Arquivo de etiquetas: filhos

A Família E O Lar

A Família E O Lar

A Família E O LarA Família E O Lardownload reflexões1

A Dor do Abandono

A Dor do Abandono

A Dor do AbandonoA Dor do Abandonodownload reflexões1

A mãe que conversa com o pai

A mãe que conversa com o paiA mãe que conversa com o pai 

 

Autor: Paulo Barbosa – Min. para Refletir

download lar cristão

???????????????????????????????????????

Um Quadro Familiar

???????????????????????????????????????Um Quadro Familiar

Eu estava sentado em minha cadeira favorita, estudando para a fase final de meu doutorado, quando Sarah apareceu com uma pergunta:
- Papai, você quer ver meu desenho?
- Sarah, papai está ocupado. Volte um pouco mais tarde, querida.
   Eu estava ocupado. O trabalho de uma semana inteira a ser feito em apenas um fim de semana.
   Dez minutos depois ela entrou na sala.
- Papai, me deixa te mostrar o meu desenho.
- Sarah, volte mais tarde. Isto que estou fazendo é importante.
   Três minutos depois ela entra novamente, fica à um palmo de meu nariz e falou com todo o poder que um comandante de cinco anos de idade poderia conseguir:
- Você quer ver ou não?
- Não, eu não quero.
Com isso, ela zuniu pra fora e me deixou só.
E de alguma maneira, estando só naquele momento não estava tão satisfeito quanto pensei que ficaria.
   Me senti como que puxado e fui até a porta da frente.
- Sarah, – eu chamei – você poderia entrar um minuto, por favor?  Papai gostaria de ver o seu desenho.
   Ela entrou sem reclamações e se atirou em meu colo.
   Era um grande quadro.Ela lhe deu até um título.
No alto, com sua melhor letra, estava escrito:
NOSSA FAMÍLIA.
- Me explique o quadro. Pedi à ela.
- Aqui é a Mamãe (uma figura de palito com cabelo longo,amarelo, ondulado), aqui sou eu, do lado de Mamãe (com um sorriso no rosto), aqui é Katie (nossa cachorra),e aqui é Missy (a pequena irmã dela).
   Era uma interessante apresentação da forma como ela via nossa família.
- Adorei seu desenho, querida.Vou pendurar na parede da sala de jantar, e toda noite quando eu voltar pra casa eu vou olhar para ele.
   Ela sorriu de orelha a orelha e foi brincar lá fora.
Voltei aos meus livros. Mas por alguma razão eu mantive a leitura no mesmo parágrafo repetidamente.Algo me deixava intranquilo.
Algo sobre o desenho de Sarah.Alguma coisa estava faltando.
   Eu fui até a porta da frente.
- Sarah, – eu chamei – você poderia voltar aqui dentro um minuto, por favor? Eu quero olhar seu desenho novamente.
   Sarah voltou ao meu colo.
Hoje, fecho meus olhos e posso ver exatamente o jeitinho dela. Bochechas rosadas. Rabo de cavalo, short vermelho e tênis.Uma boneca de pano, chamada Nellie, debaixo do braço.
   Eu fiz uma pergunta para minha pequena menina, mas não estava certo de querer ouvir a resposta.
- Querida… Tem a Mamãe, e Sarah, e Missy. Até Katie, que é uma cachorra está no desenho.
E tem o sol, e a casa, e esquilos e pássaros.
Mas Sarah… onde está seu papai?
- Você está na biblioteca. Ela respondeu.
   Com aquela declaração simples, minha pequena princesa parou o tempo para mim.
   Erguendo-a suavemente, eu lhe mandei de volta para brincar ao sol de primavera.
   Eu me afundei em minha cadeira com a cabeça girando.
   A declaração simples de Sarah: –  Você está na biblioteca – prendeu minha atenção por um bom tempo.
   Pendurei o desenho na parede da sala de jantar conforme tinha prometido à minha menina.
   E por aquelas longas semanas que antecederam a defesa de minha tese, eu encarei aquele retrato esclarecedor.
   Finalmente terminei meu doutorado.Agora eu era “Dr. Rosberg”, e eu deveria ter me sentido muito bem. Mas, francamente não havia muita alegria em minha vida.
   Uma noite depois da graduação, Barbara e eu estávamos conversando na cama e eu lhe perguntei:
- Barbara, obviamente você viu o desenho da Sarah pendurado na parede da sala de jantar. Por que você não disse nada?
- Porque eu sei o quanto feriu você.
   Palavras de uma sábia mulher.
    Naquele ponto, eu fiz a pergunta mais difícil de minha vida:
- Barbara… Eu quero voltar pra casa. Posso? 
   Vinte segundos de silêncio se seguiram. Parecia que eu prendia meu fôlego por mais de uma hora.
- Gary, – Barbara disse cuidadosamente — as meninas e eu te amamos muito. Nós o queremos em casa.Mas você não esteve aqui. Eu me senti como mãe e pai durante muito tempo.
   Tais palavras podem parecer duras e frias, mas ela as disse com carinho e ternura.
   Era apenas a verdade clara, sem disfarce.
   Minha pequena menina tinha desenhado o quadro,e agora a mãe dela dizia as palavras.
   Minha vida tinha sido descontrolada, minha família estava em piloto automático, e eu tinha uma longa estrada pela frente se quisesse as conquistar novamente.
Mas eu tinha tudo para conseguir.
Agora que a névoa tinha se dissipado,esse se tornou o objetivo mais importante de minha vida.

(autor desconhecido)

PREVENINDO O DIVÓRCIO ANTES DO CASAMENTO

Prevenindo o Divórcio antes do Casamento

PREVENINDO O DIVÓRCIO ANTES DO CASAMENTOPrevenindo o Divórcio antes do Casamento

 O divórcio prevalece na nossa sociedade permissiva.

Muitas pessoas hoje entram no casamento não esperando que ele dure. Dizem: “Sim” até que eles achem que dá para se saírem melhor.

Contudo, o divórcio não faz parte do ideal de Deus para o casamento das pessoas. Deus disse que “odeia o repúdio” (Malaquias 2:16).

Referindo-se ao divórcio e ao primeiro casamento em Éden, Jesus disse: “Não foi assim desde o princípio” (Mateus 19:8). Já que não havia mais ninguém no Éden, Adão e Eva tinham que fazer com que seu casamento desse certo. O divórcio é o fracasso de um relacionamento que é prometido diante de Deus, até que a morte os separe. Deus julgará “pérfidos” (Romanos 1:31) e “adúlteros” (Hebreus 13:4).

Do lado positivo, um casamento bem-sucedido é uma coisa boa (Provérbios 18:22) e “digno de honra” (Hebreus 13:4). O casamento é tão antigo quanto o homem, instituído no sexto dia da criação (Gênesis 1:26-31; 2:18-25).

O sucesso no casamento não é simplesmente encontrar a pessoa certa; é também ser o tipo certo de pessoa! Um casamento bem-sucedido é o equivalente a receber seu doutorado em relações humanas.

