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O PLÁSTICO DO BANCO DO CARRO

plastico do bancoO PLÁSTICO DO BANCO DO CARRO
“Lembrei-me de uma historia sobre uma médica conhecida aqui em Maceió, que trocava o carro de dois em dois anos. Pois bem, acontece que a doutora era extremamente zelosa com seus carros comprados novos em folha, tanto que não removia os plásticos que vinham no estofamento do veículo. Sorte daquele que comprasse seu carro usado.
Um belo dia ao vender seu automóvel com dois anos de uso, o felizardo comprador olhou o estado do carro e os plásticos no banco e vibrou:
– Poxa, o carro tá novinho e ainda com o plástico!
E arrancou vigorosamente esses benditos plásticos feliz com a compra realizada.
A médica olhou atônita a cena e imediatamente percebeu quão tola estava sendo nesses anos todos. Quantas vezes sentou no banco quente sobre o plástico que colava desconfortavelmente em sua pele suada? Fora o barulho e a sensação incômoda do contato do seu corpo…
Então ela percebeu que guardava o SEU carro, abria mão do SEU conforto para o próximo dono…
Reflexão dessa história:
Quantas vezes damos o nosso melhor na rua, no trabalho, com colegas, e negligenciamos nossa família e nós mesmos?
Quantas vezes deixamos de viver o hoje pensando em valorizar bens materiais ou impressionar pessoas que nem vale a pena?
Portanto, meus amigos, rasguem o plástico do banco hoje!

Texto de Walmar Coelho

Um chefe de família de sucesso.

um chefe de familiaUm chefe de família de sucesso.

Por Pr Ismael Roselei

Hoje, alguém só é um homem de sucesso quando tem alta posição social, quando dirige uma empresa, quando movimenta muito dinheiro na sua conta bancária, quando está na mídia, é uma celebridade.Mas como pergunta Roberto Shinyashiki: “E os milhares de trabalhadores, de pessoas comuns, de gente boa, porém, não rica, e essa gente? São o que? Fracassados na vida?”
Não, certamente que não. Precisamos de uma mudança do nosso modo de ver as coisas, pois estamos olhando a construção da vida, com um olhar secular, mundano e cruel. Estamos olhando como quem ama o dinheiro, como quem só valoriza aquele que possui. Estamos mensurando a felicidade segundo a riqueza, a quantidade de dinheiro que se possui, mas pense bem, será que é isso que importa para vida, será que a fonte de alegria, de felicidade está aí?
E com isso, muita gente vive oprimida e infeliz, porque não vêm a possibilidade de chegar lá ( mas lá aonde? ).Todos querem uma boa posição diante dos homens, fazendo disso um ideal de vida. Ser reconhecido por todos como uma “grande” pessoa, olhar na garagem do vizinho e ver que seu carro é mais novo que o dele, se aproximar do colega de trabalho com um olhar superior, quem sabe assinar os documentos com um “Dr” diante do nome.
Muito do que somos e pensamos vai para os da nossa família. Se a nossa visão da vida é essa secular que apresentei acima, então, nossos filhos também receberão essa carga de pensamentos irracionais e se transformarão em pessoas desesperadas “para o sucesso”, capazes de sacrificar relacionamentos, amizades, capazes de pisar em alguém para conseguir o seu intento. Não sou pregador do ócio, da licenciosidade, inimigo da prosperidade. Não. Mas, é que vejo tanto sofrimento de famílias, esposas e filhos que me arrisquei a pensar sobre isso.
Essa perspectiva não é o que Deus imaginou para nós. Pare de sofrer com essas coisas que podem agradar demais aos homens, mas que pouco importa para Deus.
Sabe o que importa para Deus? Veja isso nas palavras do apostolo Paulo:
“Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas. I Tm 6:7-12.”
A missão do macho humano, além da reprodução da espécie, é ser um libertador de sua família, um braço que protege, um coração que ama e olhos atentos que vem para o bem e para a paz, alguém que seja capaz de indicar a direção da vida, que faça de sua casa pessoas livres em Cristo.
Outro dia um amigo me contou a história de um pai que queria que sua filha fosse uma dessas “mulheres de sucesso”, sabe, dessas que aparecem na capa das revistas de negócios, profissionais liberais, altas executivas. Mas de repente, a menina se apaixonou pelo homem errado, por um “homem problema”. Então, seu pai a expulsou de casa e lhe disse que não era mais o seu pai, que nunca mais voltasse ali, ou seja, trancou a porta da esperança, trancou a porta do coração e da reconciliação. Passado algum tempo, ela morando com o tal homem, vinha sofrendo violência e mal tratos de toda sorte. Depois de ter batido bastante nela, aquele homem a trancou dentro de casa e saiu porta afora. Passado dois dias, a vizinha chamou a família da menina, os pais dela. Quando chegaram bem pertinho da janela do quarto ouviram-na balbuciar as palavras “mãe, me ajuda, mãe, me ajuda” . Invadiram a casa e a encontram caída ao chão, os dois pulsos cortados, a vida se esvaindo. Quem sabe se o pai não tivesse trancado a porta da reconciliação, o fim poderia ser outro.
Um homem, um marido, um pai, deve ser o libertador de sua casa, não o seu opressor. Não pode trancar as portas de entrada da casa para os seus, não pode induzi-los para o erro. O que se espera dele é que viva uma vida de retidão, de bom senso, e que distribua a paz entre os seus. Que seja misericordioso com aquele que necessitar de misericórdia, fazendo isso com muita paciência e mansidão, e mais, acreditando na volta daquele que está caminhando errado. Penso que é com isso que Deus se importa, esse é, verdadeiramente, um homem de sucesso, um homem que mantém a unidade em família, que conduza a sua casa para o céu.
Eu quero ser este homem, eu preciso ser.

