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Jovem evangélico é multado por pregar o Evangelho em frente a clínica de aborto

luis-zapata-multado-pregar-evangelho-contra-abortoJovem evangélico é multado por pregar o Evangelho em frente a clínica de aborto

Um evangélico que lia versículos bíblicos contra a prática do aborto em frente a uma clínica dedicada a esse tipo de cirurgia foi detido pela Polícia de Englewood, em Nova Jersey (EUA).

Luis Zapata havia colocado cartazes em sua picape com versículos bíblicos, e lia a Bíblia em frente à clínica, quando foi abordado pela Polícia e obrigado a interromper sua atividade de evangelismo.

“Senhor, eu coloco meu coração para escrever um versículo do Evangelho e colocá-lo na picape. Preocupa-me a salvação de almas… Preocupa-me que neste país, há milhões e milhões de pessoas que acreditam que eles vão para o céu, mas realmente não vão”, disse Zapata.

O jovem afirmou que uma vez por semana dirige sua picape em viagens a várias cidades, sempre com cartazes evangelísticos, e nunca havia tido problemas com a Polícia. A iniciativa de pregar em frente à clínica de abordo, segundo Zapata, foi inspirada na possibilidade de salvar vidas e alcançar as mães com palavras de esperança.

“Eu tenho testemunhos de mulheres que não mataram seus filhos por causa da pregação do Evangelho”, disse Robert Parker, um dos cristãos que pregam contra o aborto junto com Zapata. “Quando eu comecei a ir, as mulheres estavam correndo para matar seus bebês. Mas, com o passar dos anos, o número de mulheres que vão à clínica foi reduzido drasticamente”, acrescentou.

Porém, de acordo com informações do Christian News, o trabalho de Zapata e seus parceiros evangelísticos vem sendo dificultado pela Polícia da cidade. Recentemente, Zapata tomou uma multa por estacionar a picape em local proibido e por pregar em público, além de obrigá-lo a remover os cartazes com os versículos João 8:24 e Números 32:23.

João 8.24 - "Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados".
Números 32:23 - "Porém, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o SENHOR; e sabei que o vosso pecado vos há de achar".

Zapata pediu outros cristãos a tomar uma posição sobre a palavra de Deus, apesar dos obstáculos que possam enfrentar. “Eu encorajo todos os cristãos nascidos de novo e expressar o que a Bíblia diz, o que Jesus disse (em Mateus 10: 32-33 ): ‘Se você me negar aqui, eu o negarei no céu. Se você confessar o meu nome aqui, confessarei o seu nome no céu’”.

Fonte: Gospel+

A Tesoura E A Agulha

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a mais linda flor

A Mais Bela Flor

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Casal indonésio reencontra a filha 10 anos após o tsunami

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A menina tinha quatro anos na altura da tragédia, que fez mais de 220 mil mortos no oceano Índico, e tinha sido dada como morta pelos pais. Afinal, sobreviveu agarrada a um pedaço de madeira.

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“Deus deu-nos um milagre”, disse a mãe, Jamaliah, de 42 anos. “O meu coração bateu tão depressa quando a vi. Abracei-a e ela abraçou-me de volta e sentiu-se confortável nos meus braços”, afirmou, acrescentando que não conseguiu que as lágrimas parassem de cair durante o reencontro.

“Estou muito feliz por estar de novo com a minha mãe e o meu pai”, disse a jovem aos jornalistas.

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A província indonésia de Aceh, onde Raudhatul Jannah vivia com a família, foi completamente devastada pelo tsunami. A criança, tal como o irmão de 7 anos, foram arrastados de casa pelas ondas e dados como mortos pela família, após um mês de buscas sem sucesso.

Em junho, o tio materno das crianças reparou nas semelhanças de uma jovem com a sua irmã no regresso da escola numa aldeia de Aceh. Descobriu então que ela tinha sido resgatada após o tsunami por um pescador, depois de ter ficado retida nas ilhas ao largo de Aceh. Pensando que ela era órfã, deixou a menina aos cuidados da sua mãe.

