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O PLÁSTICO DO BANCO DO CARRO

plastico do bancoO PLÁSTICO DO BANCO DO CARRO
“Lembrei-me de uma historia sobre uma médica conhecida aqui em Maceió, que trocava o carro de dois em dois anos. Pois bem, acontece que a doutora era extremamente zelosa com seus carros comprados novos em folha, tanto que não removia os plásticos que vinham no estofamento do veículo. Sorte daquele que comprasse seu carro usado.
Um belo dia ao vender seu automóvel com dois anos de uso, o felizardo comprador olhou o estado do carro e os plásticos no banco e vibrou:
– Poxa, o carro tá novinho e ainda com o plástico!
E arrancou vigorosamente esses benditos plásticos feliz com a compra realizada.
A médica olhou atônita a cena e imediatamente percebeu quão tola estava sendo nesses anos todos. Quantas vezes sentou no banco quente sobre o plástico que colava desconfortavelmente em sua pele suada? Fora o barulho e a sensação incômoda do contato do seu corpo…
Então ela percebeu que guardava o SEU carro, abria mão do SEU conforto para o próximo dono…
Reflexão dessa história:
Quantas vezes damos o nosso melhor na rua, no trabalho, com colegas, e negligenciamos nossa família e nós mesmos?
Quantas vezes deixamos de viver o hoje pensando em valorizar bens materiais ou impressionar pessoas que nem vale a pena?
Portanto, meus amigos, rasguem o plástico do banco hoje!

Texto de Walmar Coelho

Mude de janela!

mude de janelaMude de janela!

            Conta-se que certa menina tinha um lindo cãozinho de estimação. Ela devotava muito carinho e atenção por ele.

Todos os dias, ao cair da tarde, ficava na varanda de sua casa, olhando seu cãozinho brincar.

Certo dia, ao voltar da escola, percebeu um movimento intenso e algo estranho no ar…

– O que houve? Perguntou à sua mãe.

O cãozinho morrera, um carro o atropelou o matou. Que tragédia, para aquela menina!

Após uns dias isolada no quarto, curtindo sua tristeza, ela passou a adotar um comportamento estranho. Todos os dias, ao cair da tarde, ficava na janela do seu quarto, olhando para o portão da casa, numa ingênua ilusão, esperando ver seu cãozinho voltar.

Assim ficou por muitos dias.

Até que, seu pai com o coração partido por ver a filha assim, tomou-a nos braços e disse:

– Filha, lá em nosso jardim nasceu uma linda flor. Venha, mude de janela !

* * *

            Nossa existência é semelhante a uma casa de muitas janelas, que possibilita a contemplação de várias paisagens.

O problema é que muitos fazem da vida uma casa de uma única janela. E ali, ficam debruçadas, por anos.

Quando alguém age assim, o foco da sua atenção fica limitado, impossibilitando-o de ver outras paisagens.

Na vida, às vezes, temos que mudar de janela, para contemplar o novo ao nosso redor.

Uma janela, por exemplo, que precisa ser fechada, é a do ressentimento.

Quem fica debruçado sobre esta janela olha a vida pelo ângulo da amargura, do desencanto, da tristeza profunda.

A pessoa ressentida, perde a confiança no amor, não investe em novos relacionamentos, fecha as portas para o perdão e tem visão muito negativa da vida.
É como olhar para o céu e só enxergar nuvens escuras.

Amado leitor: Se você se encontra assim, então… Mude de janela!

Abra o seu coração para o perdão. A janela do perdão nos faz mais humanos, mais tolerantes, mais cheios de graça e beleza interior.

Quem vive debruçado sobre o passado não consegue vislumbrar o futuro.
São pessoas que vivem na pré-história:

– Ah! Quando eu era jovem; quando eu era solteiro! Ah! Se o tempo voltasse!

Mude para a janela da esperança.

Ela nos faz sonhar com dias melhores.

Quem quer vencer na vida, precisa ter a reflexão no passado, os pés no presente e os olhos no futuro, e caminhar sempre nessa direção!

Mude de janela e veja que você não está só.

Deus está ao seu lado, talvez, naquela flor que nasceu e você não percebeu porque tornou-se escravo de uma janela só.

