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Alérgico a Balas

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Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer. Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo:

– Se melhorar, estraga.

Ele era um gerente especial em um restaurante, pois seus garçons os seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato.

Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Luís estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação. Um dia, alguém lhe perguntou:

-Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo. Como faz isso?

Ele respondeu :

– A cada manhã ao acordar, digo para a mim mesmo: Luís, você tem duas escolhas hoje: pode ficar de bom humor ou de mau humor. Eu escolho. “Ficar de bom humor”. Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Eu escolho “aprender algo”.Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.

– Certo, mas não é fácil – argumentaram em resposta.

– É fácil sim – disse Luís. A vida é feita de escolhas. Quando você examina a fundo, toda situação sempre oferece escolha. Você escolhe como reagir às situações. Escolhe como as pessoas afetarão o seu humor. É sua a escolha de como viver sua vida.

Anos mais tarde, Luís cometeu um erro, deixando a porta de serviço do restaurante aberta pela manhã. Foi rendido por assaltantes. Dominado, enquanto tentava abrir o cofre, sua mão tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele.

Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital. Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo. Algum tempo depois, alguém lhe perguntou como ele estava. Para variar, ele respondeu:

– Se melhorar, estraga.

Contou o que havia acontecido perguntando:

– Quer ver minhas Cicatrizes?

O amigo recusou ver seus ferimentos, mas perguntou-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto.

– A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás – respondeu. Então, deitado no chão, ensangüentado, lembrei que tinha duas escolhas: poderia viver ou morrer. Então, escolhi “viver”.

– Você não estava com medo?

– Os para-médicos foram ótimos. Eles me diziam que tudo ia dar certo e que ia ficar bom… Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado. Em seus lábios eu lia: – Esse aí “já era”. Decidi então que tinha que fazer algo.

– E aí, o que você fez? – Perguntou, curioso, seu amigo.

– Bem… Havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas. Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi: “sim”. Todos pararam para ouvir a minha resposta. Tomei fôlego e gritei :

– Sou alérgico a balas! E, entre risadas lhes disse:

– Eu estou escolhendo viver, operem-me como a um ser vivo, não como a um morto.

Luís sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas também graças a sua atitude.

Assim, todos nós, a cada dia, temos a opção de viver plenamente.

Escolhamos, então, viver de forma plena nossa vida, aceitando sempre a direção de Deus em nossos caminhos.

Afinal de contas, “ATITUDE É TUDO”.