Mas o “milagre” pode não ficar por aqui. “Temos esperança de encontrar o seu irmão”, afirmou o pai, Septi Rangkuti, de 52 anos. Arif Pratama separou-se na irmã quando esta foi adotada, já que a idosa que ficou com ela era muito pobre para conseguir alimentar duas bocas.

Fonte:http://www.dn.pt/inicio/globo

A Herança Do Senhor

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A Flor Rara

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A Família Mais Rica da Igreja

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A Família E O Lar

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A mãe que conversa com o pai

A mãe que conversa com o paiA mãe que conversa com o pai 

 

Autor: Paulo Barbosa – Min. para Refletir

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Educação dos filhos Responsabilidade dos pais

Educação dos filhos: Responsabilidade dos pais

Educação dos filhos Responsabilidade dos paisEducação dos filhos: Responsabilidade dos pais

I Crônicas 22:5 –  “Salomão, meu filho, ainda é moço e tenro; e a casa que se há de edificar ao Senhor deve sobremodo magnificente, para nome e glória em todas as terras; providenciarei, pois, para ela o necessário; assim preparou Davi em abundância antes de sua morte”  

     Há pais que confiam tanto na capacidade dos professores da Escola Bíblica Dominical em educar as crianças nos caminhos do Senhor que nem se preocupam com este “detalhe”: a educação dos filhos é de responsabilidade dos pais.

   Para eles é muito cômodo levar as crianças, dominicalmente, à Igreja; deixá-las numa sala de aula, aos cuidados de quem “tem-se preparado para este ministério”, e só! Creem que estão cumprindo fielmente o dever de pais crentes. “Meus filhos estão sendo criados na Igreja”. Mas, será isto suficiente? Educar crianças é dever da Igreja?

   O que nos ensina a Bíblia com relação à educação dos filhos?

   “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos,e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te.”(Deuteronômio 6:4-7).

   Aquilo que queremos que nossos filhos saibam deve ser transmitido por nós, pais, a eles.

   No 1º livro das Crônicas, no capítulo 17, podemos observar que:

   Davi era um homem preocupado com as coisas de Deus.

   Davi manifestou o desejo de construir uma casa ao Senhor, visto que ele tinha o seu próprio palácio, e a arca da aliança do Senhor se achava numa tenda.

   Quando o profeta Natã lhe transmitiu a palavra do Senhor, dizendo que, não a ele, mas ao seu filho, o que o sucederia no trono, seria dado o direito de realizar este intento, Davi orou ao Senhor, engrandecendo-O e agradecendo este favor de Deus à sua descendência (vers.16-27).

   Davi queria o melhor para o Senhor! (I Crônicas 22)   Uma vez que seria Salomão, e não ele, quem construiria a casa do Senhor, Davi poderia deixar toda a responsabilidade deste grande empreendimento nas mãos de seu filho.

“Como rei, Salomão terá conselheiros que poderão ajudá-lo!” – poderia pensar Davi.

   Mas… como ter certeza de que tudo sairia como o desejo do seu coração? Davi preocupava-se com seu filho!“Salomão, meu filho, ainda é moço e tenro; e a casa que se há de edificar ao Senhor deve sobremodo magnificente, para nome e glória em todas as terras; providenciarei, pois, para ela o necessário; assim preparou Davi em abundância antes de sua morte” (vers.5).

   Ele mesmo, o pai, providenciou material em abundância e da melhor qualidade (vers.4,5 e 14), além de artífices de toda a ordem (vers.2, 5 e 16a) – os melhores – para realizarem a obra, pois seu filho, ainda jovem, talvez não tivesse esta iniciativa; talvez, até nem construísse o templo; mas Davi tinha a certeza de que Salomão não o decepcionaria. Foi ele mesmo, o pai, quem passou todas as instruções ao filho!

   “Tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai e serve-O de coração íntegro e alma voluntária, porque o Senhor esquadrinha todos os corações, e penetra todos os desígnios do pensamento. Se O buscares, Ele deixará achar-Se por ti; se O deixares, ele te rejeitará para sempre” (1º Crônicas 28:9).

O templo espiritual

   Assim como Davi se preocupou com os mínimos detalhes para a construção da casa do Senhor, devemos nós, pais, também, nos preocupar em preparar nossos filhos para serem templo do Espírito Santo.

