto para casos de estupro e de fetos anencéfalos. O Sistema Único de Saúde (SUS) pagará R$ 443 pelo procedimento, que a portaria define como “interrupção terapêutica do parto”.

De acordo com o colunista Leonardo Mazzini, do UOL, apesar de a legislação ter um objetivo específico, ela abre brechas para que qualquer mulher realize o procedimento. Isso se dá porque a mulher que quiser realizar o procedimento não é obrigada a apresentar Boletim de Ocorrência policial ao médico que a atender. Além disso, ele afirma que “uma única vírgula no texto da portaria abre interpretações jurídicas que podem causar a liberação do aborto sob qualquer motivação”.

O texto da Portaria diz que o aborto previsto por ela “consiste em procedimento direcionado a mulheres em que a interrupção da gestação é prevista em lei, por ser decorrente de estupro, por acarretar risco de vida para a mulher ou por ser gestação de anencéfalo”.

O alerta de Mazzini é que, como a lei não é clara sobre se o procedimento deve ser imediato logo após o estupro, “a mulher interessada em abortar pode alegar que foi estuprada, mesmo que tenha semanas de gestação e tenha decidido não ter o bebê”.

Em nota, o Ministério da Saúde comentou a legislação, afirmando que a Portaria “não muda as regras de assistência, no Sistema Único de Saúde, às mulheres em casos de abortos previstos em lei, ou seja, quando não há outro meio de salvar a vida da mãe, quando a gravidez resulta de estupro e nos casos de anencefalia”.

- A portaria estabelece o valor de R$ 443,40 para a realização do aborto legal. Este valor inclui o pagamento de equipe multiprofissional, formada por médico, psicólogo, enfermeiro, técnico em enfermagem, assistente social e farmacêutico – explica o MS.

Segundo informações do UOL, o projeto surgiu anos atrás, apresentado pela então deputada federal Iara Bernardi (PT-SP), e no ano passado tornou-se o PLC 3/13, que foi aprovado e sancionado.

Fonte: Gospel+

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Mãe faz aborto orientada por médicos, mas bebê sobrevive

bebe-abortoMãe faz aborto orientada por médicos, mas bebê sobrevive

A pequena Amelia é uma criança muito querida e amada agora, mas nem sempre foi assim. Filha do jovem casal Shannon Skinner, 20, e Anthony Hunt, 24, do Reino Unido, ela foi um susto para seus pais. Shannon engravidou acidentalmente após a contracepção falhar quatro meses depois do nascimento traumático de sua primeira filha, Lacie, que rompeu órgãos internos e a fez passar por uma cirurgia de reparação.

Aconselhada pelos médicos e com medo de deixar a primeira filha sem mãe, a jovem passou por um aborto, mas o bebê sobreviveu e nasceu de cesariana no dia 1 de maio. Agora, os médicos precisam esperar para dizer se a criança sofrerá algum trauma por causa da tentativa de aborto. “Nós a chamamos de nosso bebê milagre”, diz a mãe emocionada. ”Eu sempre vou me arrepender do aborto, mas nunca vou me arrepender de ter tido Amelia”, conta.

“Depois que Lacie nasceu, pedi para ser esterilizada, porque seu nascimento tinha sido muito traumático. Eu estava convencida de que eu não queria mais filhos, mas me disseram que eu era muito jovem para tomar essa decisão”, contou Shannon ao Daily Mail.

“Quando eu descobri que estava grávida de Amelia, meu primeiro instinto foi o de mantê-la, mas eu continuei pensando em Lacie e quão injusto seria para ela se alguma coisa acontecesse comigo, e ela fosse deixada sozinha”. Alertada pelos médicos de que outra gravidez poderia representar um sério risco para sua saúde, ela sentiu que não tinha escolha além de um aborto.