Perguntas bases para o namoro

Lembre-se, você não irá casar com uma pessoa sem primeiro namorar com ela! Um bom namoro constrói o alicerce para um bom casamento.

Pense nas seguintes perguntas bases para o namoro. Um bom casamento não é só um negócio do coração, mas é utilizar a massa cinzenta dada por Deus para fazer decisões lógicas baseadas no pensamento racional. “O simples dá crédito a toda palavra, mas o prudente atenta para os seus passos” (Provérbios 14:15).

Um bom senso comum nunca fez mal a ninguém. Vai ajudar a todos a encontrarem um par para toda a vida. As seguintes bases podem te poupar tristeza futuramente e, ultimamente, a sua alma.

Leva tempo conhecer bem alguém. Alguém que se apaixonou à primeira vista mais tarde gostaria que tivesse olhado uma segunda vez! “Não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira” (Cântico dos Cânticos 2:7). O amor verdadeiro, que dura para toda a vida, não pode ser apressado. Você pode estar apaixonado, não pela pessoa que você mal conhece, mas pela ideia de estar apaixonado.

Alguns acham que não ser casado é tão ruim que estão desesperados para se casarem. Porém, ser casado com a pessoa errada é pior do que não ser casado.

“O sofrimento matrimonial se tornou o maior problema da saúde mental neste país” (Reader’s Digest, Novembro 1986, EUA). Seu par pode te completar ou te quebrar. A influência das mulheres pagãs de Salomão desviou o seu coração de Deus (1 Reis 11:3).

A pessoa é cristã? Tenha como alvo casar com um cristão. Assim, ambos terão o mesmo objetivo de agradar a Deus e ir para o céu. O casamento é um triângulo sagrado, uma aliança sagrada entre um homem e uma mulher feita diante de Deus (Provérbios 2:17; Mateus 19:5-6).

“Quanto mais um homem e a sua mulher se aproximam de Cristo, mais claro se torna para eles a importância de ficarem perto um do outro” (R. B. Dobbins).

Têm-se observado que o casamento é um compromisso perfeito de amar uma pessoa imperfeita. “As muitas águas não poderiam apagar o amor” (Cântico dos Cânticos 8:7). Aprender sobre o amor de Deus pode ajudar o cristão a se tornar mais amoroso para com o seu cônjuge (1 Coríntios 13:4-8).

Casar-se por razões principalmente superficiais, como meras aparências físicas, é como comprar um carro por estar bem pintado. Uma boa pintura é ótima, mas se não há uma qualidade confiável debaixo do capô, você não vai a lugar nenhum.

Assim é também no casamento. A beleza é realmente mais profunda que a pele. O amor é mais que sexo. O caráter conta!

“Não case com a pessoa que você poderia meramente aguentar. Case com aquela que você não pode viver sem!” (James Dobson).
Como os pais do seu pretendente se tratam?

Lembre-se de que eles têm sido o modelo dele(a) há muitos anos. “O comportamento corre em canais profundos que foram cortados cedo na infância, e é muito difícil mudá-los” (James Dobson). O comportamento dos pais dele(a) podem indicar como você poderia ser tratado mais para frente.

O seu pretendente se importa de verdade com suas necessidades e seus sentimentos pessoais? O pecado do egoísmo tem destruído muitos casamentos. O amor como o de Cristo põe o bem-estar dos outros em primeiro lugar (Efésios 5:28-29). Isto se mostra em pequenos atos diários de bondade.

Se não te tratar com consideração enquanto tenta ganhar o seu coração, como que você pode racionalmente esperar que ele o faça depois de se casar?

O seu pretendente fala a verdade? O casamento se baseia na confiança. Você tem de poder confiar na palavra dele e na fidelidade dele a você. Senão, dúvidas e decepções irão praguejar o seu relacionamento. É honesto e aberto com você? Muitas vezes o namoro é uma época para esconder as falhas, enquanto cada um mostra o seu melhor lado.

Sabe administrar dinheiro? Um jovem que não lida bem com suas finanças enquanto solteiro, não mudará de repente da noite para o dia. Problemas financeiros, causados pelo impulso de gastar mais do que ganha, arruínam muitos casamentos.

Consegue manter um emprego? Um bom histórico de trabalho é uma boa avaliação da habilidade dele(a) de ser responsável e lidar bem com os outros. Tome cuidado com o fracasso aqui, que pode indicar um caráter não confiável escondido.

São capazes de pedir desculpas de coração? Um casamento bem-sucedido vem de ambos os cônjuges estarem comprometidos em admitirem as suas falhas e mudar o que for preciso. “Um bom casamento é a união de duas pessoas que sabem bem como perdoar” (R. B. Graham). Aprenda como fazer as pazes. Alguém escreveu:

Para manter um casamento transbordando
De carinho no copo de amor,
Quando estiver errado, admite o erro.
Quando estiver certo, fique calado!


Sabem elogiar? Os melhores casamentos ocorrem quando o marido “honra” a esposa e ela “respeita” o seu marido (1 Pedro 3:7; Efésios 5:33). Em Cântico dos Cânticos, leia como tanto Salomão quanto a sua noiva sulamita constroem a autoestima um do outro pelos elogios sinceros. Isto evita que um se aproveite do outro.

São flexíveis? O casamento é aprender a dar e receber. Enquanto Salomão namorava com a moça sulamita, ela disse: “Apanhai-me…as raposinhas, que devastam os vinhedos, porque as nossas vinhas estão em flor” (Cântico dos Cânticos 2:15). O seu amor estava florescendo no namoro.

As raposinhas de problemas mal resolvidos poderiam, de maneira figurada, comerem as raízes cada vez mais profundas do seu relacionamento. Ela queria resolver estes insistentes probleminhas antes que se tornassem problemões.

“Se apaixonar pode ser fácil; crescer no amor é algo que tem que ser feito com determinação como também a imaginação” (Lesley Barfoot). Rigidez desnecessária no casamento é mais uma receita para causar raiva no outro.

Cada um tem que aprender como ajudar ao outro pacientemente. Um evangelista sugeriu um exercício para antes do casamento de colocarem papel de parede. É uma tarefa complicada que exige trabalho em equipe. O casamento é arte de compromissos mútuos. Os ajustes têm que ser feitos na estrada da vida.

Você se comunica bem? A boa comunicação é uma chave vital para um casamento duradouro e satisfatório. Embeleza e enriquece um relacionamento. “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” (Provérbios 25:11). A raiva abafada e o tratamento do silêncio nada resolvem. Cada um de vocês conseguem expressar os seus sentimentos e preocupações honestas sem nenhum dos dois explodirem?

Ambos conseguem escutar ao outro, se identificando com os sentimentos que estão atrás das palavras? A comunicação construtiva pode resolver problemas que estão começando, como também guiar o relacionamento a intimidade mais profunda. Todos nós ansiamos por alguém para quem podemos contar tudo mesmo, sem o medo de rejeição ou humilhação.