   Podemos nos dirigir a nossos filhos e indagar-lhes, como o apóstolo Paulo, na 1ª carta aos Coríntios 3:16-17?

   “Não sabeis que sois santuários de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá, porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.”

Para pensar:

- A autoridade que exerço (ou deveria exercer!) sobre meus filhos me dá o direito de argüi-los e admoestá-los como Paulo fez aos coríntios?

- Qual tem sido minha atitude em relação à educação espiritual de ,meus filhos? Tenho tido o cuidado de providenciar o material necessário à construção do templo para a habitação do Espírito Santo ou tenho deixado tudo a cargo da Igreja?
· Tenho permitido que “conselheiros” ocupem o meu lugar na orientação de meus filhos?

· Quem são seus amigos? Eu os conheço?
· Quem tem influenciado a formação do caráter de meus filhos?

   Davi providenciou material da melhor qualidade e em quantidade suficiente para a construção do templo e contratou os melhores artífices para trabalharem na obra.

   É importante ter os filhos na Igreja, incentivando-os a participarem de todas as atividades propostas nas Divisões da EBD a que pertencem; nos grupos corais; Uniões de Treinamento… porém a edificação do templo começa e se realiza no lar. Os melhores artífices são (ou devem ser!) os pais; e o melhor material é o exemplo pessoal dos pais. Que o Senhor nosso Deus nos ajude nesta árdua mas gloriosa tarefa!

(autor desconhecido)

 

De que a família precisa

De que a família precisa?

De que a família precisaDe que a família precisa?

Efésios 6:10-18 - “10 Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.11  Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;12  porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.13  Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.14  Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.15  Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;16  embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.17  Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;18  com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”.

    De que a família precisa?

   A família precisa fortalecer-se em Deus:

 (v.10). Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder

   É na força do poder de Deus que a família encontrará condições de resistir a todas as investidas malignas que queiram destruí-la.

   A família precisa estar firme para vencer as ciladas do inimigo:

 (v. 11). 11  Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo

   O diabo é astuto e promove ardis para derrotar a família. Mas, se seus membros buscarem forças em Deus, quando houver tais investidas, terão condições de estar firmes em Deus e prevalecer.

A família precisa entender que a sua luta é no plano espiritual:

 (v. 12). 12  porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.

   Quando limitamos nossas ações ao plano material, ocupando-nos tão somente do “comer, beber e dormir” da vida, esquecemo-nos de que há valores maiores que precisam ser cultivados e que há batalhas espirituais que precisam ser travadas e vencidas.

   A família precisa vestir a “armadura de Deus”:

 (v. 13-18). 13  Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.14  Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.15  Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;16  embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.17  Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;18  com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para istovigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”.

   A armadura de Deus inclui peças vitais para quando chegar o “dia mau”, poder resistir e ficar firme: verdade, justiça, evangelho da paz, fé, salvação, Espírito, Palavra de Deus, oração, vigilância e perseverança.

   Estas são peças fundamentais no vestuário de Deus para a família cristã. Sem elas, somos tragados pelos tempos difíceis em que vivemos.

   Que o Senhor esteja aplicando em todos nós esta verdade da Palavra de Deus: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Salmo 127.1).

(autor desconhecido)

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CRIANDO FILHOS EM TEMPOS DIFÍCEIS

CRIANDO FILHOS EM TEMPOS DIFÍCEIS

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O caso Suzane Louise Richthofen chocou muita gente. Como uma moça de 19 anos, universitária, filha de pais ricos, mãe psiquiatra, falando três idiomas, participou do brutal assassinato dos pais? Como se envolveu com um bocó que mal conseguiu terminar o ensino fundamental? Muito do escândalo das pessoas foi porque uma mocinha loira, rica, de sobrenome estrangeiro cometeu crime tão hediondo. Porque, pensam alguns, criminoso é pardo, analfabeto, banguela e mora em morro. São os Silva e os Souza, não os descendentes do Barão Vermelho, gente famosa.