Shannon estava sofrendo de depressão pós-parto após o nascimento da primeira filha, quando descobriu que estava grávida novamente. Ela contou ao Daily Mail que chorou muito ao esperar na clínica para tomar os remédios que induziriam ao aborto, mas sentiu que não tinha outra escolha: “O pensamento de deixar Lacie sem mãe me fez ir até o fim”, disse ela, ao referir-se à primogênita. Ela estava grávida de oito semanas da pequena Amelia e sangrou por dois dias depois do procedimento.

Três meses depois, Shannon sentiu movimentos em sua barriga, fez dois testes de gravidez antes de ir ao médico com uma certeza: ainda esperava o bebê. O terceiro teste deu negativo, e o médico disse se tratar de um efeito colateral. Em dezembro, ela fez o quarto teste, que deu positivo; mesmo com um implante contraceptivo, ela estava convencida de que esperava o terceiro filho, mas o ultrassom mostrou ser o mesmo bebê.

Após ter visto sua filha no ultrassom, Shannon foi aconselhada a fazer um novo aborto, desta vez cirúrgico, mas se negou. “Para sobreviver ao primeiro aborto, minha filha obviamente queria estar aqui, e eu não poderia passar por um aborto cirúrgico. Não importava para mim se ela fosse nascer saudável ou não”.

Os médicos haviam dito que a bebê poderia ter ficado deformada, o que não aconteceu, mas outros efeitos só poderão ser vistos com o passar do tempo. “O que ela precisa saber é que ela é amada e desejada. Se tivéssemos a chance de novo, faríamos tudo diferente, mas nós pensamos que estávamos fazendo a coisa certa no momento. Se há problemas [com a bebê] que ainda não sabemos, não vai mudar o nosso amor por ela. Eu não posso suportar a ideia de que ela não existisse. Por um longo tempo, me senti culpada, mas agora me sinto aliviada”, disse Shannon.

Fonte: Daily Mail/UOL/Verdade Gospel

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Aborto: Os dois pontos cruciais

abortoAborto: Os dois pontos cruciais

Augustus Nicodemus Lopes

A legislação sobre o assunto

O artigo 128 do Código Penal brasileiro (que é de 1940) permite o aborto quando há risco de vida para a mãe e quando a gravidez resulta de estupro. Porém, apenas sete hospitais no pais faziam o aborto legal.

Esse ano, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a obrigatoriedade de o SUS (Sistema Único de Saúde) realizar o aborto nos termos da lei.

O projeto, porém, permite ao médico (não ao hospital) recusar-se a fazer o aborto, por razão de consciência – um reconhecimento de que o assunto é polêmico e que envolve mais que procedimentos médicos mecânicos.

Por exemplo, o ministro da Saúde, Carlos Albuquerque, disse ser contrário à lei e comparou aborto a um assassinato. Além disto, médicos podem ter uma resistência natural, pela própria formação deles (obrigação de lutar pela vida). “O juiz que autoriza o aborto é co-autor do crime. Isso fere o direito à vida”, disse o desembargador José Geraldo Fonseca, do Tribunal de Justiça de São Paulo, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo (22/09/97). Segundo ele, o artigo 128 do Código Penal não autoriza o aborto nesses casos, mas apenas não prevê pena para quem o pratica.

No momento, existem projetos de ampliar a lei, garantindo o aborto também no caso de malformação do feto, com pouca possibilidade de vida após o parto.

O ensino bíblico

O assunto é particularmente agudo para os cristãos comprometidos com a Palavra de Deus. É verdade que não há um preceito legal na Bíblia proibindo diretamente o aborto, como “Não abortarás”.

Mas a razão é clara. Era tão inconcebível que uma mulher israelita desejasse um aborto que não havia necessidade de proibi-lo explicitamente na lei de Moisés. Crianças era consideradas como um presente ou herança de Deus (Gn 33.5; Sl 113.9; 127.3).