Lembre-se, a decisão que você toma de para quem entregará a sua vida no casamento é uma das mais sérias e importantes que tomará na vida. Tome a decisão certa!


por W. Frank Walton

Fonte: www.padom.com.br

Herança dos Pais aos Filhos

Herança dos Pais aos Filhos

Herança dos Pais aos FilhosHerança dos Pais aos Filhos

Certa vez, um menino de quatro anos chegou-se para o pai e fez a seguinte afirmação: “Papai, quando eu crescer, quero ser como o senhor”.

Qual pai nunca passou por uma situação semelhante? Alguns não ligam. Outros se importam. E devem.

   Foi o caso daquele pai. Naquele momento, ele estremeceu e se pôs a meditar sobre o tipo de pai que estava sendo e o exemplo que estava passando aos próprios filhos. Ele então comentou: “Desde que ouvi esta frase fiquei mais atento, para não dar exemplos de mera aparência, mas sinceros e consistentes, para que possam ser seguidos pelos meus filhos”.

   Uma boa referência para ajudar nessa avaliação é lembrar-se de seu próprio pai, do exemplo que foi na vida, da influência que deixou.

Bem ou mal, cada um de nós traz as marcas do pai e, não poucas vezes, as reflete no decorrer da vida. Isso é tão importante que a própria relação entre uma pessoa e Deus, o Pai celestial, pode ser afetada, positiva ou negativamente, a partir da realidade benéfica ou maléfica que é recebida como herança dos pais terrenos.

   No Dia dos Pais, portanto, é bom que cada pai indague-se a si próprio: Que modelo eu sou para os meus filhos?

   A resposta pode ajudar a determinar o legado que deixaremos aos nossos filhos, além de antecipar os tipos de filhos que legaremos ao mundo. O bom exemplo – falar a verdade, viver com fidelidade, andar em integridade – é um dos maiores legados que um pai pode deixar aos filhos.

   Infelizmente, não poucos pais têm transferido exclusivamente a outros (ao estado ou à escola, por exemplo) a formação moral e ética de seus filhos. Mas isto é um engano de custo altíssimo e de resultado duvidoso.

   A Bíblia oferece a seguinte orientação: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv 22.6).

   Não basta apontar o caminho, é preciso andar com o filho “no caminho”, ou seja, dando o exemplo e vivendo e ensinando os valores morais e espirituais.

   Lembro-me da história de um menino de doze anos que foi uma testemunha chave num processo judicial. Um dos advogados, depois de interrogá-lo longamente, perguntou: “Seu pai lhe disse o que responder, não foi?”. O garoto respondeu: “Sim!”

   “Então nos diga, por favor, quais foram essas instruções?” – insistiu o advogado. O menino replicou: “Bem, papai me disse que os advogados iriam tentar me embaraçar; mas se eu fosse cuidadoso e falasse apenas a verdade, não iria cair em contradição”.

*****

   Além do moral dessa história – uma pessoa que fala a verdade não tem nada a esconder, mas a mentirosa paga um preço alto por sua desonestidade – há o indefectível exemplo de um pai que optou por ensinar o seu filho a andar no caminho da verdade. Não só porque uma mentira exige outra para encobri-la, e no final o mentiroso é apanhado em sua própria teia de engano, mas porque é a coisa certa a ser feita.

   Meus pais me ensinaram a falar sempre a verdade, e nunca mentir, a despeito de quão doloroso ou difícil pudesse ser. Esse é o mesmo modelo que ensinei a meus filhos.

   Infelizmente, alguns pais teimam em oferecer exemplos danosos aos filhos, cuja herança fatalmente cobrará um alto preço.
Pense no atual cenário político nacional, com o Governo repetidamente envolto em graves denúncias de corrupção, com o Congresso desmoralizado por causa dos maus políticos. Não é preocupante o dano que isso causa aos jovens filhos dessa Pátria?

O que dizer dos descendentes das pessoas envolvidas nos escândalos? Quando a conta dessa herança será apresentada à sociedade por aqueles que só aprenderam o desvalor de levar vantagem em tudo e a qualquer preço?

   O pai tem que pensar no preço de um bom ou de um mau exemplo, pois são seus filhos que conviverão com as consequências; são eles os principais candidatos à reprodução dos comportamentos de seus pais.

  Cada pai deveria pedir a ajuda de Deus, o Pai, para ser o melhor exemplo para seus filhos. Assim, a oração de cada pai deveria ter este cerne:
“Ajuda-me, meu Pai, a ser aquele homem que eu desejo que o meu filho um dia se transforme”.

  Autor Desconhecido

E o seu marido, será que ele tem necessidade de

E o seu marido, será que ele tem necessidade de se “sentir amado”?

E o seu marido, será que ele tem necessidade deE o seu marido, será que ele tem necessidade de se “sentir amado”?

Pr. Ismael Roselei, Min. Casados em Cristo*

Aqui no blog nós temos batido bastante na tecla para que os maridos demonstrem amor pela sua esposa, afirmando que elas têm necessidade de afeto, de carinho, e que a sensibilidade delas é algo importante para que haja alegria no relacionamento. Mas e com relação aos homens, será que eles também têm necessidade de se sentirem amados ou isso é “coisa de mulher”?

Os homens também precisam ter a convicção de que são amados. Para eles o amor está mais voltado ao respeito que sua mulher tem para com ele. Mas, o que é o respeito? Vamos considerar algumas coisas que denotam respeito para com ele: 

CONFIANÇA: O homem precisa que aqueles que estão debaixo de seus cuidados tenham confiança nele, que saibam e acreditem que ele está fazendo o melhor para o bem da família. Isso não quer dizer que não vai errar nunca ou acertar sempre, pois mesmo com o maior amor que possa amar, ele continuará sendo um ser falível, não terá a onipotência consigo.Quando a esposa não confia e ele se dá conta disso, é uma declaração de sua incompetência.

Isso pode se dar nas pequenas coisas do cotidiano, até mesmo um palpite vindo dela, um conselho, pode parecer-lhe que ela está dizendo que ele é um incapaz e não merece a confiança dela.

As mulheres por natureza são bem falantes, e às vezes falam até para provocar uma aproximação, melhorar a intimidade conjugal, mas é preciso dosar isso para que não provoque um efeito contrário.

É comum um marido pensar horas a fio em como resolver um problema e quando vai por a mão na massa, a esposa vem com duas ou mais soluções e alternativas para o problema, que na verdade ela mal teve tempo para pensar sobre ele. O marido pode ver isso como uma falta de confiança no “taco” dele.Algumas coisas são próprias para o marido resolver, e se ele pedir uma ajuda, não há problema algum nisso, aliás é muito bom resolver em conselho pois se houver um erro, não haverá acusação.

É sempre interessante ter um comportamento que favoreça a auto afirmação dele, isso é papel de ajudadora. Mas e se ele errar? Ora, será uma oportunidade para aprender e crescer.

A mulher quando for intervir, faça com tato e jeitinho próprio das mulheres para que ele não fique melindrado na sua masculinidade.