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LUCAS E O POLICIAL

lucasLUCAS E O POLICIAL

Num hospital repleto de doentes devido a uma epidemia de gripe, um policial gravemente queimado foi levado a uma cama ao lado de um menino de uns sete anos de idade. Este dormia e quando acordou, perguntou à enfermeira: — Quem é?

É um policial—, respondeu ela acrescentando sorrindo: — Portanto, porta-te bem, senão. – –

— Assustado, o menino disse: — É um verdadeiro polícia?

— Sim, mas está muito doente. Por isso deves estar caladinho.

O pequeno teria preferido não ficar ao lado de tão temível homem, vendo que este estivesse sofrendo muito. Quando chegou o médico, o doente despertou e, com amargura e mau humor, ouviu que teria de ficar ainda um mês no hospital. Voltou a cabeça, enfastiado, e viu um par de olhos cuja sinceridade e simpatia o comoveu.

— Uma voz murmurou: — Sente-se melhor, senhor policial?

— Melhor! Ainda é cedo para falar nisso. Mas que se passa contigo e como te chamas —, perguntou por sua vez o policial.

— Chamo-me Lucas. Tenho as pernas paralisadas e os meus pés me doem muito, mas ficarei tranquilo, porque a enfermeira disse-me que o senhor é um policial.

Apesar das dores que sentia, o homem não pôde deixar de sorrir e o pequeno ganhou ânimo. «Pois», pensava ele, um policial que se ri não pode ser mau.

Ao anoitecer, o policia ouviu o que o pequeno dizia à enfermeira: — Tenho estado a observá-lo, mas não creio que ele ore. Penso que tem demasiado sofrimento para o fazer; quando me doem os pés eu também não posso orar. Quer saber? A partir de agora, quando orar por mim mesmo orarei também pelo policial até que ele fique bom para fazê-lo por si mesmo.

Lucas juntou as suas mãos e orou em alta voz para ser ouvido pelo policial: — Senhor Jesus, hoje devo orar duas vezes, uma vez pelo policial e outra por mim. Esta vez é por ele. Amado e fiel Pastor, queres cuidar do teu cordeirinho?

Lucas deteve-se e confuso murmurou: «Ele não é um cordeirinho; é demasiado grande e velho. Que devo dizer? Será ovelha?»

Começou de novo: — «Amado e fiel Pastor, queres cuidar esta noite da tua ovelha e velar por ela até amanhã? Fica com ela, Amem,. Em seguida adormeceu.

Porém, o polícia não pôde reconciliar o sono; se lho impediam as dores; bem; mas agora afligia-o mais a oração do menino. Poderia ser ouvida? Estaria Jesus verdadeiramente perto dele? Impossível! Deus estava muito longe. Sem dúvida, o pequeno havia pedido: «Fica com ela e havia falado do Pastor e da Sua ovelha. Isto era um erro; Antonio não era Sua ovelha. Que tinha aprendido havia muitos anos na escola dominical? Não diz a Bíblia em João 10:27: «As minhas ovelhas ouvem a minha voz.. e me seguem?». Porém, ah! Ele não havia escutado essa voz e nunca O tinha seguido!

Grandes lágrimas que lhe trouxeram algum alívio, correram sobre as faces de Antonio. O Bom Pastor não lhe parecia tão longe agora. Com as palavras: «Senhor Jesus, fica comigo» adormeceu por fim.

Alguns dias mais tarde, ao sentir-se melhor, pediu uma Bíblia. Começou a ler, porém, não encontrava consolação. Pelo contrário. O peso dos seus pecados afastava-o cada vez mais. Uma tarde, chegou em sua leitura ao versículo de Isaías 53:6, e murmurou: «A estas ovelhas pertenço eu. Também sou uma ovelha que se afastou pelo seu próprio caminho».