Era Deus quem abria a madre e permitia a gravidez (Gn 29.33; 30.22; 1 Sm. 1.19-20). Não ter filhos era considerado uma maldição, já que o nome de família do marido não poderia ser perpetuado (Dt 25.6; Rt 4.5).

O aborto era algo tão contrário à mentalidade israelita que bastava um mandamento genérico, “Não matarás” (Êx 20.13). Mas os tempos mudaram.

A sociedade ocidental moderna vê filhos como empecilho à concretização do sonho de realização pessoal do casal, da mulher em especial, de ter uma boa posição financeira, de aproveitar a vida, de ter lazer, e de trabalhar. A Igreja, entretanto, deve guiar-se pela Palavra de Deus, e não pela ética da sociedade onde está inserida.

A humanidade do feto

Há dois pontos cruciais em torno dos quais gira as questões éticas e morais relacionadas com o aborto provocado. O primeiro é quanto à humanidade do feto. Esse ponto tem a ver com a resposta à pergunta: quando é que, no processo de concepção, gestação e nascimento, o embrião se torna um ser humano, uma pessoa, adquirindo assim o direito à vida?

Muitos que são a favor do aborto argumentam que o embrião (e depois o feto), só se torna um ser humano após determinado período de gestação, antes do qual abortar não seria assassinato. Por exemplo, o aborto é permitido na Inglaterra até 7 meses de gestação. Outros são mais radicais.

Em 1973 a Suprema Corte dos Estados Unidos passou uma lei permitindo o aborto, argumentando que uma criança não nascida não é uma pessoa no sentido pleno do termo, e portanto, não tem direito constitucional à vida, liberdade e propriedades. Entretanto, muitos biólogos, geneticistas e médicos concordam que a vida biológica inicia-se desde a concepção. As Escrituras confirmam este conceito ensinando que Deus considera sagrada vida de crianças não nascidas.

Veja, por exemplo, Êx 4.11; 21.21-25; Jó 10.8-12; Sl 139.13-16; Jr. 1.5; Mt 1.18; e Lc 1.39-44. Apesar de algumas dessas passagens terem pontos de difícil interpretação, não é difícil de ver que a Bíblia ensina que o corpo, a vida e as faculdades morais do homem se originam simultaneamente na concepção.

Os Pais da Igreja, que vieram logo após os apóstolos, reconheceram esta verdade, como aparece claramente nos escritos de Tertuliano, Jerônimo, Agostinho, Clemente de Alexandria e outros.

No Império Romano pagão, o aborto era praticado livremente, mas os cristãos se posicionaram contra a prática. Em 314 o concílio de Ancira (moderna Ankara) decretou que deveriam ser excluídos da ceia do Senhor durante 10 anos todos os que procurassem provocar o aborto ou fizesse drogas para provocá-lo.

Anteriormente, o sínodo de Elvira (305-306) havia excluído até a morte os que praticassem tais coisas. Assim, a evidência biológica e bíblica é que crianças não nascidas são seres humanos, são pessoas, e que matá-las é assassinato.

A santidade da vida

O segundo ponto tem a ver com a santidade da vida. Ainda que as crianças fossem reconhecidas como seres humanos, como pessoas, antes de nascer, ainda assim suas vidas estariam ameaçadas pelo aborto.

Vivemos em uma sociedade que perdeu o conceito da santidade da vida. O conceito bíblico de que o homem é uma criatura especial, feito à imagem de Deus, diferente de todas as demais formas de vida, e que possui uma alma imortal, tem sido substituído pelo conceito humanista do evolucionismo, que vê o homem simplesmente como uma espécie a mais, o Homo sapiens, sem nada que realmente o faça distinto das demais espécies. A vida humana perdeu seu valor.

O direito à continuar existindo não é mais determinado pelo alto valor que se dava ao homem por ser feito à imagem de Deus, mas por fatores financeiros, sociológicos e de conveniência pessoal, geralmente utilitaristas e egoístas. Em São Paulo, por exemplo, um médico declarou “Faço aborto com o mesmo respeito com que faço uma cesárea.