ACEITAÇÃO: Ser aceito como é, sem que se queira mudá-lo é um grande sinal de respeito e de amor para com ele.Se quiser mudá-lo, que seja sem palavras e cobranças, mas com gestos que o façam repensar a vida e suas atitudes. Ele precisa do aplauso dela nas coisas que faz.É uma validação, e isso tem a ver com o que ele é, pois é assim que um homem se vê e se julga, pelas suas realizações bem sucedidas.

Quer acabar com um homem ? Menospreze o seu trabalho, as suas habilidades, a sua competência e capacidade.Desconsidere-o por isso e não precisará mais nada para destruí-lo.

APRECIAÇÃO: Ele precisa se sentir importante na vida da esposa, sentir-se estimado como algo precioso,alguém imprescindível.Outro dia vi uma mulher fazer uma brincadeira com o marido dizendo que tinha ido almoçar com um ex-namorado, a intenção era provocá-lo,uma brincadeira de gosto duvidoso e eu fiquei pensando: “e se fosse comigo?”, qual seria o meu sentimento, e olha, não foi nada bom o que pensei.

Acredito que você ter a sensação de que é descartável, menos qualificado, pessoa menor, é algo terrível. Apreciação tem a ver com um julgamento positivo que se faz sobre a pessoa, é a valorização do outro.

ADMIRAÇÃO: é um sentimento de prazer por aquilo que é belo ou bom. Qual homem não gosta de ser admirado pelo que seu caráter, sua dignidade, competência e, porque não, pelos seus dotes físicos. Você mulher, pegue papel e caneta e comece a anotar as coisas boas que encontra no seu marido, você poderá se surpreender, verá que existem coisas não muito boas, mas também encontrará coisas interessantes nele.Ele é trabalhador, bom pai, bom filho, honesto nos contratos, bom pagador, temente a Deus ? Veja quantas coisas boas pode haver nele, a você cabe admirá-lo pelo que é e pelo que faz.

ENCORAJAMENTO: A esposa que encoraja, é aquela que diz ” você é bom nisso, vá em frente”, “Vai que vai dar certo!!”, é aquela que elogia. Ela é uma mola que impulsiona o homem para as suas conquistas, é alguém que vibra com os seus resultados.Se é um momento difícil da vida ela diz: “Vai que estou com você, conte comigo, você vai conseguir!”.

Isso é respeito, é a forma como os homens se sentem amados pelas suas esposas.

Sobre o autor: 

Ismael3

*Ismael Roselei de Carvalho, casado com Cleire Moura de Carvalho, ambos pastores da Igreja do Evangelho Quadrangular, há 19 anos como Pastor Titular, formado na carreira militar, serviu na Polícia Militar do Estado de São Paulo, de onde foi para a reserva no posto de Capitão PM. Tem 05 filhos, Diego, Letícia, Gizele, Leandro e Vitória.

É editor dos blogs: http://casadosemcristo.blogspot.com/ e http://aconselhamentoparacasal.wordpress.com/

 E-mail: i.rcarvalho@ig.com.br

Pedidos: através de email ou fone 14-33461588.

Educação dos filhos Responsabilidade dos pais

Educação dos filhos: Responsabilidade dos pais

Educação dos filhos Responsabilidade dos paisEducação dos filhos: Responsabilidade dos pais

I Crônicas 22:5 –  “Salomão, meu filho, ainda é moço e tenro; e a casa que se há de edificar ao Senhor deve sobremodo magnificente, para nome e glória em todas as terras; providenciarei, pois, para ela o necessário; assim preparou Davi em abundância antes de sua morte”  

     Há pais que confiam tanto na capacidade dos professores da Escola Bíblica Dominical em educar as crianças nos caminhos do Senhor que nem se preocupam com este “detalhe”: a educação dos filhos é de responsabilidade dos pais.

   Para eles é muito cômodo levar as crianças, dominicalmente, à Igreja; deixá-las numa sala de aula, aos cuidados de quem “tem-se preparado para este ministério”, e só! Creem que estão cumprindo fielmente o dever de pais crentes. “Meus filhos estão sendo criados na Igreja”. Mas, será isto suficiente? Educar crianças é dever da Igreja?

   O que nos ensina a Bíblia com relação à educação dos filhos?

   “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos,e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te.”(Deuteronômio 6:4-7).

   Aquilo que queremos que nossos filhos saibam deve ser transmitido por nós, pais, a eles.

   No 1º livro das Crônicas, no capítulo 17, podemos observar que:

   Davi era um homem preocupado com as coisas de Deus.

   Davi manifestou o desejo de construir uma casa ao Senhor, visto que ele tinha o seu próprio palácio, e a arca da aliança do Senhor se achava numa tenda.

   Quando o profeta Natã lhe transmitiu a palavra do Senhor, dizendo que, não a ele, mas ao seu filho, o que o sucederia no trono, seria dado o direito de realizar este intento, Davi orou ao Senhor, engrandecendo-O e agradecendo este favor de Deus à sua descendência (vers.16-27).

   Davi queria o melhor para o Senhor! (I Crônicas 22)   Uma vez que seria Salomão, e não ele, quem construiria a casa do Senhor, Davi poderia deixar toda a responsabilidade deste grande empreendimento nas mãos de seu filho.

“Como rei, Salomão terá conselheiros que poderão ajudá-lo!” – poderia pensar Davi.

   Mas… como ter certeza de que tudo sairia como o desejo do seu coração? Davi preocupava-se com seu filho!“Salomão, meu filho, ainda é moço e tenro; e a casa que se há de edificar ao Senhor deve sobremodo magnificente, para nome e glória em todas as terras; providenciarei, pois, para ela o necessário; assim preparou Davi em abundância antes de sua morte” (vers.5).

   Ele mesmo, o pai, providenciou material em abundância e da melhor qualidade (vers.4,5 e 14), além de artífices de toda a ordem (vers.2, 5 e 16a) – os melhores – para realizarem a obra, pois seu filho, ainda jovem, talvez não tivesse esta iniciativa; talvez, até nem construísse o templo; mas Davi tinha a certeza de que Salomão não o decepcionaria. Foi ele mesmo, o pai, quem passou todas as instruções ao filho!

   “Tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai e serve-O de coração íntegro e alma voluntária, porque o Senhor esquadrinha todos os corações, e penetra todos os desígnios do pensamento. Se O buscares, Ele deixará achar-Se por ti; se O deixares, ele te rejeitará para sempre” (1º Crônicas 28:9).

O templo espiritual

   Assim como Davi se preocupou com os mínimos detalhes para a construção da casa do Senhor, devemos nós, pais, também, nos preocupar em preparar nossos filhos para serem templo do Espírito Santo.

   Podemos nos dirigir a nossos filhos e indagar-lhes, como o apóstolo Paulo, na 1ª carta aos Coríntios 3:16-17?

   “Não sabeis que sois santuários de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá, porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.”

Para pensar:

- A autoridade que exerço (ou deveria exercer!) sobre meus filhos me dá o direito de argüi-los e admoestá-los como Paulo fez aos coríntios?