Até evangélicos se surpreenderam. Temos uma teologia oficial e um credo diferente, que usamos no dia a dia. Nossa teologia ensina a depravação da raça humana. A Bíblia diz que “o coração do homem é mau desde a sua infância” e que “a estultícia está ligada ao coração da criança”.

Nossa teologia ensina que todos somos pecadores, capazes de coisas horrendas. Mas o romantismo de uma sociedade sem Deus diz que pessoas bonitas e bem tratadas são boas. E o sociologismo de esquerda que grassa no país ensina que violência é por causa de pobreza e de falta de oportunidade na vida.

A Bíblia mostra que a violência é decadência de valores espirituais. O Salmo 10 é bem claro nisto. Deveríamos crer na Bíblia e não nutrir uma visão romântica de um mundo em trevas. É que sacamos da Bíblia o que queremos , em vez de aprender com ela.

O caso Suzane deve nos abrir os olhos. Não basta dar coisas aos filhos. Dinheiro, carro do ano, casa com piscina e universidade são coisas boas em si mesmas. Mas não significam acerto em educação. Não vou execrar os pais dela. O problema é a moça. É até difícil classificá-la. Sociopata? Psicopata social? Manipulada pelo namorado? Deixo isso para quem entenda.

Quero abordar alguns aspectos da tarefa de criar filhos nos dias de hoje. Parece que é mais difícil que no passado. Assim sendo, vamos conversar um pouco sobre este tema.

1. AS BASES DE UM RELACIONAMENTO SEGURO NA VIDA FAMILIAR 

Comecemos por aqui. Apresento três aspectos que são a base de um relacionamento seguro na vida familiar: (1) noções de autoridade e obediência; (2) desenvolvimento da autoestima dos filhos; (3) boa comunicação doméstica.

Vamos ao primeiro aspecto. Dê noções de autoridade e de obediência. 

Erram os pais que não estabelecem bases de relacionamento em que a autoridade e a obediência não apareçam. Hoje parece que toda autoridade é opressão e que liberdade é o direito de se fazer o que se quer. Mas filhos necessitam de balizamento.

Moldados por um psicologismo barato e por uma pedagogia que ensina que a criança é boa e deve ela mesma construir sua realidade, esquecemos uma definição clássica de educação: “é a ação das pessoas mais experientes sobre as pessoas menos experientes, preparando-as para a vida”.

Quem pensa desta maneira é reacionário, retrógrado e religioso quadrado. Ensinamos que cada um deve viver como quer. Até que depois, preso por drogas, escravizado por vícios e hábitos, o jovem não consiga mais viver como quer. Torna-se refém de uma situação. Devemos ter em mente que já aos 4 e 5 anos a criança tem noção de certo e errado.

É preciso mostrar-lhe, desde cedo, que há valores e atitudes corretos e valores e atitudes errados. Regras de convivência devem ser estabelecidas. As bases de vivência social começam aqui. Não devemos destruí-las com o romantismo de que a criança é tão bonitinha, tão engraçadinha, que não devemos prejudicá-la com regrinhas e outras coisas. Nem vá nesta conversa de que se orientá-la ou discipliná-la, ela se tornará reprimida e problemática.

Aos 7 anos, a criança tem noção de justiça. Começa a idade da razão. O diálogo pode e deve ser mais amplo, menos centrado na autoridade que nos 4 e 5 anos.

A criança precisa saber, aqui, que o certo é recompensado, e o errado é apenado. Recompensa e castigo devem fazer parte do processo educacional. Castigo não significa espancamento, mas deve se fazer com que a criança saiba que estas são as regras do jogo. Às vezes, há uma zebra no jogo, mas via de regra é assim.

As cadeias estão cheias de gente que achou que não há castigo na vida. Muito disto foi aprendido em casa, com pais que fizeram vistas grossas às falhas dos filhos. Ou que os defenderam, mesmo estando eles errados. 

Na adolescência surge a crise existencial. A criança passa a ter noção de liberdade e quer se libertar da tutela dos pais. Pais sábios farão deste momento uma experiência rica na vida dos filhos. Poderão usar o bordão do presidente Geisel: distensão lenta, gradual e segura. Não segure as rédeas, mas não as solte de uma vez. Deixe algumas decisões para os filhos, assessore em outras, mostre-se por perto em todas.