É um procedimento tão ético como uma cauterização”. E perguntado se faria aborto em sua filha, respondeu: “Faria, se ela considerasse a gravidez inoportuna por algum motivo. Eu mesmo já fiz sete abortos de namoradas minhas que não podiam sustentar a gravidez” (A Folha de São Paulo, 29 de agosto de 1997).

Conclusão

Esses pontos devem ser encarados por todos os cristãos. Evidentemente, existem situações complexas e difíceis, como no caso da gravidez de risco e do estupro.

Meu ponto é que as soluções sempre devem ser a favor da vida. C. Everett Koop, ex-cirurgião geral dos Estados Unidos, escreveu: “Nos meus 36 anos de cirurgia pediátrica, nunca vi um caso em que o aborto fosse a única saída para que a mãe sobrevivesse”. Sua prática nestes casos raros era provocar o nascimento prematuro da criança e dar todas as condições para sua sobrevivência.

Ao mesmo tempo, é preciso que a Igreja se compadeça e auxilie os cristãos que se vêem diante deste terrível dilema. Condenação não irá substituir orientação, apoio e acompanhamento. A dor, a revolta e o sofrimento de quem foi estuprada não se resolverá matando o ser humano concebido em seu ventre.

Por outro lado, a Igreja não pode simplesmente abandonar à sua sorte as estupradas grávidas que resolvem ter a criança. É preciso apoio, acompanhamento e orientação.

Figura24 Figura23

 

Figura15

CRIANÇA ABORTADA E ENTERRADA MAS SOBREVIVEU

Figura15CRIANÇA ABORTADA E ENTERRADA MAS SOBREVIVEU

Criança estava dentro de um buraco de tatu quando foi encontrada por vizinhos

Figura16

O bebê  foi abortado e enterrado pela mãe dentro de um buraco de tatu em Laranjeiras do Sul, no Paraná.

 Os policiais afirmaram que a mãe da criança, Lucinda Ferreira Guimarães, 40 anos, contou que a deixou no buraco porque não queria que o ex-marido soubesse do nascimento. Ela foi indiciada por tentativa de homicídio qualificado, em 2006.

Figura17

Segundo informações a criança só sobreviveu por estar enterrada em pé tendo um cachorro cavado um pouco a terra ao redor de sua cabeça, deixando-a descoberta e por causa do calor da terra que manteve a temperatura corporal. 

Figura18

Os policiais foram acionados através de uma denúncia anônima para darem atendimento a uma ocorrência de abandono de criança enterrada num matagal. Segundo as primeiras informações uma senhora teria retornado para a residência ao entardecer com as vestes sujas de sangue o que chamou a atenção de vizinhos que observaram as ações da suspeita que estaria grávida até então. 

Figura19

Para surpresa dos moradores locais depois de uma busca nas proximidades encontraram numa toca de tatu no matagal, um recém-nascido que estava cheio de bichos e moscas sob sua pele. Já se passavam 24 horas do provável aborto e os moradores então acionaram a polícia, pois achavam que o recém-nascido estaria em óbito. 

Figura20 Figura21

Ao chegarem, os policiais perceberam que ele estava vivo, tiraram os restos de terra da boca e imediatamente o encaminharam ao Hospital. No local uma equipe policial levantou informações da localização da mãe e a encontrou num bar a algumas quadras do local e deu voz de prisão a infratora. No hospital o recém-nascido recebeu os cuidados médicos necessários e sobreviveu pela misericórdia divina!

Figura22

A senhora Lucinda é mãe de 4 filhos e esta era a 5ª gravidez.

Estava casada pela 2ª vez e o filho não era deste último marido…

Quem tiver curiosidade em checar, a reportagem oficial consta neste site:

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,AA1306762-5598,00.html

Figura24 Figura23