- Qual tem sido minha atitude em relação à educação espiritual de ,meus filhos? Tenho tido o cuidado de providenciar o material necessário à construção do templo para a habitação do Espírito Santo ou tenho deixado tudo a cargo da Igreja?
· Tenho permitido que “conselheiros” ocupem o meu lugar na orientação de meus filhos?

· Quem são seus amigos? Eu os conheço?
· Quem tem influenciado a formação do caráter de meus filhos?

   Davi providenciou material da melhor qualidade e em quantidade suficiente para a construção do templo e contratou os melhores artífices para trabalharem na obra.

   É importante ter os filhos na Igreja, incentivando-os a participarem de todas as atividades propostas nas Divisões da EBD a que pertencem; nos grupos corais; Uniões de Treinamento… porém a edificação do templo começa e se realiza no lar. Os melhores artífices são (ou devem ser!) os pais; e o melhor material é o exemplo pessoal dos pais. Que o Senhor nosso Deus nos ajude nesta árdua mas gloriosa tarefa!

(autor desconhecido)

 

De que a família precisa

De que a família precisa?

De que a família precisaDe que a família precisa?

Efésios 6:10-18 - “10 Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.11  Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;12  porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.13  Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.14  Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.15  Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;16  embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.17  Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;18  com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”.

    De que a família precisa?

   A família precisa fortalecer-se em Deus:

 (v.10). Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder

   É na força do poder de Deus que a família encontrará condições de resistir a todas as investidas malignas que queiram destruí-la.

   A família precisa estar firme para vencer as ciladas do inimigo:

 (v. 11). 11  Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo

   O diabo é astuto e promove ardis para derrotar a família. Mas, se seus membros buscarem forças em Deus, quando houver tais investidas, terão condições de estar firmes em Deus e prevalecer.

A família precisa entender que a sua luta é no plano espiritual:

 (v. 12). 12  porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.

   Quando limitamos nossas ações ao plano material, ocupando-nos tão somente do “comer, beber e dormir” da vida, esquecemo-nos de que há valores maiores que precisam ser cultivados e que há batalhas espirituais que precisam ser travadas e vencidas.

   A família precisa vestir a “armadura de Deus”:

 (v. 13-18). 13  Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.14  Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.15  Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;16  embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.17  Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;18  com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para istovigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”.

   A armadura de Deus inclui peças vitais para quando chegar o “dia mau”, poder resistir e ficar firme: verdade, justiça, evangelho da paz, fé, salvação, Espírito, Palavra de Deus, oração, vigilância e perseverança.

   Estas são peças fundamentais no vestuário de Deus para a família cristã. Sem elas, somos tragados pelos tempos difíceis em que vivemos.

   Que o Senhor esteja aplicando em todos nós esta verdade da Palavra de Deus: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Salmo 127.1).

(autor desconhecido)

de_que8

CRIANDO FILHOS EM TEMPOS DIFÍCEIS

CRIANDO FILHOS EM TEMPOS DIFÍCEIS

CRIANDO FILHOS EM TEMPOS DIFÍCEISCRIANDO FILHOS EM TEMPOS DIFÍCEIScriand6

O caso Suzane Louise Richthofen chocou muita gente. Como uma moça de 19 anos, universitária, filha de pais ricos, mãe psiquiatra, falando três idiomas, participou do brutal assassinato dos pais? Como se envolveu com um bocó que mal conseguiu terminar o ensino fundamental? Muito do escândalo das pessoas foi porque uma mocinha loira, rica, de sobrenome estrangeiro cometeu crime tão hediondo. Porque, pensam alguns, criminoso é pardo, analfabeto, banguela e mora em morro. São os Silva e os Souza, não os descendentes do Barão Vermelho, gente famosa.

Até evangélicos se surpreenderam. Temos uma teologia oficial e um credo diferente, que usamos no dia a dia. Nossa teologia ensina a depravação da raça humana. A Bíblia diz que “o coração do homem é mau desde a sua infância” e que “a estultícia está ligada ao coração da criança”.

Nossa teologia ensina que todos somos pecadores, capazes de coisas horrendas. Mas o romantismo de uma sociedade sem Deus diz que pessoas bonitas e bem tratadas são boas. E o sociologismo de esquerda que grassa no país ensina que violência é por causa de pobreza e de falta de oportunidade na vida.

A Bíblia mostra que a violência é decadência de valores espirituais. O Salmo 10 é bem claro nisto. Deveríamos crer na Bíblia e não nutrir uma visão romântica de um mundo em trevas. É que sacamos da Bíblia o que queremos , em vez de aprender com ela.

O caso Suzane deve nos abrir os olhos. Não basta dar coisas aos filhos. Dinheiro, carro do ano, casa com piscina e universidade são coisas boas em si mesmas. Mas não significam acerto em educação. Não vou execrar os pais dela. O problema é a moça. É até difícil classificá-la. Sociopata? Psicopata social? Manipulada pelo namorado? Deixo isso para quem entenda.

Quero abordar alguns aspectos da tarefa de criar filhos nos dias de hoje. Parece que é mais difícil que no passado. Assim sendo, vamos conversar um pouco sobre este tema.

1. AS BASES DE UM RELACIONAMENTO SEGURO NA VIDA FAMILIAR 

Comecemos por aqui. Apresento três aspectos que são a base de um relacionamento seguro na vida familiar: (1) noções de autoridade e obediência; (2) desenvolvimento da autoestima dos filhos; (3) boa comunicação doméstica.

Vamos ao primeiro aspecto. Dê noções de autoridade e de obediência. 

Erram os pais que não estabelecem bases de relacionamento em que a autoridade e a obediência não apareçam. Hoje parece que toda autoridade é opressão e que liberdade é o direito de se fazer o que se quer. Mas filhos necessitam de balizamento.

Moldados por um psicologismo barato e por uma pedagogia que ensina que a criança é boa e deve ela mesma construir sua realidade, esquecemos uma definição clássica de educação: “é a ação das pessoas mais experientes sobre as pessoas menos experientes, preparando-as para a vida”.

Quem pensa desta maneira é reacionário, retrógrado e religioso quadrado. Ensinamos que cada um deve viver como quer. Até que depois, preso por drogas, escravizado por vícios e hábitos, o jovem não consiga mais viver como quer. Torna-se refém de uma situação. Devemos ter em mente que já aos 4 e 5 anos a criança tem noção de certo e errado.

É preciso mostrar-lhe, desde cedo, que há valores e atitudes corretos e valores e atitudes errados. Regras de convivência devem ser estabelecidas. As bases de vivência social começam aqui. Não devemos destruí-las com o romantismo de que a criança é tão bonitinha, tão engraçadinha, que não devemos prejudicá-la com regrinhas e outras coisas. Nem vá nesta conversa de que se orientá-la ou discipliná-la, ela se tornará reprimida e problemática.

Aos 7 anos, a criança tem noção de justiça. Começa a idade da razão. O diálogo pode e deve ser mais amplo, menos centrado na autoridade que nos 4 e 5 anos.