Outras janelas podem significar novos sonhos e novos dias.

E então? Mude de janela!
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LUCAS E O POLICIAL

lucasLUCAS E O POLICIAL

Num hospital repleto de doentes devido a uma epidemia de gripe, um policial gravemente queimado foi levado a uma cama ao lado de um menino de uns sete anos de idade. Este dormia e quando acordou, perguntou à enfermeira: — Quem é?

É um policial—, respondeu ela acrescentando sorrindo: — Portanto, porta-te bem, senão. – –

— Assustado, o menino disse: — É um verdadeiro polícia?

— Sim, mas está muito doente. Por isso deves estar caladinho.

O pequeno teria preferido não ficar ao lado de tão temível homem, vendo que este estivesse sofrendo muito. Quando chegou o médico, o doente despertou e, com amargura e mau humor, ouviu que teria de ficar ainda um mês no hospital. Voltou a cabeça, enfastiado, e viu um par de olhos cuja sinceridade e simpatia o comoveu.

— Uma voz murmurou: — Sente-se melhor, senhor policial?

— Melhor! Ainda é cedo para falar nisso. Mas que se passa contigo e como te chamas —, perguntou por sua vez o policial.

— Chamo-me Lucas. Tenho as pernas paralisadas e os meus pés me doem muito, mas ficarei tranquilo, porque a enfermeira disse-me que o senhor é um policial.

Apesar das dores que sentia, o homem não pôde deixar de sorrir e o pequeno ganhou ânimo. «Pois», pensava ele, um policial que se ri não pode ser mau.

Ao anoitecer, o policia ouviu o que o pequeno dizia à enfermeira: — Tenho estado a observá-lo, mas não creio que ele ore. Penso que tem demasiado sofrimento para o fazer; quando me doem os pés eu também não posso orar. Quer saber? A partir de agora, quando orar por mim mesmo orarei também pelo policial até que ele fique bom para fazê-lo por si mesmo.

Lucas juntou as suas mãos e orou em alta voz para ser ouvido pelo policial: — Senhor Jesus, hoje devo orar duas vezes, uma vez pelo policial e outra por mim. Esta vez é por ele. Amado e fiel Pastor, queres cuidar do teu cordeirinho?

Lucas deteve-se e confuso murmurou: «Ele não é um cordeirinho; é demasiado grande e velho. Que devo dizer? Será ovelha?»

Começou de novo: — «Amado e fiel Pastor, queres cuidar esta noite da tua ovelha e velar por ela até amanhã? Fica com ela, Amem,. Em seguida adormeceu.

Porém, o polícia não pôde reconciliar o sono; se lho impediam as dores; bem; mas agora afligia-o mais a oração do menino. Poderia ser ouvida? Estaria Jesus verdadeiramente perto dele? Impossível! Deus estava muito longe. Sem dúvida, o pequeno havia pedido: «Fica com ela e havia falado do Pastor e da Sua ovelha. Isto era um erro; Antonio não era Sua ovelha. Que tinha aprendido havia muitos anos na escola dominical? Não diz a Bíblia em João 10:27: «As minhas ovelhas ouvem a minha voz.. e me seguem?». Porém, ah! Ele não havia escutado essa voz e nunca O tinha seguido!

Grandes lágrimas que lhe trouxeram algum alívio, correram sobre as faces de Antonio. O Bom Pastor não lhe parecia tão longe agora. Com as palavras: «Senhor Jesus, fica comigo» adormeceu por fim.

Alguns dias mais tarde, ao sentir-se melhor, pediu uma Bíblia. Começou a ler, porém, não encontrava consolação. Pelo contrário. O peso dos seus pecados afastava-o cada vez mais. Uma tarde, chegou em sua leitura ao versículo de Isaías 53:6, e murmurou: «A estas ovelhas pertenço eu. Também sou uma ovelha que se afastou pelo seu próprio caminho».

Quando um homem reconhece que pertence às ovelhas perdidas, que grande passo tem dado! Aquela noite, o policial pediu a Lucas que orasse especialmente por ele.