Quando um homem reconhece que pertence às ovelhas perdidas, que grande passo tem dado! Aquela noite, o policial pediu a Lucas que orasse especialmente por ele.

Pouco a pouco. Antonio recuperou a saúde, e depois de dias de dúvidas e lutas, a luz foi-lhe revelada. O Espírito fez-lhe compreender que o Senhor havia carregado os seus pecados e que tinha dado a Sua vida por ele. Deus estava perto, ou melhor, era ele que havia estado longe; Mas agora aproximava-se de Deus e reconciliava-se com Ele por meio da cruz. Recebeu a completa segurança da salvação;

Enquanto a sua saúde melhorava, a de Lucas declinava visivelmente. Seus dias estavam contados. Uma tarde, ao ver a cama do polícial vazia, o pequeno chamou-o: — Onde está senhor policial?—Este, que estava conversando com a enfermeira, acercou-se do pequeno, que lhe disse: — Queria tanto que você se sentasse a meu lado e tomasse a minha mão até que o Senhor venha e me leve, porque a enfermeira disse-me que o Salvador em breve virá buscar-me.

Antonio não pôde reter as lágrimas.

— Porque chora senhor policial? Tem pena que eu parta? — Não obtendo resposta, prosseguiu: — Gostaria de vir também? Eu direi ao Senhor Jesus quando O vir.

— Sim, Lucas, diz-Lhe agora que eu também quisera ir.

O pequeno uniu as suas mãos e, respirando com dificuldade, murmurou: — Fiel Pastor, o teu cordeirinho vem a Ti… porém, também… a ovelha, o policial quer estar Contigo.

Um último suspiro… e o Bom Pastor levou o Seu cordeirinho, que Ele havia usado para ensinar o caminho da salvação a um pecador perdido.

«A oração dos retos é o gozo do Senhor» (Pv. 15:8)

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Viva a Vida

viva a vidaViva a Vida

Nós nos convencemos de que a vida ficará melhor algum dia,quando nos casarmos, quando tivermos um filho e, depois, outro.
Então, ficamos frustrados, porque nossos
filhos não tem idade suficiente e seria muito melhor se tivessem.
Depois, nos frustramos porque temos filhos adolescentes e temos de lidar com eles.
Certamente seremos mais felizes
quando nossos filhos tiverem ultrapassado essa fase.
Dizemos que nossa vida só será completa
quando nosso cônjuge conseguir o que busca,
quando tivermos comprado um carro melhor,
ou tivermos condições de fazer uma viagem longa
ou ainda quando estivermos aposentados.
A verdade é que não há melhor época
para ser feliz do que agora mesmo!
Se não, quando? Sua vida será sempre cheia de desafios.
Melhor admitir isto para você mesmo
e decidir ser feliz de qualquer modo.
Uma das minhas ‘frases’ favoritas é de Alfred D. Souza, quando diz:
‘Por muito tempo eu pensei que a minha vida
fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho,
algo a ser ultrapassado antes de começar a viver – um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade’.
Essa perspectiva tem ajudado a ver que não existe um caminho para felicidade. A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo… e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 quilos; até que você ganhe 5 quilos; até que você tenha tido filhos; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case;até que você se divorcie; até sexta a noite; até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro, moto ou uma casa nova;
até que seu carro, moto ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, primavera, outono, inverno;até que você esteja aposentado;
até que a sua musica toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra, e decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO…

Felicidade é uma viagem, não um destino.

Por isso…
Trabalhe como se você não precisasse de dinheiro.
Ame como se você nunca tivesse se machucado.
Auxilie como se fosse rotina.
Não coma e beba como se fosse a última vez.
Brinque como se fosse criança, junto a seus filhos.
Perdoe como gostaria que fosse perdoado.
E dance como se ninguém estivesse olhando!”

VIVA A VIDA…
SEMPRE…

Comemorando A Vida!

Comemorando A VidaComemorando A Vida!

“Buscai-me e vivei” (Amós 5:4).

Vá sempre ao funeral das outras pessoas. Em caso contrário,
elas não irão ao seu.” (Yogi Berra)

Ao ler esse pensamento, lembrei-me da importância de
investir em nosso relacionamento com as outras pessoas. O
que esperamos delas durante todos os dias do ano? O que
poderíamos ver naqueles que estão próximos a nós, que seja
capaz de nos alegrar os corações? Como ter um ano abençoado
convivendo com as pessoas que estão ao nosso redor, quase
sempre com pensamentos muito diferentes dos nossos?

Muitas vezes reclamamos da falta de amor de algumas pessoas,
mas, temos nós praticado o amor que esperamos ver nos
outros? Queixamo-nos, constantemente, por não perceber
generosidade nas atitudes dos que conhecemos, porém, não
percebemos que somos egoístas, insensíveis e mesquinhos na
maioria de nossas ações. Comentamos a falta de iniciativa
dos nossos amigos, sempre tão indiferentes… e, enquanto
isso, ficamos sentados sem nada fazer!