A criança precisa saber, aqui, que o certo é recompensado, e o errado é apenado. Recompensa e castigo devem fazer parte do processo educacional. Castigo não significa espancamento, mas deve se fazer com que a criança saiba que estas são as regras do jogo. Às vezes, há uma zebra no jogo, mas via de regra é assim.

As cadeias estão cheias de gente que achou que não há castigo na vida. Muito disto foi aprendido em casa, com pais que fizeram vistas grossas às falhas dos filhos. Ou que os defenderam, mesmo estando eles errados. 

Na adolescência surge a crise existencial. A criança passa a ter noção de liberdade e quer se libertar da tutela dos pais. Pais sábios farão deste momento uma experiência rica na vida dos filhos. Poderão usar o bordão do presidente Geisel: distensão lenta, gradual e segura. Não segure as rédeas, mas não as solte de uma vez. Deixe algumas decisões para os filhos, assessore em outras, mostre-se por perto em todas.

Na minha adolescência, meu pai insistia em decidir que tipo de roupa eu tinha que usar (geralmente a mais barata). Isto me irritava. Todo mundo podia usar a moda, mas eu tinha que usar o que ele queria, comprado no camelô de S. J de Meriti.

Deixe seu filho viver, não o sufoque. Se você acertou nas fases anteriores, não será tão difícil nesta. E pense nisto: a avezinha começa a criar asas. Não as corte, mas não a solte no ar, de uma vez só.

 Vamos ao segundo aspecto. Desenvolva a autoestima de seus filhos. 

Isto é um contraponto ao exercício da autoridade, evitando que ela seja autoritarismo. Há seis considerações por fazer, aqui. 

 A primeira é dar e esperar na medida certa. 

Estabeleça um relacionamento razoável. Não espere mais do que ensinou ou mais do que pediu. E não dê mais do que deve. Há crianças que, desde cedo, são tão mimadas, que não sabem o valor das coisas.

Quaisquer coisas que desejam, os pais (ou os avós) lhe dão. Recebem mais do que devem. Há as que são cobradas acima do que devem. É a menina de 7 anos que deve cuidar da irmãzinha como se fosse uma moça de 18 anos. Ela quer ser criança e não babá. Não dê demais. Não cobre demais. 

 A segunda é nunca esquecer uma palavra de elogio ou de satisfação quando a coisa certa for feita. 

Há pais muito bons em censura, que sabem criticar e reclamar, mas nunca elogiam e recompensam quando algo de bom é feito. “Estou satisfeito com o que você fez” é uma das melhores palavras que alguém pode ouvir. E custa pouco. Faz um bem enorme a uma criança ouvir isto dos pais. 

 A terceira é respeitar os filhos. 

Seja honesto com eles. Se prometeu algo, cumpra. Nunca compare um com o outro. Não privilegie um em detrimento de outro. Rebeca amava o filho Jacó. Isaque amava o filho Esaú. Os dois se tornaram inimigos pelo resto da vida e geraram povos inimigos, até o fim de um eles. Respeite a individualidade de seus filhos. 

 A quarta é amar os filhos. 

Diga-lhes isto. Mostre-lhes isto. Hoje fala-se muito da terapia do toque ou do abraço. Abrace seus filhos, toque-os. Nenhum brinquedo eletrônico moderno substitui um gesto de amor dos pais aos filhos. Você já mostrou, nesta semana, a seus filhos, que os ama? Uma criança que se sente amada é segura. 

 A quinta é entender os erros dos filhos. 

É diferente de passar a mão sobre a cabeça. Entenda os erros. Mira y Lopez, em Os quatro gigantes da alma, disse que “quando uma criança mente, o que ela precisa é de segurança e não de repreensão”. Nós também erramos. Evite o padrão do perfeccionismo moral na criação dos filhos.

Há hoje uma terapia curiosa, chamada terapia da imperfeição. Ela procura tirar dos ombros das pessoas o peso do perfeccionismo. Um dos livros de um psicólogo desta linha se chama Livra-nos da perfeição. Cuidado com o mito da infalibilidade dos filhos. Se não cremos na infalibilidade papal, como esperaremos infalibilidade de crianças? 

 A sexta é: seja amigo pessoal de seus filhos. 

Ouça-os, compreenda a razão deles. Uma necessidade enorme para a criança e para o adolescente é saber que pode confiar nos pais. Pais que traem os filhos terão dificuldades em reconquistar sua confiança. O abalo é muito grande.

Por fim, o terceiro aspecto: estabeleça boa comunicação com os filhos. 

Isto pode ser observado em quatro considerações. 

 A primeira é: tenham tempo para eles. 

Há pais muito ocupados. Têm responsabilidades muito grandes. Em Cânticos, a sunamita faz uma declaração curiosa: “Não repareis em eu ser morena, porque o sol crestou-me a tez; os filhos de minha mãe indignaram-se contra mim, e me puseram por guarda de vinhas; a minha vinha, porém, não guardei” (1.6). Ela guardou o que era dos outros, mas não guardou o que era seu. Lembre-se que seu maior tesouro é sua família.

Seu bem maior são seus filhos. Tenha tempo para conversar com eles, passear com eles, para ouvi-los, mesmo que seja algo que lhe pareça irrelevante. Uma vez fiquei muito deprimido. Meu filho me disse que sempre queria conversar comigo, mas tinha medo de dizer alguma tolice e eu pensar que ele era burro. Foi preciso lhe dizer que nunca pensaria isto dele. Precisei mostrar como eu admirava a sua capacidade intelectual.

Certa vez ministrei um curso para professores num colégio onde ele lecionava. Dei algumas questões para considerações dos professores. Ele era o mais jovem, mas foi o que se saiu melhor. Fiz questão de dizer como estava orgulhoso da sua capacidade. Podemos ser sombras para nossos filhos. Sejamos amigos, pessoais e mostremos isto. 

 A segunda é evitem tratá-los com grosseria. 

Isto é mau. Ser firme é uma coisa. Ser um troglodita é outra. A pedagogia do tabefe não é melhor maneira de estabelecer comunicação eficiente. Se você precisa gritar para ser ouvido é porque suas palavras e exemplos estão com volume muito baixo. A melhor comunicação é a da persuasão e não a da imposição da força. 

 A terceira é: digam a seus filhos que os amam. 

É uma ampliação do dito anteriormente. Lá eu disse para amar os filhos. Aqui, para dizer que os amam. Não é repetição. É mais que o anterior.

Muitas vezes ajudo adultos com dificuldades de expressar amor. Seus pais não expressaram, eles não foram envolvidos nesta atmosfera, sentem-se embaraçados em dizer isto. Amo você são duas palavras poderosas na comunicação.

Desbloqueia o relacionamento, cria uma aura de confiança e torna o restante bem mais fácil. 

 A quarta é saber pedir perdão aos filhos quando errar. 

Isto não diminuirá você, mas o engrandecerá. Fiz isto uma vez com Beny. Fui injusto com ele e ele aguentou calado a minha atitude. À noite não consegui dormir. Vi que tinha errado. Ajoelhei-me ao lado dele na cama e lhe pedi perdão. Ele me abraçou e disse: “Te amo, pai”. Só os loucos e os santos fanáticos não erram. Pessoas normais erram. Quem pede perdão a um filho mostra grandeza de caráter e transmite uma lição poderosa, a de humanidade.