Pouco a pouco. Antonio recuperou a saúde, e depois de dias de dúvidas e lutas, a luz foi-lhe revelada. O Espírito fez-lhe compreender que o Senhor havia carregado os seus pecados e que tinha dado a Sua vida por ele. Deus estava perto, ou melhor, era ele que havia estado longe; Mas agora aproximava-se de Deus e reconciliava-se com Ele por meio da cruz. Recebeu a completa segurança da salvação;

Enquanto a sua saúde melhorava, a de Lucas declinava visivelmente. Seus dias estavam contados. Uma tarde, ao ver a cama do polícial vazia, o pequeno chamou-o: — Onde está senhor policial?—Este, que estava conversando com a enfermeira, acercou-se do pequeno, que lhe disse: — Queria tanto que você se sentasse a meu lado e tomasse a minha mão até que o Senhor venha e me leve, porque a enfermeira disse-me que o Salvador em breve virá buscar-me.

Antonio não pôde reter as lágrimas.

— Porque chora senhor policial? Tem pena que eu parta? — Não obtendo resposta, prosseguiu: — Gostaria de vir também? Eu direi ao Senhor Jesus quando O vir.

— Sim, Lucas, diz-Lhe agora que eu também quisera ir.

O pequeno uniu as suas mãos e, respirando com dificuldade, murmurou: — Fiel Pastor, o teu cordeirinho vem a Ti… porém, também… a ovelha, o policial quer estar Contigo.

Um último suspiro… e o Bom Pastor levou o Seu cordeirinho, que Ele havia usado para ensinar o caminho da salvação a um pecador perdido.

«A oração dos retos é o gozo do Senhor» (Pv. 15:8)

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A CONSTRUÇÃO DA NOSSA VIDA

a construcao de nossa vidaA CONSTRUÇÃO DA NOSSA VIDA

Um velho carpinteiro estava pronto para se aposentar, assim sendo, informou o patrão, de seu desejo em sair da indústria de construção e passar mais tempo com sua família, ainda disse, que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar.

A empresa não seria afetada pela saída do carpinteiro, mas seu chefe estava triste em ver um bom funcionário partir.

Apesar da determinação do carpinteiro, seu chefe pediu-lhe para que trabalhasse em mais um projeto, como um favor pessoal, pois seria o último.

O carpinteiro concordou, mas era fácil ver-se que não estava nada entusiasmado com a idéia.

Deu início ao projeto, prosseguiu, terminando-o, fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados.
Foi uma maneira nostálgica dele terminar sua carreira.

Quando o carpinteiro acabou, o chefe veio fazer a inspeção da casa. Assim que terminou, deu a chave da casa ao carpinteiro e disse:

– “Esta casa é sua. É o meu presente, em consideração aos anos de dedicação”…

O carpinteiro ficou muito surpreso.

“Que pena!”, pensou ele, “se eu soubesse que estava construindo a minha própria casa, teria feito tudo diferente”.

O mesmo acontece conosco. Nós construímos nossa vida, dia a dia, e muitas vezes fazendo aquém do nosso melhor.
Mais tarde, com surpresa, descobrimos que precisamos viver na casa que construímos.

Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos diferente. Mas, não podemos voltar atrás.

Você é o carpinteiro. Todo dia martela pregos, ajusta tábuas e constrói paredes.

Alguém disse que: “A vida é um projeto que você mesmo constrói”. Suas atitudes e escolhas de hoje, estão construindo a “casa” que você irá morar amanhã.

Por isso,construa a sua vida com sabedoria!

VIRE A PÁGINA!

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Osvaldo trabalhou muitos anos como capataz de uma fazenda em Crixás, Goiás, até conseguir economizar um dinheiro que lhe possibilitou adquirir uma boa propriedade em Araguatins.

Levou a família para lá e trabalhou mais de um ano arrumando cerca, roçando mato, cultivando a terra.

Quando ia fazer a primeira colheita, descobriu que havia sido enganado por falsários. A propriedade, de fato, não lhe pertencia. Debaixo de ameaças, ele a sua família deixaram tudo para trás e voltaram a Crixás e à “estaca zero”.

Osvaldo entrou em depressão. O mundo acabou para ele. A vida perdeu a graça. Ele perdeu até o ânimo para trabalhar. Entregou os pontos.

Seu antigo patrão, que gostava muito dele, convidou-o para acompanhá-lo numa viagem a Goiânia para ajudá-lo a escolher um carro.