Na minha adolescência, meu pai insistia em decidir que tipo de roupa eu tinha que usar (geralmente a mais barata). Isto me irritava. Todo mundo podia usar a moda, mas eu tinha que usar o que ele queria, comprado no camelô de S. J de Meriti.

Deixe seu filho viver, não o sufoque. Se você acertou nas fases anteriores, não será tão difícil nesta. E pense nisto: a avezinha começa a criar asas. Não as corte, mas não a solte no ar, de uma vez só.

 Vamos ao segundo aspecto. Desenvolva a autoestima de seus filhos. 

Isto é um contraponto ao exercício da autoridade, evitando que ela seja autoritarismo. Há seis considerações por fazer, aqui. 

 A primeira é dar e esperar na medida certa. 

Estabeleça um relacionamento razoável. Não espere mais do que ensinou ou mais do que pediu. E não dê mais do que deve. Há crianças que, desde cedo, são tão mimadas, que não sabem o valor das coisas.

Quaisquer coisas que desejam, os pais (ou os avós) lhe dão. Recebem mais do que devem. Há as que são cobradas acima do que devem. É a menina de 7 anos que deve cuidar da irmãzinha como se fosse uma moça de 18 anos. Ela quer ser criança e não babá. Não dê demais. Não cobre demais. 

 A segunda é nunca esquecer uma palavra de elogio ou de satisfação quando a coisa certa for feita. 

Há pais muito bons em censura, que sabem criticar e reclamar, mas nunca elogiam e recompensam quando algo de bom é feito. “Estou satisfeito com o que você fez” é uma das melhores palavras que alguém pode ouvir. E custa pouco. Faz um bem enorme a uma criança ouvir isto dos pais. 

 A terceira é respeitar os filhos. 

Seja honesto com eles. Se prometeu algo, cumpra. Nunca compare um com o outro. Não privilegie um em detrimento de outro. Rebeca amava o filho Jacó. Isaque amava o filho Esaú. Os dois se tornaram inimigos pelo resto da vida e geraram povos inimigos, até o fim de um eles. Respeite a individualidade de seus filhos. 

 A quarta é amar os filhos. 

Diga-lhes isto. Mostre-lhes isto. Hoje fala-se muito da terapia do toque ou do abraço. Abrace seus filhos, toque-os. Nenhum brinquedo eletrônico moderno substitui um gesto de amor dos pais aos filhos. Você já mostrou, nesta semana, a seus filhos, que os ama? Uma criança que se sente amada é segura. 

 A quinta é entender os erros dos filhos. 

É diferente de passar a mão sobre a cabeça. Entenda os erros. Mira y Lopez, em Os quatro gigantes da alma, disse que “quando uma criança mente, o que ela precisa é de segurança e não de repreensão”. Nós também erramos. Evite o padrão do perfeccionismo moral na criação dos filhos.

Há hoje uma terapia curiosa, chamada terapia da imperfeição. Ela procura tirar dos ombros das pessoas o peso do perfeccionismo. Um dos livros de um psicólogo desta linha se chama Livra-nos da perfeição. Cuidado com o mito da infalibilidade dos filhos. Se não cremos na infalibilidade papal, como esperaremos infalibilidade de crianças? 

 A sexta é: seja amigo pessoal de seus filhos. 

Ouça-os, compreenda a razão deles. Uma necessidade enorme para a criança e para o adolescente é saber que pode confiar nos pais. Pais que traem os filhos terão dificuldades em reconquistar sua confiança. O abalo é muito grande.

Por fim, o terceiro aspecto: estabeleça boa comunicação com os filhos. 

Isto pode ser observado em quatro considerações. 

 A primeira é: tenham tempo para eles. 

Há pais muito ocupados. Têm responsabilidades muito grandes. Em Cânticos, a sunamita faz uma declaração curiosa: “Não repareis em eu ser morena, porque o sol crestou-me a tez; os filhos de minha mãe indignaram-se contra mim, e me puseram por guarda de vinhas; a minha vinha, porém, não guardei” (1.6). Ela guardou o que era dos outros, mas não guardou o que era seu. Lembre-se que seu maior tesouro é sua família.