2. AS BASES DA DISCIPLINA
Disciplina é uma palavra fora de moda, hoje. Mas na cultura grega, a palavra para “disciplina”, paidéia, dava a idéia de “formação integral da pessoa”. Uma das mais notáveis obras de Filosofia de todos os tempos tem, inclusive, este título, Paidéia, de Werner Jaeger. O subtítulo é “A formação integral do homem grego”. Alguns aspectos devem ser considerados aqui.

O primeiro é que a disciplina é necessária porque sinaliza à criança por onde ela deve andar. 

Pais que deixam filhos ao Deus-dará não são liberais. São irresponsáveis. Boa parte dos pais de hoje eram jovens na década dos sessentas, quando era proibido proibir. Não disciplinam nem orientam porque são vazios, nada têm que dizer. Professores se queixam, hoje, de terem selvagens em sala de aula. Um diretor de colégio se queixou comigo. Afastou um aluno que traficava maconha na escola. No dia seguinte, o pai do garoto entrou com um processo contra o colégio.

Não é de se estranhar que haja tanta confusão, falta de respeito e, depois, ingratidão para com os pais. A disciplina deve ser vista como uma paidéia, como parte da formação integral. Não basta dar coisas, dinheiro e boa escola.

Deve dar paidéia. A educação de uma criança deve trazer-lhe noções de valores, de respeito, de ordem. Não apenas submissão aos pais, como se isto fosse o mais importante do mundo. O mais importante é que a criança se desenvolva como alguém que conhece as regras do jogo, como disse anteriormente. Isto a tornará consciente de que deve agir direito.

O segundo é que disciplina não são palavras, apenas, mas também exemplos. 

Que autoridade tem um pai que fuma para dizer ao filho que não fume? Está apenas dizendo: “Você é criança. Isto, fumar, é para adultos”. A criança desejará ser adulta. Não para ter responsabilidade, mas para poder fazer o que quer. Mostre, na sua vida, que o que você espera dele você cumpre.

Diga para ele respeitar a mãe e mostre seu respeito pela mãe dele. Se um casal briga na presença dos filhos (não deve brigar nem na ausência deles) como pode pedir que não sejam respondões e malcriados? O maior ensino é o exemplo.

A criança tende, quando adulta, a repetir o ambiente em que viveu. Há gente viciada em maus relacionamentos. Não sabe viver sem eles. Quando tudo vai bem, arranja um jeito de criar problemas. Foi criada assim e só sabe viver assim.

O terceiro é que deve haver correção. 

Diz Provérbios 29.15 e 17: “A vara e a repreensão dão sabedoria; mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe (…) Corrige a teu filho, e ele te dará descanso; sim, deleitará o teu coração”.

Correção não significa espancamento, mas correção mesmo. Dizer o que está certo e o que está errado, e mostrar que quando se acerta há recompensa e quando há transgressão há castigo. Como o castigo será ministrado, isto é questão dos pais. Compete a eles definir como será. Mas é um princípio bíblico: corrigir a criança, ministrar disciplina. 

O quarto é que disciplina não prescinde de amor. 

Não discipline seu filho com raiva. Será agressão. E agressão covarde, porque você é mais forte do que ele. Se amor sem disciplina é frouxidão, disciplina sem amor é tirania. Não guarde raiva dos seus filhos. Há pais que são truculentos no trato e imitam Itamar Franco: criam caso por nada e guardam ressentimento na geladeira.

A finalidade da disciplina não deve ser a de satisfazer nossa sede de vingança, mas ensinar lições aos filhos. O segredo da disciplina reside aqui: onde há disciplina com amor e amor com disciplina, a possibilidade de uma criança vir a ser saudável, do ponto de vista emocional, é muito maior, do que onde as coisas correm frouxas.

Faço, ainda, outra consideração. Não é tanto de correção, mas é de paidéia. Dê valores religiosos a seus filhos. Há pais que acham que nada devem ensinar sobre Deus aos filhos. Quando crescerem, eles escolherão. Isto é desculpa de gente que não tem convicções, mas conveniências. Nada tem a dizer, empurra com a barriga, e deixa para os filhos.

Quando crescerem, os filhos não escolherão nada. Perguntará alguém: “E isto é importante?”. Sim, porque cria uma consciência de valores, mostra uma fonte de valores fora da pessoa, uma fonte que é absoluta, evitando assim que se crie alguém numa cultura de relativismo.

Há valores objetivos e absolutos no mundo. Eles são a fonte da moral e de bons relacionamentos. As pessoas mais problemáticas de que tenho tratado são pessoas que não foram criadas com uma cosmo visão espiritual, sem noção de valores e de absolutos.

Vários psicanalistas, entre eles Fromm e Jung, têm mostrado que a decadência de valores tem coincidido com a decadência do sentimento religioso.

Ensine seu filho a crer em Deus. Beny disse, certa vez, que o que mais lembrava, da infância, era de Meacir ao seu lado, na cama, cantando com ele: “Ó Jesus bendito, se comigo estás, eu não temo a noite, vou dormir em paz”.

Disciplina não é apenas corrigir. É preparar para viver bem. Falar de Jesus aos filhos ajuda-os a viverem bem.

CONCLUSÃO

Uma palavra última: sejam sacerdotes, em casa. Lembrem-se de Jó. Ele acordava de madrugada para oferecer sacrifícios pelos filhos. Pensava que talvez os filhos tivessem pecado. Há pais que são excelentes policiais, bons cobradores, exímios juízes, mas péssimos sacerdotes. Você ora por seu filho? Apresenta-os a Deus, em oração, todos os dias? 

Ter filhos é uma responsabilidade fascinante. Vê-los crescer, não apenas em físico, mas em conhecimento e caráter, é muito agradável. Lucas 2.52 fala do crescimento do menino Jesus: “E crescia Jesus em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens”.

São as três dimensões do crescimento de uma criança: sabedoria (crescimento intelectual), estatura (crescimento físico) e em graça diante de Deus e dos homens (crescimento espiritual notado pelas pessoas).

São as áreas em que devemos levar nossos filhos a crescerem, ajudando-os no desenvolvimento intelectual, físico e espiritual. É o nosso desafio e é a nossa responsabilidade. Deus nos ajude a fazer isto bem. 

APÊindice – ALERTA AOS PAIS
O texto a seguir tem sido divulgado com muita frequência. Talvez seja do conhecimento de todos que ouvem esta palestra. Mas decidi acrescentá-lo porque ele se coaduna com o espírito que tentei transmitir. Mesmo conhecido deve ser considerado. Tem bastante sentido.

A Delegacia de Houston, Estado do Texas, nos Estados Unidos, elaborou as seguintes regras para formar um filho delinquente. São um alerta aos pais.
1) Desde pequeno, dê tudo o que o filho pedir. Desta forma, ele crescerá pensando que sempre terá tudo o que quiser. (O certo é não dar tudo o que o filho pedir).