Depois de comprar o veículo, foram ao Hospital do Câncer “Araújo Jorge”.

Osvaldo não entendeu muito bem o que estavam fazendo ali, mas ficou sentado na sala de espera, ao lado do seu amigo, observando todo aquele sofrimento, dor, lágrimas, desespero.

Homens e mulheres, velhos e crianças, ricos e pobres, gente feia e gente bonita; todos padecendo.

Nenhum dos dois disse nada. Não foi preciso.

Imediatamente, a depressão de Osvaldo foi-se indo embora, pois não se tratava de uma doença, apenas de uma profunda tristeza por ter sido enganado. Mas, ali, em meio a todo aquele sofrimento, o capataz compreendeu que apesar de ter perdido tempo, dinheiro e esperança, ele e sua família continuavam vivos e com saúde.

Osvaldo decidiu virar aquela página de sua vida, agradeceu a Deus e voltou a trabalhar.

Comemorando A Vida!

Comemorando A VidaComemorando A Vida!

“Buscai-me e vivei” (Amós 5:4).

Vá sempre ao funeral das outras pessoas. Em caso contrário,
elas não irão ao seu.” (Yogi Berra)

Ao ler esse pensamento, lembrei-me da importância de
investir em nosso relacionamento com as outras pessoas. O
que esperamos delas durante todos os dias do ano? O que
poderíamos ver naqueles que estão próximos a nós, que seja
capaz de nos alegrar os corações? Como ter um ano abençoado
convivendo com as pessoas que estão ao nosso redor, quase
sempre com pensamentos muito diferentes dos nossos?

Muitas vezes reclamamos da falta de amor de algumas pessoas,
mas, temos nós praticado o amor que esperamos ver nos
outros? Queixamo-nos, constantemente, por não perceber
generosidade nas atitudes dos que conhecemos, porém, não
percebemos que somos egoístas, insensíveis e mesquinhos na
maioria de nossas ações. Comentamos a falta de iniciativa
dos nossos amigos, sempre tão indiferentes… e, enquanto
isso, ficamos sentados sem nada fazer!

Sim, o pensamento inicial está correto… Estamos indo a
funerais e sendo visitados, pelos que estão mortos, em nossa
própria morte espiritual!

Está na hora de deixar de lado os “funerais espirituais” e
começar a viver e espalhar vida! Está na hora de parar de
comentar a miséria espiritual dos que estão abatidos e
começar a semear e colher a alegria dos que estão vivos,
confiantes, motivados, colhendo frutos de vitória. Está na
hora de parar de murmurar pelos fracassos do ano anterior e
começar a louvar e glorificar pelos maravilhosos dias que
teremos nos próximos passos que daremos. Está na hora de
deixar de “velar” os insucessos e começar a agradecer pelo
êxito dos novos rumos de nossas vidas!

Temos um ano inteiro à nossa frente para esquecer os
funerais dos outros e impedir que outros pensem nos nossos
funerais. Vamos cantar a nossa alegria, vamos dançar por
nossas conquistas, vamos olhar para o céu e dizer: “Senhor,
obrigado porque estou vivo, por esse ano de grandes
vitórias!”

Paulo Barbosa – Para Refletir

VIDA ABUNDANTE

vida abundanteVIDA ABUNDANTE

“Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo… (Mateus 16:24, 25)

Cristo veio dar. Jamais tirou nem destruiu algo de valor. Como o jardineiro que decepa as ramas inúteis para que as rosas venham a ser mais bela, assim o bondoso Pai pode recusar-nos motivos errôneos do prazer, para que possuamos alegrias mais profundas. “O Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão”.

Para a meta, porém, da vida abundante, a felicidade maior que Cristo veio trazer, algumas coisas devem ser renunciadas. A lei da verdadeira vida vem sempre em forma negativa. Todas as experiências nos ensinam que os maiores bens vêm após a renúncia dos prazeres preferidos. O passageiro deve ser desprezado pelo permanente. As bagatelas devem cair quais folhas murchas, para ceder lugar às frondes viçosas dos verdadeiros valores. O superficial deve ser recusado, para que o genuíno apareça. A música barata e popular deve ser omitida, quando a clássica ou a sacra aparece, em todo o esplendor. A moça que deseja desenvolver um belo caráter deve renunciar pelo bem dos outros. E as renúncias foram recompensadas por um caráter acrisolado e uma quantidade valiosa de verdadeiras amizades.