Sim, o pensamento inicial está correto… Estamos indo a
funerais e sendo visitados, pelos que estão mortos, em nossa
própria morte espiritual!

Está na hora de deixar de lado os “funerais espirituais” e
começar a viver e espalhar vida! Está na hora de parar de
comentar a miséria espiritual dos que estão abatidos e
começar a semear e colher a alegria dos que estão vivos,
confiantes, motivados, colhendo frutos de vitória. Está na
hora de parar de murmurar pelos fracassos do ano anterior e
começar a louvar e glorificar pelos maravilhosos dias que
teremos nos próximos passos que daremos. Está na hora de
deixar de “velar” os insucessos e começar a agradecer pelo
êxito dos novos rumos de nossas vidas!

Temos um ano inteiro à nossa frente para esquecer os
funerais dos outros e impedir que outros pensem nos nossos
funerais. Vamos cantar a nossa alegria, vamos dançar por
nossas conquistas, vamos olhar para o céu e dizer: “Senhor,
obrigado porque estou vivo, por esse ano de grandes
vitórias!”

Paulo Barbosa – Para Refletir

Viver não cansa

viver nao cansa

Viver não cansa.

Viver não cansa, o que fatiga são as perguntas imbecis de quem não quer ter opinião própria, os comentários emburrecedores de quem não gosta de pensar, as lógicas dos religiosos que adoram encabrestar e serem encabrestados.

Viver não cansa, o que exaure é precisar debater com quem só lê a ‘Veja’; é ter que ouvir a opinião de quem adora o Diogo Mainardi; é ter que debater com quem aprendeu toda a Verdade com o Max Lucado e se acha apto para converter o mundo islâmico.

Viver não cansa, o que desespera é ter que calar diante das vaidades maquiadas como piedade; é ter que respeitar os narcisismos travestidos de desprendimento; é ter que fazer vista grossa diante dos escroques de colarinho clerical: “porque eles também podem estar ganhando almas e despovoando o inferno”.

Viver não cansa, o que chateia é ter que explicar para fariseus de plantão que beber um cálice de vinho não significa automática embriaguez, que dançar a valsa na formatura da filha não é pactuar com o mundo; é ter que arrazoar com analfabetos funcionais para mostrar-lhes que não existe diferença entre música cristã e do mundo (Só existe música boa ou ruim!).

Viver não cansa, o que amarga é ter que ficar calado diante dos maiores descalabros éticos, “porque a igreja ‘X’ está crescendo e o que importa são os resultados”; é ter que assistir a um monte de gente se esforçando para jogar a dignidade do Evangelho pelo ralo e precisar engolir seco porque: “aquela igreja ‘X’ é como um hospital de emergência onde as pessoas se convertem, mas depois procuram as igrejas sérias”.

Viver não cansa, o que horroriza é conseguir detectar as agendas escondidas dos Benny Hinns da vida, a volúpia por poder dos que vivem das politicagens denominacionais, os cinismos teológicos dos evangelistas triunfalistas e ainda assim precisar explicar-se porque não participa de eventos, de marchas e de conferências ao lado deles: “já que o Corpo de Cristo não pode se dividir”.

Viver não cansa, o que exaure é ver as igrejas lotadas de incautos em busca de um Mega Milagre porque: “ao fazerem a sua parte, Deus ficará obrigado a fazer a dele”; é saber que cada campanha de oração que “vai destrancar os cadeados do céu”, na verdade, foi projetada para arrancar mais dinheiro dos simples; é notar que muitos nas elites religiosas não diferem em nada dos políticos que só sabem defender seus interesses.

Viver não cansa, o que debilita é ter que lidar com a fofoca de quem não tem brilho próprio; é ter que admitir que vários fazem do sacerdócio um jeito de progredir com um esforço mínimo; é saber que a indústria da “música gospel” fatura em cima da vaidade de cantores que jamais dariam certo fora das igrejas e que, para compensar a falta de talento, vivem a fazer biquinhos, vertendo lágrimas forçadas.

Viver não cansa, realmente, não cansa.

Faz bem à alma lidar com jovens grávidos de sonhos, com mulheres íntegras, que não medem esforços para acolher os esquecidos e com anciãos que destilam uma sabedoria acumulada pela experiência.

Os poetas com suas intuições, os músicos com suas percepções, os professores com sua erudição, os pastores com sua dedicação, continuam a encantar.

Os atletas com sua disciplina, os profetas com sua veemência, os missionários com sua coragem, são um bálsamo que cura as feridas da desesperança.

Viver é tão bom que dá ganas de continuar, continuar…

Ricardo Gondim.