2) Quando ele disser palavras imorais, ria com ele. Isto o fará pensar que é engraçadinho e o encorajará a aprender frases mais “engraçadinhas” ainda, que, mais tarde, vão lhe deixar completamente sem jeito. (O certo é repreender o filho quando ele disser palavras imorais, e não achar engraçado).

3) Nunca lhe dê orientação espiritual alguma. Espere até que ele complete 21 anos, e deixe-o decidir por si mesmo. (O certo é dar o ensino espiritual, desde cedo, como manda a Bíblia).

4) Evite o uso da palavra “errado”. Pode desenvolver nele um complexo de culpa. Isto condicionará seu filho a acreditar, mais tarde, quando for preso por roubar um carro, que a sociedade está contra ele e que está sendo perseguido. (O certo: se precisar, deve-se mostrar o erro ao filho).

5) Apanhe tudo o que seu filho deixar espalhado: livros, sapatos e roupas. Faça tudo por ele e, assim, ele se acostumará a jogar todas as responsabilidades em cima dos outros. (O certo: não fazer tudo pelo filho; ensiná-lo a ter responsabilidade, cuidando de suas coisas, desde criança).

6) Deixe-o ler tudo que lhe caia nas mãos. Cuide sempre que as vasilhas, pratos, talheres e copos sejam esterilizados, mas deixe que sua mente se alimente de lixo. (O certo: examinar o que o filho ler, não permitindo literatura imoral no lar).

7) Brigue com sua esposa (ou com seu marido) frequentemente na presença dos filhos; deste modo, eles não ficarão chocados mais tarde, quando o lar se desfizer. (O certo: jamais brigar com a esposa, muito menos em frente dos filhos).

8) Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Não permita que ele trabalhe para ganhar dinheiro. Por que ele teria que adquirir as coisas com as mesmas dificuldades que você? (O certo: se puder, dar a mesada aos filhos, orientando-lhes para o valor do dinheiro, sem gastar além do que recebe).

9) Satisfaça qualquer desejo de comida, bebida e conforto que ele queira. Providencie que todos os seus desejos sensuais sejam gratificados. A inibição de desejo pode dar origem a uma perniciosa frustração. (O certo: só satisfazer aquilo que é lícito e conveniente para os filhos)

10) Tome partido dele contra vizinhos, professores e policiais. Todos eles estão de prevenção contra seu filho. (O certo: se ele errar, nunca ficar de seu lado; ajudá-lo a corrigir as falhas, com amor e compreensão)

11) E, quando ele estiver seriamente envolvido em dificuldades, desculpe-se a si mesmo, dizendo: “Nunca consegui fazer nada com ele”. (Procurar ajudar nas dificuldades, visando a correção e resolução dos problemas).

12) Prepare-se para uma vida de tristezas e sofrimentos. Você está fazendo tudo para tê-la. (O certo: usando a Palavra de Deus, preparar a família para uma vida de amor, obediência e dedicação a Deus).

Palestra do Pr. Isaltino G. C. Filho

http://falandoseriotv.spaceblog.com.br

Conselhos_Jesus

Conselhos de Jesus para o Casal

Conselhos_JesusConselhos de Jesus para o Casal

Por Pr Ismael Roselei


Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência…. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras. Ap 2:2-6.

Este texto é uma uma advertência que o Senhor Jesus faz para sua amada Igreja de Éfeso.

Sabemos que o amor conjugal é comparado a forma com que Cristo ama a sua Noiva.

Então, usaremos o texto bíblico para advertirmos os casais que se amam, vivem aparentemente bem, mas que estão com o relacionamento em risco por terem deixado o primeiro amor.

Está veiculando um comercial de TV por assinatura que mostra alguém voltando para casa e a sua esposa percebendo a sua chegada , tira o avental, ajeita o cabelo e o recebe com um forte abraço, um abraço demorado, gostoso. Um romantismo incrível!

Ela tem na sua face uma expressão de intensa alegria, mas de repente ele faz alguns movimentos estranhos, abraçado com ela, apanha o controle da televisão e a liga. Ela perplexa pergunta: “Você ligou a TV?” num misto de surpresa e decepção. Fica claro que ele voltou por causa da TV.

Para quem vê de forma distraída, sem muita elaboração, o comercial é engraçado. Mas é triste saber que traz uma verdade. Muitos casais se mantém juntos em virtudes de “coisas” que ajuntaram no relacionamento, eles já não tem o outro como o seu “bem maior”, mas como algo que faz parte do pacote. 

Alguns casais se amam, mas como se acostumaram um com o outro, já não vêm motivos para comemorar o reencontro. É incrível que se perguntado respondem que está tudo bem com eles. Eles estão tão frios que não se deram conta que o romance, a alegria, o abraço inesperado, o elogio oportuno, a cumplicidade num olhar de admiração, são coisas que poderiam denunciar a intensidade desse amor. O amor deles está empanado, perdeu o brilho e eles não enxergam a falta de vida no casamento.

Eu e a Cleire já mudamos muito de casa em virtude da minha condição de militar, e era interessante observar que quando a mobília ainda estava dentro da casa, a gente não percebia que a parede estava feia, suja, com manchas. Mas quando as coisas já tinham sido retiradas do interior da casa, aí sim víamos o quão sujas estavam as paredes, precisando de uma tinta nova.O casamento precisa de vez em quando de uma mão de tinta também.

Temos a tendência a nos acostumarmos com o menos, com o feio, com a coisa medíocre (abaixo da média) e era disso que Jesus estava falando com sua noiva. Ele dizia que queria um relacionamento intenso, amoroso, com vida, com cor, com cheiro bom. Reconhecia os valores que estavam preservados, mas que não seriam suficientes para manter aquela relação. E dá um recado. A chama desse amor seria retirada caso a mornidão não fosse mandada embora.

Incrível como isso acontece e nos atinge a todos. Casais estão juntos, trabalhando, voltando para casa, de vez em quando transando, com algumas metas , sonhos em comum, mas de forma desatenta eles começam a se afastar um do outro, tudo em nome da busca de um horizonte melhor. Eles precisam acumular coisas, precisam adquirir bens, precisam comprar, e não dá prá cuidar do romantismo, não há tempo para fazer do outro o seu maior bem.

Mas um belo dia, um intruso surge na vida dos dois, e descobrem que o casamento deles já não tem mais brilho e que algo maior, melhor, mais bonito, está acontecendo nos seus corações, uma nova paixão chegou e assim acontece o que Jesus previa, o luz foi retirada e já não há mais razões para continuarem juntos.

Porque vocês estão continuam voltando para casa? Por causa da estrutura, dos bens adquiridos, da falta de opção? Não sei , mas sei que o casal deve voltar para casa com saudade do outro, com desejo, com alegria pelo reencontro. Isso é a mão de tinta nas paredes do nosso coração, é manutenção, é voltar ao primeiro amor.

Pense nisso, e tome atitude …