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Até o Pardal Encontrou Casa


Até o Pardal Encontrou Casa

Salmos 84:3  O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!

A vida humana se dá em meio a muitas lutas e tristezas. E a Palavra de Deus, longe de minimizar esse fato, nos mostra que por vezes (e muitas vezes), no nosso caminhar nem tudo são rosas, nem tudo é planícies – há vales profundos, vales secos, áridos; há ermos, há desertos – há um vale de lágrimas…

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UM JACARÉ NA SUA CASA

um jacaréUM JACARÉ NA SUA CASA

Você já pensou alguma vez em possuir um jacaré dentro de sua casa? Quem sabe talvez um jacaré vivo no quintal, ou um jacaré morto e embalsamado na sala?

Se você possuir um jacaré vivo, certamente ficará constantemente sendo ameaçado e correndo perigo de um ataque. A presença desse jacaré será um incômodo e uma ameaça dia após dia.

Ao contrário, o jacaré morto apesar de estar lá, não incomoda e na maioria das vezes passa desapercebido como se não existisse, mas não deixa de estar na sala.

Evidentemente estamos citando este fato como ilustração para mostrar o que acontece com o perdão. Existem muitas pessoas que ainda tem certa dificuldade para entender o que significa perdão. Muitos dizem: – “eu perdoei mas não esqueço”, e apesar de declarar ter perdoado, continua a sofrer a angustia e carregar o peso de uma amargura.

O perdão é como um jacaré dentro de casa, pode estar vivo ou estar morto. E qual é a diferença? O jacaré vivo é como a falta de perdão, ou o perdão hipócrita, falso, que na verdade nunca existiu. É como a pessoa que declara o perdão apenas com a boca e não com o coração, simplesmente para mostrar aos outros, de uma forma enganosa, que “cumpriu” com uma obrigação.

Isto equivale ao jacaré vivo, que incomoda, perturba, cria problemas, produz ataques constantes, e mais cedo ou mais tarde, desfere um ataque mortal.O verdadeiro perdão mata o jacaré. Jacaré morto e embalsamado na sala significa perdão pleno e verdadeiro.

A mente humana tem a capacidade de memorizar os fatos que nos cercam e raramente há uma amnésia total de um determinado fato, principalmente quando é marcante.

Esta lembrança naturalmente é como o jacaré morto, o qual pode estar diante de nossos olhos, porém não incomoda e nem oferece perigo. Se efetivamente já perdoamos, não esquecemos o fato em si, mas a amargura desaparece por completo, como desaparece o medo do jacaré que já morreu.

Claro está que o ideal seria que não houvesse nem mesmo um jacaré morto em nossa sala, mas nem sempre isso é possível, então é só cuidar para que o jacaré não ressuscite. Está escrito na Palavra de Deus que Deus não se lembra do pecado perdoado.”………….; porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.” (Jer. 31:34)

Esta expressão é própria para o nosso entendimento. Sabemos que Deus é onisciente e sabe todas as coisas, mas Ele disse que não se lembrará dos pecados perdoados para que possamos entender que o perdão deve ser pleno e completo.

Quando Deus perdoa, Ele jamais aplica uma condenação sobre aquele pecado que foi declarado perdoado, por isso que afirmou que não se lembrará dele.A questão do perdão é muito séria. Jesus afirmou que se não perdoássemos nossos semelhantes, Deus também não perdoaria nossos pecados, e pecado não perdoado leva efetivamente ao inferno.”Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” (Mat. 6:14-15)

É provável que você tenha um jacaré em sua casa. Se tiver, ele está vivo ou morto? Se estiver vivo, mate-o, se estiver morto, faça o possível para jogá-lo fora.

Que Deus o(a) abençoe.!

Walter Ponci 

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Volte Para Casa

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de Max Lucado

A casinha era simples mas adequada. Ela consistia de um quarto amplo numa rua empoeirada. Seu telhado de telhas vermelhas era um dentre os muitos naquele bairro pobre na periferia da cidade. Era uma casa confortável. Maria e sua filha, Cristina, haviam feito o possível para acrescentar cor às paredes cinzentas e calor ao chão de terra batida: um velho calendário, uma fotografia desbotada de um parente, um crucifixo de madeira. A mobília era modesta: um catre em cada lado do quarto, uma pia e um fogão a lenha.