Seu bem maior são seus filhos. Tenha tempo para conversar com eles, passear com eles, para ouvi-los, mesmo que seja algo que lhe pareça irrelevante. Uma vez fiquei muito deprimido. Meu filho me disse que sempre queria conversar comigo, mas tinha medo de dizer alguma tolice e eu pensar que ele era burro. Foi preciso lhe dizer que nunca pensaria isto dele. Precisei mostrar como eu admirava a sua capacidade intelectual.

Certa vez ministrei um curso para professores num colégio onde ele lecionava. Dei algumas questões para considerações dos professores. Ele era o mais jovem, mas foi o que se saiu melhor. Fiz questão de dizer como estava orgulhoso da sua capacidade. Podemos ser sombras para nossos filhos. Sejamos amigos, pessoais e mostremos isto. 

 A segunda é evitem tratá-los com grosseria. 

Isto é mau. Ser firme é uma coisa. Ser um troglodita é outra. A pedagogia do tabefe não é melhor maneira de estabelecer comunicação eficiente. Se você precisa gritar para ser ouvido é porque suas palavras e exemplos estão com volume muito baixo. A melhor comunicação é a da persuasão e não a da imposição da força. 

 A terceira é: digam a seus filhos que os amam. 

É uma ampliação do dito anteriormente. Lá eu disse para amar os filhos. Aqui, para dizer que os amam. Não é repetição. É mais que o anterior.

Muitas vezes ajudo adultos com dificuldades de expressar amor. Seus pais não expressaram, eles não foram envolvidos nesta atmosfera, sentem-se embaraçados em dizer isto. Amo você são duas palavras poderosas na comunicação.

Desbloqueia o relacionamento, cria uma aura de confiança e torna o restante bem mais fácil. 

 A quarta é saber pedir perdão aos filhos quando errar. 

Isto não diminuirá você, mas o engrandecerá. Fiz isto uma vez com Beny. Fui injusto com ele e ele aguentou calado a minha atitude. À noite não consegui dormir. Vi que tinha errado. Ajoelhei-me ao lado dele na cama e lhe pedi perdão. Ele me abraçou e disse: “Te amo, pai”. Só os loucos e os santos fanáticos não erram. Pessoas normais erram. Quem pede perdão a um filho mostra grandeza de caráter e transmite uma lição poderosa, a de humanidade.

2. AS BASES DA DISCIPLINA
Disciplina é uma palavra fora de moda, hoje. Mas na cultura grega, a palavra para “disciplina”, paidéia, dava a idéia de “formação integral da pessoa”. Uma das mais notáveis obras de Filosofia de todos os tempos tem, inclusive, este título, Paidéia, de Werner Jaeger. O subtítulo é “A formação integral do homem grego”. Alguns aspectos devem ser considerados aqui.

O primeiro é que a disciplina é necessária porque sinaliza à criança por onde ela deve andar. 

Pais que deixam filhos ao Deus-dará não são liberais. São irresponsáveis. Boa parte dos pais de hoje eram jovens na década dos sessentas, quando era proibido proibir. Não disciplinam nem orientam porque são vazios, nada têm que dizer. Professores se queixam, hoje, de terem selvagens em sala de aula. Um diretor de colégio se queixou comigo. Afastou um aluno que traficava maconha na escola. No dia seguinte, o pai do garoto entrou com um processo contra o colégio.

Não é de se estranhar que haja tanta confusão, falta de respeito e, depois, ingratidão para com os pais. A disciplina deve ser vista como uma paidéia, como parte da formação integral. Não basta dar coisas, dinheiro e boa escola.

Deve dar paidéia. A educação de uma criança deve trazer-lhe noções de valores, de respeito, de ordem. Não apenas submissão aos pais, como se isto fosse o mais importante do mundo. O mais importante é que a criança se desenvolva como alguém que conhece as regras do jogo, como disse anteriormente. Isto a tornará consciente de que deve agir direito.

O segundo é que disciplina não são palavras, apenas, mas também exemplos. 