É triste o fato de que, muitas vezes, o lado espiritual e sacrificial da nossa vida se conserva obscurecido, se não morto. Oh! como temos barateado a cruz de Cristo com as leviandades do dia presente! “Os meus sinais e cicatrizes, levo-os comigo”, disse Bunyan, autor de “O Peregrino”, “para mostrar como tenho batalhado; enquanto o egoísmo não for crucificado, Cristo não pode ser coroado”.

Viver não cansa

viver nao cansa

Viver não cansa.

Viver não cansa, o que fatiga são as perguntas imbecis de quem não quer ter opinião própria, os comentários emburrecedores de quem não gosta de pensar, as lógicas dos religiosos que adoram encabrestar e serem encabrestados.

Viver não cansa, o que exaure é precisar debater com quem só lê a ‘Veja’; é ter que ouvir a opinião de quem adora o Diogo Mainardi; é ter que debater com quem aprendeu toda a Verdade com o Max Lucado e se acha apto para converter o mundo islâmico.

Viver não cansa, o que desespera é ter que calar diante das vaidades maquiadas como piedade; é ter que respeitar os narcisismos travestidos de desprendimento; é ter que fazer vista grossa diante dos escroques de colarinho clerical: “porque eles também podem estar ganhando almas e despovoando o inferno”.

Viver não cansa, o que chateia é ter que explicar para fariseus de plantão que beber um cálice de vinho não significa automática embriaguez, que dançar a valsa na formatura da filha não é pactuar com o mundo; é ter que arrazoar com analfabetos funcionais para mostrar-lhes que não existe diferença entre música cristã e do mundo (Só existe música boa ou ruim!).

Viver não cansa, o que amarga é ter que ficar calado diante dos maiores descalabros éticos, “porque a igreja ‘X’ está crescendo e o que importa são os resultados”; é ter que assistir a um monte de gente se esforçando para jogar a dignidade do Evangelho pelo ralo e precisar engolir seco porque: “aquela igreja ‘X’ é como um hospital de emergência onde as pessoas se convertem, mas depois procuram as igrejas sérias”.

Viver não cansa, o que horroriza é conseguir detectar as agendas escondidas dos Benny Hinns da vida, a volúpia por poder dos que vivem das politicagens denominacionais, os cinismos teológicos dos evangelistas triunfalistas e ainda assim precisar explicar-se porque não participa de eventos, de marchas e de conferências ao lado deles: “já que o Corpo de Cristo não pode se dividir”.

Viver não cansa, o que exaure é ver as igrejas lotadas de incautos em busca de um Mega Milagre porque: “ao fazerem a sua parte, Deus ficará obrigado a fazer a dele”; é saber que cada campanha de oração que “vai destrancar os cadeados do céu”, na verdade, foi projetada para arrancar mais dinheiro dos simples; é notar que muitos nas elites religiosas não diferem em nada dos políticos que só sabem defender seus interesses.

Viver não cansa, o que debilita é ter que lidar com a fofoca de quem não tem brilho próprio; é ter que admitir que vários fazem do sacerdócio um jeito de progredir com um esforço mínimo; é saber que a indústria da “música gospel” fatura em cima da vaidade de cantores que jamais dariam certo fora das igrejas e que, para compensar a falta de talento, vivem a fazer biquinhos, vertendo lágrimas forçadas.

Viver não cansa, realmente, não cansa.

Faz bem à alma lidar com jovens grávidos de sonhos, com mulheres íntegras, que não medem esforços para acolher os esquecidos e com anciãos que destilam uma sabedoria acumulada pela experiência.

Os poetas com suas intuições, os músicos com suas percepções, os professores com sua erudição, os pastores com sua dedicação, continuam a encantar.

Os atletas com sua disciplina, os profetas com sua veemência, os missionários com sua coragem, são um bálsamo que cura as feridas da desesperança.

Viver é tão bom que dá ganas de continuar, continuar…

Ricardo Gondim.