O marido de Maria morrera quando Cristina era criança. A jovem mãe, recusando teimosamente casar-se de novo, arranjou um emprego e criou a filha do melhor modo que pôde. Agora, quinze anos mais tarde, os piores anos tinham passado. Embora o salário de doméstica recebido por Maria não lhes permitisse muitos luxos, ele era certo e fornecia às duas alimento e roupas. Cristina tinha também chegado a uma idade em que poderia arranjar um emprego e ajudar a mãe.

Alguns diziam que Cristina puxara à mãe em sua independência. Ela repelia a idéia de casar-se cedo e criar uma família, embora pudesse escolher entre vários pretendentes. Sua pele morena e olhos castanhos atraíam uma série de candidatos à sua porta. Ela tinha um jeito especial de jogar a cabeça para trás e encher o ambiente de riso. Tinha também aquela magia rara que algumas mulheres têm de fazer com que o homem se sinta um rei só por estar a seu lado. Mas a sua maneira irônica de tratar as pessoas mantinha todos os homens a uma certa distância.

Cristina falava muito de ir para a cidade. Ela sonhava em trocar seu bairro poeirento por avenidas suntuosas e a vida citadina. Essa ideia horrorizava a mãe. Maria imediatamente lembrava Cristina dos males das cidades grandes. “As pessoas não conhecem você. Os empregos são difíceis de achar e a vida é cruel. Além disso, se fosse para lá, como iria viver?”

Maria sabia exatamente o que Cristina faria, ou teria de fazer para sustentar-se. Foi por isso que seu coração partiu-se ao acordar certa manhã e ver vazio o leito da filha. Maria soube na mesma hora para onde ela havia ido e sabia também o que deveria fazer para encontrá-la bem depressa. Jogou algumas roupas na mala, reuniu todo o dinheiro que tinha e saiu correndo de casa.

A caminho do ponto de ônibus entrou numa lojinha para a última compra. Fotos. Ela sentou-se na cabine de fotografia, fechou a cortina e tirou fotos suas, gastando quanto pôde. Com a bolsa cheia de fotografias preto-e-branco de si mesma, ela tomou o primeiro ônibus que saía para o Rio de Janeiro.

Maria tinha certeza que Cristina não conseguiria ganhar dinheiro com facilidade. Sabia, entretanto, que ela era teimosa demais para desistir. Quando o orgulho se encontra com a fome, o ser humano faz coisas que jamais pensava fazer antes. Tendo conhecimento disto, Maria começou suas busca. Bares, hotéis, boates, qualquer lugar onde pudesse ha-ver uma meretriz ou prostituta. Foi a todos. E em cada lugar deixou sua foto — colada no espelho do banheiro, pregada num quadro de avisos de hotel, presa numa cabine telefônica. E no verso de cada uma escreveu uma nota.

Não demorou muito para que o dinheiro e as fotografias acabassem e Maria teve de voltar para casa. A mãe cansada chorou enquanto o ônibus iniciava sua longa jornada de volta para sua cidadezinha.

Algumas semanas depois a jovem Cristina desceu as escadas do hotel. Seu rosto mostrava-se pálido. Seus olhos castanhos não dançavam mais, alegres e buliçosos, mas falavam de sofrimento e medo. Seu riso se fora. Os sonhos que tivera se transformaram em pesadelo. Mil vezes quisera trocar aqueles inúmeros leitos por seu catre seguro. Todavia, a cidadezinha em que vivera se tornara de muitas formas distante demais.

Ao chegar ao pé da escada, seus olhos notaram um rosto familiar. Ela olhou de novo e ali no espelho do saguão estava uma fotografia da mãe. Os olhos de Cristina queimaram e sua garganta contraiu-se, enquanto atravessava o salão e removia a pequena foto. Escrita no verso da mesma, achava-se este convite atraente: “O que quer que você tenha feito, o que quer que se tenha tornado, não importa. Por favor, volte para casa.”

Foi o que ela fez.

“Ele (o Filho) que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser…”