Que autoridade tem um pai que fuma para dizer ao filho que não fume? Está apenas dizendo: “Você é criança. Isto, fumar, é para adultos”. A criança desejará ser adulta. Não para ter responsabilidade, mas para poder fazer o que quer. Mostre, na sua vida, que o que você espera dele você cumpre.

Diga para ele respeitar a mãe e mostre seu respeito pela mãe dele. Se um casal briga na presença dos filhos (não deve brigar nem na ausência deles) como pode pedir que não sejam respondões e malcriados? O maior ensino é o exemplo.

A criança tende, quando adulta, a repetir o ambiente em que viveu. Há gente viciada em maus relacionamentos. Não sabe viver sem eles. Quando tudo vai bem, arranja um jeito de criar problemas. Foi criada assim e só sabe viver assim.

O terceiro é que deve haver correção. 

Diz Provérbios 29.15 e 17: “A vara e a repreensão dão sabedoria; mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe (…) Corrige a teu filho, e ele te dará descanso; sim, deleitará o teu coração”.

Correção não significa espancamento, mas correção mesmo. Dizer o que está certo e o que está errado, e mostrar que quando se acerta há recompensa e quando há transgressão há castigo. Como o castigo será ministrado, isto é questão dos pais. Compete a eles definir como será. Mas é um princípio bíblico: corrigir a criança, ministrar disciplina. 

O quarto é que disciplina não prescinde de amor. 

Não discipline seu filho com raiva. Será agressão. E agressão covarde, porque você é mais forte do que ele. Se amor sem disciplina é frouxidão, disciplina sem amor é tirania. Não guarde raiva dos seus filhos. Há pais que são truculentos no trato e imitam Itamar Franco: criam caso por nada e guardam ressentimento na geladeira.

A finalidade da disciplina não deve ser a de satisfazer nossa sede de vingança, mas ensinar lições aos filhos. O segredo da disciplina reside aqui: onde há disciplina com amor e amor com disciplina, a possibilidade de uma criança vir a ser saudável, do ponto de vista emocional, é muito maior, do que onde as coisas correm frouxas.

Faço, ainda, outra consideração. Não é tanto de correção, mas é de paidéia. Dê valores religiosos a seus filhos. Há pais que acham que nada devem ensinar sobre Deus aos filhos. Quando crescerem, eles escolherão. Isto é desculpa de gente que não tem convicções, mas conveniências. Nada tem a dizer, empurra com a barriga, e deixa para os filhos.

Quando crescerem, os filhos não escolherão nada. Perguntará alguém: “E isto é importante?”. Sim, porque cria uma consciência de valores, mostra uma fonte de valores fora da pessoa, uma fonte que é absoluta, evitando assim que se crie alguém numa cultura de relativismo.

Há valores objetivos e absolutos no mundo. Eles são a fonte da moral e de bons relacionamentos. As pessoas mais problemáticas de que tenho tratado são pessoas que não foram criadas com uma cosmo visão espiritual, sem noção de valores e de absolutos.

Vários psicanalistas, entre eles Fromm e Jung, têm mostrado que a decadência de valores tem coincidido com a decadência do sentimento religioso.

Ensine seu filho a crer em Deus. Beny disse, certa vez, que o que mais lembrava, da infância, era de Meacir ao seu lado, na cama, cantando com ele: “Ó Jesus bendito, se comigo estás, eu não temo a noite, vou dormir em paz”.

Disciplina não é apenas corrigir. É preparar para viver bem. Falar de Jesus aos filhos ajuda-os a viverem bem.

CONCLUSÃO

Uma palavra última: sejam sacerdotes, em casa. Lembrem-se de Jó. Ele acordava de madrugada para oferecer sacrifícios pelos filhos. Pensava que talvez os filhos tivessem pecado. Há pais que são excelentes policiais, bons cobradores, exímios juízes, mas péssimos sacerdotes. Você ora por seu filho? Apresenta-os a Deus, em oração, todos os dias? 

Ter filhos é uma responsabilidade fascinante. Vê-los crescer, não apenas em físico, mas em conhecimento e caráter, é muito agradável. Lucas 2.52 fala do crescimento do menino Jesus: “E crescia Jesus em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens”.

São as três dimensões do crescimento de uma criança: sabedoria (crescimento intelectual), estatura (crescimento físico) e em graça diante de Deus e dos homens (crescimento espiritual notado pelas pessoas).

São as áreas em que devemos levar nossos filhos a crescerem, ajudando-os no desenvolvimento intelectual, físico e espiritual. É o nosso desafio e é a nossa responsabilidade. Deus nos ajude a fazer isto bem. 

APÊindice – ALERTA AOS PAIS
O texto a seguir tem sido divulgado com muita frequência. Talvez seja do conhecimento de todos que ouvem esta palestra. Mas decidi acrescentá-lo porque ele se coaduna com o espírito que tentei transmitir. Mesmo conhecido deve ser considerado. Tem bastante sentido.

A Delegacia de Houston, Estado do Texas, nos Estados Unidos, elaborou as seguintes regras para formar um filho delinquente. São um alerta aos pais.
1) Desde pequeno, dê tudo o que o filho pedir. Desta forma, ele crescerá pensando que sempre terá tudo o que quiser. (O certo é não dar tudo o que o filho pedir).

2) Quando ele disser palavras imorais, ria com ele. Isto o fará pensar que é engraçadinho e o encorajará a aprender frases mais “engraçadinhas” ainda, que, mais tarde, vão lhe deixar completamente sem jeito. (O certo é repreender o filho quando ele disser palavras imorais, e não achar engraçado).

3) Nunca lhe dê orientação espiritual alguma. Espere até que ele complete 21 anos, e deixe-o decidir por si mesmo. (O certo é dar o ensino espiritual, desde cedo, como manda a Bíblia).

4) Evite o uso da palavra “errado”. Pode desenvolver nele um complexo de culpa. Isto condicionará seu filho a acreditar, mais tarde, quando for preso por roubar um carro, que a sociedade está contra ele e que está sendo perseguido. (O certo: se precisar, deve-se mostrar o erro ao filho).

5) Apanhe tudo o que seu filho deixar espalhado: livros, sapatos e roupas. Faça tudo por ele e, assim, ele se acostumará a jogar todas as responsabilidades em cima dos outros. (O certo: não fazer tudo pelo filho; ensiná-lo a ter responsabilidade, cuidando de suas coisas, desde criança).

6) Deixe-o ler tudo que lhe caia nas mãos. Cuide sempre que as vasilhas, pratos, talheres e copos sejam esterilizados, mas deixe que sua mente se alimente de lixo. (O certo: examinar o que o filho ler, não permitindo literatura imoral no lar).

7) Brigue com sua esposa (ou com seu marido) frequentemente na presença dos filhos; deste modo, eles não ficarão chocados mais tarde, quando o lar se desfizer. (O certo: jamais brigar com a esposa, muito menos em frente dos filhos).

8) Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Não permita que ele trabalhe para ganhar dinheiro. Por que ele teria que adquirir as coisas com as mesmas dificuldades que você? (O certo: se puder, dar a mesada aos filhos, orientando-lhes para o valor do dinheiro, sem gastar além do que recebe).

9) Satisfaça qualquer desejo de comida, bebida e conforto que ele queira. Providencie que todos os seus desejos sensuais sejam gratificados. A inibição de desejo pode dar origem a uma perniciosa frustração. (O certo: só satisfazer aquilo que é lícito e conveniente para os filhos)

10) Tome partido dele contra vizinhos, professores e policiais. Todos eles estão de prevenção contra seu filho. (O certo: se ele errar, nunca ficar de seu lado; ajudá-lo a corrigir as falhas, com amor e compreensão)

11) E, quando ele estiver seriamente envolvido em dificuldades, desculpe-se a si mesmo, dizendo: “Nunca consegui fazer nada com ele”. (Procurar ajudar nas dificuldades, visando a correção e resolução dos problemas).

12) Prepare-se para uma vida de tristezas e sofrimentos. Você está fazendo tudo para tê-la. (O certo: usando a Palavra de Deus, preparar a família para uma vida de amor, obediência e dedicação a Deus).

Palestra do Pr. Isaltino G. C. Filho

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